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24 agosto, 2010

Eita caipirada boa, sô!!!



Ostrudia, mia nossinhora, eu persisava dimais de fazê uma cumidim prus cumpadis, fui logo me arrumá pra ir nas compra. Peguei mia escovdidente, mas ki diaxo ki num axava de jeito maneira, procurei dendapia, badapia, tradaporta, inté badacama. Mialembro ki ãnsdionti eu tinha dexado porai. Fui pru pondiôns doidimai di arraiva.
Quanu passemu pelu tirdiguerra da rua secetembro, sapassado, lembru dum chêro vindudilá.
I todmunu falanu:
- Óiuchêro, ma kichero é essi?
- Só pode diser di vidiperfum.
I num é qui era?
I oji, óiprocevê, pssanu pelo mermo tirdiguerra, num é qui mi aentra um caboblo qui num sabia lê i começo a preguntá:
-Prõnóstãuínu? Ooncotô?
- Cê tá dentru diôns inu pru centru, ara.
- Ládoncovim é tudimdifrente.. tô predido. Proncovô?
Aí, desisti e pulei dôns quainahora do armazem fexá.
Panhei umlidileite, mastumate e unkidicarne i vortei pra bota tudo denduforno. Tivemo macarronada.

24 de Agosto de 2.010

Poderes Paranormais !


Preciso confessar... quem sabe isso faça que eu me sinta melhor... talvez até faça os 'acontecimentos' pararem, porque isso me aflige já há muito tempo... desde a mais tenra idade, quando tudo começou.
Não vou mais enrolar...  vou dizer de uma vez:

OLÁ A TODOS. MEU NOME É CARMINHA E EU TENHO PODERES PARANORMAIS!

Pronto! Falei! Parece até que já me sinto diferente... mais leve, quem sabe. Tirei um peso de tantos anos (peraí, uns poucos anos, digamos) das costas. 
O meu primeiro "contato imediato" foi em sonho (pesadelo, com certeza)... ou eu poderia dizer que ELA foi mais rápida que a luz, porque somente eu a vi. Aquele ser maligno me persegue desde quando eu era somente uma pequena menina indefesa. Tenho tido visões, sensações... e sinto a presença DELA... em casa, no escritório, na casa dos outros, em qualquer lugar. O mundo não está mais seguro... precisamos combater o mal.
Essa criatura é mais marrom que a Marrom-Alcione.
ELA é veloz, e gosta das trevas.
ELA rasteja, anda pelo teto, ELA pode voar... e está sempre indo em sua direção... mesmo quando você não a vê, ou a sente.
ELA tem um milhão de pernas, e antenas, e ninguém sabe quantas delas é preciso pra trocar uma lâmpada... sim... ELA é a barata. Eca!
Devo dizer que eu achava que ELA era até uma amiguinha, e cantava pra todo mundo a musiquinha que eu tanto gostava, veja abaixo:

 

