♪ ♫ ♪ ♫ "Hoje é dia de alegria... vamos sorrir e cantar.
Do mundo não se leva nada... vamos sorrir e cantar.
La-la-la-ra. La-la-la-ra... Vamos sorrir e cantar.
Do mundo não se leva nada... vamos sorrir e cantar!" ♪ ♫ ♪ ♫
He-he... hi-hi...
Oi, Sílvio.
Oi, Sílvio.
Quem não se lembra da entrada triunfal no SS (Sílvio Santos) no Show de Calouros? (Ou quem se lembra, sei lá). Ai, minha yaya... como ela gostava de ver aquele programa dusinferno. A gente podia ficar até vermelha de raiva e ódio, que o domingo não era domingo sem ele, o SS dela. Tadinha. Até hoje quando escuto a musiquinha (nos meus sonhos, porque acho que já devem ter pago outro bordão... isso se tiver ainda o programa... porque o SS da vida real está entrando em falência) lembro dela. O que não é a vida, né?
As filhas dizendo que o pai se preocupava mais com uma espinha no rosto do que com os problemões delas de adolescentes. Tá certo que devia ser 'aqueles' problemas insolúveis, tipo o namorado me deixou ou o fessor de português deu uma chamada oral... é, problemões que todos nós já tivemos...
Mas não muda de assunto, não. Por que o assunto de hoje é 'mudança de ares'.
Eu acho que este dia tenha sido, de verdade, o início da Grande Aventura Familiar (e se eu soubesse o que teríamos ainda que enfrentar, no decorrer do dia... seria chamado de O Grande Dia 'D' - D de Desesperados) afinal, iríamos para o norte, lá pros cantos onde meu pai nasceu e cresceu numa vila de Barcelos: a Pousa. Na verdade Barcelos, que eu entendi como uma cidade, fica dentro de Braga, que é como um estado... e a Pousa... é uma vilinha, beeeem pequenininha.
Atravessamos um mundo naquele dia, pelo menos o mundo de Cabral. Levamos quase um dia... mais um pouco que a metade de um dia... não que Portugal seja pequeno (cof, cof... ô tosse) mas a viagem não acabava. E quando eu digo que não acabava, não era totalmente verdade... ela simplesmente nem começava.
O Maurimarcos, nosso motorista-mor, enfiou todo mundo num carro porque não precisava de dois: éramos seis (Gente... lembro de uma novela com a Nicete Bruno que chamava assim... momento nostalgia). O que fizemos? Apertamos... o cinto, os bumbuns, a solidariedade, os pais, tudo: Marcos e Rose na frente; e a cambada total atrás.
Tá certo que estávamos em Portugal, e isso deve mesmo afetar os neurônios e até aparelhos eletrônicos porque o GPS brasileiro, diga-se de passagem, resolveu que a gente PRECISAVA olhar, visualizar de todos os ângulos e, por fim, fotografar, um castelinho cor-de-rosa que mais se assemelhava (vixe... parece meu paps falando) a um reduto real de pouca fama.
Na Itália, todos os caminhos levam a Roma... em Portugal, ao castelo dos bibas.
Passamos umas cinco vezes em frente ao malacabadodosinfernosgays. Ele ficava numa pequena rotatória que o meu irmão, muy-macho-que-vai-ser-pai-de-dois-de-uma-vez, não conseguia não passar. Ele mudava o caminho, e dava de frente com o castelo; virava pra direita... o castelo; pra esquerda, o castelo... embaixo do viaduto, o raio do castelo... percebi que o gaijo já estava ficando meio sem graça só porque a gente, do banco de trás, não conseguia parar de rir. Marcos... ninguém tá falando que não gostou do castelo... é bonitinho, tá? Só depois de tirarmos umas fotinhas do dito cujo, a maldição nos deixou.
Se os excelentíssimos leitores acham que a urucubaca acabou, estão completamente enganados, porque o ar de Portugal entra pelos pulmões e faz com que aqueles seres já tão debilitados, pequem novamente. Quando digo 'seres', entenda-se Marcos... mas é perdoável... aquele castelo era de tirar qualquer um do sério.
Pois é... eu disse, né, que estávamos em seis num carro que foi feito pra cinco? E, numa situação dessas, o que se faz quando se avista as autoridades rodoviárias dando uma 'batida' em baixo do viaduto? Bom... um dos passageiros se abaixa, quase se afogando naquele mar de chulé bravo, enquanto o motorista faz cara de nonsense e cai fora o mais rápido possível.
Era pra ser assim. Estava tudo caminhando pra isso. Euzinha aqui me sacrifiquei para o bem do bolso de todos, mas o Marcos... ah, o Marcos... ESTACIONOU embaixo do viaduto.
"Marcos... que é que você está fazendo???", perguntei, incrédula.
