Todo mundo sabe que pescador é um ser que tem na genética cromossômica supercalifragilística um 'quezinho' de mentira (ô pai, nem tô falando de você... sua época de pantanal já foi, né? Tudo é fase na vida)... então, mas uns pescadores foram presos por causa disso, e pasmem: nem eram portugas ou gregos... eram japoneses!!! Que feio, Terra do Sol.
Eles foram resgatados do mar enquanto seguravam nos destroços do barco que já chamaram de seu e, quando perguntados o que aconteceu, disseram que foram acertados em cheio por uma vaca que caiu do céu. Todo mundo pra cadeia... eles só podiam querer dar um tomé na seguradora. Vai que eles tinham feito seguro do barco contra mamíferos leiteiros alados, ou queriam notoriedade para virar filme hollywodiano. Pois é, não aconteceu nem uma coisa nem outra, mas como consolo, virou um filme arrentino, o 'Un Cuento Chino' (devo admitir, é arrentino mas é muuuito bom). Duas semanas depois do ocorrido, a notícia dos japinhas presos deve ter chegado à Russia e que, com o coração mole e a garganta molhada de vodca que somente Bóris Yéltsin teve, o governo russo admitiu: alguns tripulantes de um avião cargueiro da força aérea russa roubaram uma vaca que pastava próxima a um campo de pouso na Sibéria. Aparentemente, eles a pegaram para ter carne fresca por um tempo; mas, como não eram preparados para o transporte de carga viva, a bichinha ficou claustrofóbica e começou a se debater violentamente buscando um pouquinho de ar. Ela pode ter pensado, também, que fora abduzida por extraterrestres... muitos seres de duas pernas juram isso ainda nos dias de hoje.
Sem ter muito o que fazer, abriram a comporta e lá se foi a Mimosa voadora. Devem ter olhado para aquele monte de picanha indo ladeira abaixo. Triste para eles, e pior para ela. Estavam sobre o Mar do Japão. Mas, se eles saiam da Sibéria, pra onde estariam indo pra passar sobre o Mar do Japão? Pro Hawai? Porque pra Moscou é que não era.
Agora, se vocês, caros leitores assíduos e persistentes, pensam que vacas voam somente no exterior, estão redondamente enganados. Há um município, até bem perto de Ferraz que já existia na época das vacas voadoras. E elas não caiam, não... elas voavam. E quando soltavam fertilizante do céu, este caia e o som quando chegava ao chão era: POÁ. Nascia uma cidade.
Mas nada se compara a fazer aniversário numa data como a que eu faço: 8 de Julho.
Eu que sempre quis, de pequena, um niver alegre e quentinho, tinha que me contentar em brincar de esconde-esconde de esquimó, tanto era o frio que se fazia. A coisa boa é que tinha morango no meu bolo. E eu queria de chocolate. Tudo bem, mãe. Eu te entendo.
O do ano de 2.014 (aposto que nenhum brasileiro se lembra mais que houve uma Copa do Mundo por aqui) foi, digamos, marcante; o de 2.015 foi maravilhoso porque tive Petit Gâteau com parabéns cantado e acompanhado de um acordeon numa cantina daqui de Ribeirão. Só não foi mais legal porque lá é muito caro e o Vitor não foi. Animalzinho ocupado.
Mas este aniversário não tivemos muita escolha: fomos num restaurante japonês. A Lei Divina é maravilhosa porque eu estava programando ir no japa só no sábado (mal sabia que teríamos que ir ao Guarujá porque disseram que o tio Enrique estava indo dessa para melhor), então qual a solução? Um carro branco, num desenho que não favorecia o ocorrido, bateu num poste de energia elétrica, e derrubou-o: ele e outros dois postes. Ficamos sem luz até as 22h. Ou seja, fomos jantar sushi, sem sequer tomar banho.
Pelo menos estava frio também.














































