[Pausa da Aventura Européia, para contar sobre uma outra epopéia... rimou... hihihi]
Rodamos, rápido... eu, no volante... ai, carácoles... se a gente tivesse saído às 5, a gente ia chegar a tempo de 'vê-los' nascer.
7 e pouco, minha mãe liga: "Olha, gente... ela já foi pra sala de cirurgia".
Ai, como é triste a espera...
8 e ninguém falou nada ainda... logo, não nasceram.
9 e nada.
De repente, perto das 9 e meia, o telefone toca: "ELES NASCERAM!!!"
Que emoção!
Não vou dizer que eu chorei, porque não chorei (ai, Jisuis... tá bom, mas as lágrimas que saíram, e foram pouquinhas, era porque eu lembrei como é bom ver o nenezinho logo que nasce.)
Lembrei da afobação que foi ter a Cacazinha, o medo de ter o Bibi, e o medão que foi ter o Tico.
A Cacá veio sem querer; O Bi, um sem-querer querendo; o Tico nem estava nos planos... quase morri do sustão. A melhor coisa desse mundo é ter filho (tá bom... não TER exatamente, mas depois que eles nascem. Eu sempre digo que existem dois momentos mágicos na maternidade: quando eles se mexem que nem lombriga na barriga; e depois, quando se dá de mamar no peito... costumo dizer que é 'amor em gotinhas'... eita gotinhas suadas essas: dói, sangra, eles mordem... mas quando está acabando, é um desespero, e fica sempre a pergunta: mas por que não podia durar mais um pouquinho?)
A Cacá amamentei 9 meses; o Bi, 8 meses; e o Tico, 7.
Chegamos graças ao NOSSO GPS, um verdadeiro santo-eletrônico (muito diferente daquele GPS do Mal do Marcos).
Compramos umas florzinhas na floricultura-estrategicamente-localizada-em-frente-ao-hospital, então fomos direto pra vê-los no berçário. Que bonitinhos! (Mas nem pareciam gêmeos... a única coisa que delatava era o mesmo nome da mãe). Ele: um monstrinho de grande, cabeludo, enorme, sossegado. Ela: uma princesinha minúscula, toda delicadinha. Ele com quase 1 kg a mais que a pobre da bichinha... mas vieram com saúde. Graças a Deus.
Vamos ver a Rose.
Pois é... aí outro sustão: ela não ia pro quarto, e ninguém dava notícias.
Ai, meu Deus, cadê ela?
Lá se foi o Marcos e um rabinho de três filhos, os meus, atrás dele; ou seja atrás da Tia Rose... e o Tico com o vasinho de flores.
Ela tinha perdido muito sangue e ficou com a taxa de hemoglobina baixa, ela demorou pra ir pra lá... mas foi. Ufa!
Quando entramos, o vasinho já estava até meio arriado, tadinho.
O meu pai e meu marido, só pra variar, se consumindo de tanta fome. Vamos comer. Aonde? "Num restaurante arrentino aqui perto", disse o Marcos, que não foi. "É pertinho: dá a volta no quarteirão, anda um pouquinho e pronto."
Eu, com o meu saltão de madeira de 10cm nas calçadas de São Paulo, devia estar muito sexy... só pra ter uma idéia, era o Tico que me amparava. Tá bom, se eu cair, vamos os dois pro chão.
Vou resumir, porque o raio do percurso de mineiro do meu irmão nem vale os calos nos dedos das mãos pra escrever... porque sobrou calo nos pés.
No restaurante arrentino, pedimos vaca, é claro... costela, mais precisamente: não tinha. (mas tinha no cardápio)
Bom, então vai qualquer vaca mesmo. Nem sei qual veio, mas se o cara tirasse um pouco mais rápido da churrasqueira, ela mugia de tão crua que estava.
"Oh, arrentino... eu gosto de vaca torrada."
A vaca foi, e voltou... ainda mugindo.
Acho que o arrentino pensou: são caipiras mesmo... vou economizar carvão!
A Cacá eu comemos só as beiradinhas sem sangue. Eca!!! Os outros tiranossauros acharam uma delícia.
Voltamos pra maternidade e tiramos fotos.
Olha que fofinhos!!!
MUITAS FELICIDADES... SAÚDE PRA DAR E VENDER... PRA TODOS VOCÊS.
:)
[Despausa]





0 comentários:
Postar um comentário
Comente aqui... mas só pra dizer que adorou. :)