"Oras... pois se a gente está perdido, a gente pergunta o caminho certo pra quem? Pros guardas."
"Marcos...", minha voz já estava sumindo, os sentidos se esvaindo..."pelamordideus vamimbora daqui, senão a gente leva multa".
O diálogo foi mesmo bem suscinto... acho que ninguém estava mesmo muito crédulo do que acontecia... nem os homi vieram ver qual a nossa urgência. Devem ter pensado: "Depois os portugueses somos nós... nem pedimos pra eles pararem, pá!"
Águas passadas... não se fala mais nisso então.......... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Vamos pegar a Manu e a Rafa (a irmã mais doidinha de minha cunhada Manu... mas acho que é genético... depois explico.)
Fomos em dois carros: Maurimarcos, S'Ormindo, Rose e eu, em um; e no outro: Marmaurício, Manu, Dona Mãe e Rafa.
Olha o mapa aí... o da janelinha é o meu pai.
A estrada, um tapete; as vistas, eram bem parecidas com as do Brasil. O que mais me chamou atenção, na verdade, é que toda rodovia era murada e, de tantos em tantos, o muro era cortado por vidros. Sim... pra minimizar o barulho da pista para os moradores, eles colocavam o muro; mas para não isolar completamente, furavam com vidros. Legal, né? Minha distração era ver o quintal das casas... passava uma, depois a outra... aí eu comecei a ficar um pouco ansiosa pra ver o que eu veria no próximo vidro... quando me dei conta eu estava com dor no pescoço e os olhos em looping, meu cérebro não aguentou... quase tive que pedir pra parar; mas antes que eu me rendesse, paramos... pra comer... é lógico!
Quase chegando, enfim, o Marcos foi perguntar se alguém queria ir no banheiro. Não, ninguém, não. Obrigada.
Nunca vi ninguém, grávida, pra não ir no banheiro que nem a Rose... bom, se ela podia aguentar... eu também.
QUE NADA!!! Marcos, para, por favor... tô ficando apertada. Mentira, quando eu disse isso eu já estava mesmo. Rodamos, rodamos... até que o vingativo do GPS me mandou mesmo pro 'Suave Mar'... mas não pra hotel, e sim pra uma imobiliária. Ah, mas vai ser aqui mesmo.
Marcos parou, meu pai atrás também que agora era ele que dirigia.
Corre, Carminha, corre.
"Mas veja, só... aqui não é o hotel Suave Mar, né?", cadê a peroba aí, gente?
"Não, não... na verdade o hotel é até bem perto daqui. Olhe a senhora vai reto, e blá blá blá" , tadinho, ele estava sendo gentil, mas eu já não conseguia sequer ouvir.
Por fim, cheou o Marcos. Abençoado, salve, salve, três vezes. Aleluia!!!
"Vixe... explica pra ele, sabe... ele é que é o motorista. Será que eu posso usar seu banheiro?" Essa frase saiu quase tão rápido quanto o xixi que eu fiz.
E não é que o hotel estava mesmo a uns 4 ou 5 quarteirões dali? Afff.
Por sinal, o hotel é simplesmente um sonho.
Boa noite, meus fiinhos e marids.
Quase chegando, enfim, o Marcos foi perguntar se alguém queria ir no banheiro. Não, ninguém, não. Obrigada.
Nunca vi ninguém, grávida, pra não ir no banheiro que nem a Rose... bom, se ela podia aguentar... eu também.
QUE NADA!!! Marcos, para, por favor... tô ficando apertada. Mentira, quando eu disse isso eu já estava mesmo. Rodamos, rodamos... até que o vingativo do GPS me mandou mesmo pro 'Suave Mar'... mas não pra hotel, e sim pra uma imobiliária. Ah, mas vai ser aqui mesmo.
Marcos parou, meu pai atrás também que agora era ele que dirigia.
Corre, Carminha, corre.
"Mas veja, só... aqui não é o hotel Suave Mar, né?", cadê a peroba aí, gente?
"Não, não... na verdade o hotel é até bem perto daqui. Olhe a senhora vai reto, e blá blá blá" , tadinho, ele estava sendo gentil, mas eu já não conseguia sequer ouvir.
Por fim, cheou o Marcos. Abençoado, salve, salve, três vezes. Aleluia!!!
"Vixe... explica pra ele, sabe... ele é que é o motorista. Será que eu posso usar seu banheiro?" Essa frase saiu quase tão rápido quanto o xixi que eu fiz.
E não é que o hotel estava mesmo a uns 4 ou 5 quarteirões dali? Afff.
Por sinal, o hotel é simplesmente um sonho.
Mas fala sério... Esposende? O que será que significa? Só um nome?
A cidade é beira-mar e parece ser bem bonita. Nós é que mal tivemos tempo de desfrutar por lá.
Uma pena.







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