Pois, é... teve uma vez que eu achei que estava tendo um ataque cardíaco e quase fui parar no médico... fui descobrir depois que eram gases. Fora a vez que eu achei que estava grávida (isso logo depois de nascer o Bi), e eu já sentia tudo que era sintoma de gravidez: fome, moleza (principalmente a moleza). Aff! Já estava até me estatelando no sofá tomando cuidado com a barriga... mas não era verdade. Acho que era só a vontade de estar grávida mesmo. Teve também a passagem no hospital, ontológica e mística, por causa de uma queimadura pimentística... quando eu soube que era um caso raro e sem remédio conhecido fiquei lisonjeada e aflita... mas deu tudo certo no final.
Outra noite mesmo, numa daquelas super rotineiras, com minhas andadas sonambulísticas(pra ver se filho está frio... meu Maridum diz que eu sou louca de achar que eles passam frio aqui, nesse calor do cão... mas eu sempre digo: se uma mãe passa frio, então os filhos passam frio também. E ponto final!)
[O que era mesmo que eu dizia??? Hã, sim... numa noite super normal...]
... fui ver meus rebentos e o Tiquinho teve pesadelo (oh, dó!!!) e aí o que eu fiz? Levei pra dormir comigo, porque não tem coisa mais gostosa nesse mundo que dormir com filho (nada contra você, Maridum, mas filho é todo especial), e lá fomos nós expulsar o Lemão, que com toda a sua cara amarrada (ele diz que só dorme bem comigo... mas eu acho que é por causa da cama mesmo... bem espaçosa) e, não obstante, contudo, porém, foi só ele colocar o pezinho no chão e eeu escuto um AAAIIIII (ele, o Lemão) e eu: !!!?? . Bom, deixa pra lá... vai ver que ele torceu a consciência (Uai... naquela hora quem pensa em outra coisa?); mas não é que, quando acordamos pra trabalhar, ir pra escola, etc e tal, meu QM (*Querido Maridum, alguém esqueceu?) veio mancando e reclamando de dor.
"Que c'ouve, Marido?"
"Ontem quando saí da cama, torci o calcanhar, estou mal pra caramba... ficou até roxo..."
"!" (Eu não acreditei, mas não disse nada na hora... quem, gozando de plena saúde (cof, cof) ia torcer o pé de madruga, saindo da cama ??? Impossible, pensei) Bom, fiquei muito chocada, fiz uma cara de Óh! e fomos embora.
Durante aquele dia todo, ele mancando. "Ai, me mostra, vai." Quando vi, quase cai de costas e de remorso: o calcanhar dele estava mesmo meio 'morto': uma cor esquisita, quase esverdeada... não falei nada, mas fiquei preocupada. "Vamos pro Gustavo". Tadinho... qualquer coisa, a gente corre pra ele.
Fui dirigindo pra ele se poupar.
Chegamos lá e eu com a maior esperança de que não fosse nada sério... coisa que não aconteceu: a cara do Gustavo era algo que ia do incrédulo até a anunciação da amputação da perna inteira. Acho que eu, incoscientemente, já rezava um terço inteiro.
Depois de muito pouco examinar, ele sentenciou: "Isso é tinta?"
"Tinta???"
Cheguei naquele lugar esperando mesmo que ele fizesse um milagre, mas nunca uma revelação daquela. "Imagina... cê tá louco?"
Qual não foi a minha cara quando ele começou a passar um algodãozinho com álcool e esse ia ficando V-E-R-D-E !
Vide isso, meu povo:
"Ai, Jisuis... na frente dela, não!", podia ouvir seu pensamento berrar.
Pois, é, Maridum... liga, não... isso é super normal. Fomos descobrir depois que era a pomada que ele passou quando sentiu dor (hihihi).
05 de Novemvro de 2.010