(Só não sei o que esse japa está fazendo aí... meio estranho, né?)
Até que um dia, ELA me apareceu em sonhos: nós éramos pequenos, o Juca a eu, e meu pai trouxe pra casa um pedaço de cana de açúcar pra gente chupar... mas ele chegou tarde, e tivemos que deixar pro dia seguinte. E o medo dele acordar primeiro e chupar tudo sozinho? (Gulosa, eu??? Onde?). Quis dormir com aquela varetinha do lado da minha cama... mas foi só fechar os olhos e eu vi... ELA me apareceu em sonhos... e estava em cima da cana que eu tanto queria. Gritei. Meus pais vieram correndo. Fiz eles vasculharem o quarto todinho. Nada. Foi aí que eu percebi... aquilo era somente um sinal do além.
Eu pressinto desde então.
Uma vez eu ia tomar banho, e quando abri o box de acrílico fiquei apreensiva... senti algo. De repente... caiu uma coisa do alto... e passou raspando no meu nariz: uma barata. Eca!
Quando eu disse pra minha mãe... ela riu.
Mas numa outra vez, ela ficou brava: eu tinha que colocar os pratos na mesa, abri a porta do armário que parecia de vime (lembra, Mã, aquele que ia de fora a fora na parede onde hoje fica o fogão e a geladeira?) e, pressenti. Enfiei minha cabeça dentro do armário e olhei pra cima, em direção à porta. Lá estava ela: olhando pra mim. Minha mãe ficou brava porque teve que lavar todos os pratos. (Ainda bem que não fui eu... tinha um bucado)
De noite eu passava correndo pela porta da cozinha... o mal morava por ali. Um dia meu pai pediu água, ou café, sei lá, e lá fui eu... pé ante pé e tudo parecia calmo. Mas... entretanto, contudo, porém... uma bicha subiu pela minha perna, e o copo voou da minha mão. Sumi.
Pior foi o escândalo na padaria do Pepe. Estava eu lá toda felizinha, durante a tarde, pegando leite e esperando o pão que já ia sair, quando sinto algo na minha calça (Graças a Deus foi por fora... ou eu não sei dizer o que poderia ter acontecido)... era ELA novamente: a barata. Eca! Eu acho até que quem exagerou não fui eu, não. Foi o cara do caixa, com aquele mal humor característico de quem cuida de dinheiro (caixa de banco sofre do mesmo mal)... imagina se eu fui tão escandalosa assim... só falei, em soprano engasgado, algo como "SOCORRO... UMA BARATA. ECA!". Ela voou não sei pra onde... provavelmente pro mesmo lado dos leites.
Mas eu pude comprovar meus poderes na casa da Myrian, minha professora de faculdade, que eu ajudava numas pesquisas e por isso, toda semana, ia pra casa dela junto com a Érika (que tinha um Escort 3.0 novinho, era bonita, namorava o irmão da professora, e não gostava de mim. Eca!)
Tinha o banheiro social, que as visitas e o filho dela usava, ela disse que NUNCA aparecia nenhuma barata (Eca!) ali... mas era só EU chegar que as danadas resolviam dar o ar da graça. Eu já ia pro banheiro munida de todo o medo que eu tinha, e nunca tomei banho mais rápido do que lá. Vira e mexe, ela ficava lá, esperando a dita sair debaixo do trilho do box, enquanto eu trazia água quente pra espantá-la mais rápido do seu esconderijo quase que perfeito.
Teve o dia que éramos recém-casados e o Lemonito estava trabalhando do outro lado da cidade. Pois não é que apareceu uma na cozinha (diabos... a cozinha deve ser o portal). Que eu fiz? Chamar o Maridum no meio da noite, que estava trabalhando pra matar uma baratinha (ainda que gigante)? Que nada. Fechei a porta do corredor e estava colocando dez milhões de revistas embaixo da fresta da porta quando, na última, ELA aparece... quase sobe na minha mão.
Infelizmente, isso foi demais pra mim.
Ela me perseguia... porque numa cozinha com quatro portas (uma pra sala, uma por corredor_onde eu estava, uma pro corredor lateral da casa e a última pra uma areazinha de ventilação) e cerca de 18 m², como que ela ia parecer ALI ??? Não tive outra opção: peguei uma vassoura, liguei rapidinho pro Lemão e subi em cima da mesa do quarto que a gente fazia de escritório... aliás, quase em cima do computador. Ele veio, matou, me xingou e foi embora de novo trabalhar. Aquela noite, quando ele voltou, meus olhos estavam inchados de tanto chorar. Já sofri muita discriminação.
Tive uma empregada, a Lila, que era medrosa que nem eu. Ela era também paranormal: ela sentia o cheiro da bicha.
Um dia tivemos que sair correndo as duas.
Mas não a perdoei no dia em que saímos, o Lemão e eu, quase atropelando todo mundo porque ela ligou pra nós e, quando eu atendi, só escutei um grito da infame. Logo pensei o pior... ela estava em casa com os meus três filhos. No caminho, lembro que eu fui pedir, com um gesto de mão, passagem pra um carro para que pudéssemos dobrar logo à direita, e minha língua grudou no céu da boca, de tanto nervoso. Chegando lá... dei de cara com os três assistindo tv na sala. Corri pro quarto. Ela estava de pé, em cima da MINHA CAMA, dizendo que uma barata (Eca!) tinha passado em cima do pé dela. Aquele dia fiquei passada.
Realmente agora com a Iviana (Santa Ivi), minha fiel escudeira do lar, não tive mais problemas. Ela mata barata. Devo dizer que até de um jeito inusitado:
Hoje vieram buscar o sofá pra dar uma arrumadinha no dito cujo... e não é que, quando eles começaram a desmontá-lo apareceu UMA ??? Eu saí correndo, claro. Eles deviam ter medo também porque não se esforçaram muito em pisar nela... eu só escutava: "... ELA foi por aqui... não... mata ali... ai, que ela vai entrar no corredor..." Depois só um silêncio mortal. Mama mia, que aconteceu? Risos. (Risos?!) e lá vinha o corpo dela sendo chutado por um deles.
"Ela matou a barata (Eca!) com a mão!" (ECA!! ECA!! ECA!!!)
"Ai, Jisuis, Iviana... você matou a barata (Eca!) com a mão?"
"Ah, Carme, se ela entra pros quartos a gente não apanha ela nunca mais" (Verdade!) "... vou lavar a mão."
"... lava com álcool... e depois taca fogo" Ela riu... mas eu estava falando sério.
VIVA A IVI... (credo, que nojo... por que ela não usou o pé?)

24 de Agosto de 2.010

23 agosto, 2010

Família na vanguarda 3D


Outro passeio em família... bem família: cinema assistir filme infantil (tudo bem... até pouco tempo atrás era só desenho animado... muito progresso... a molecada está virando tudo aborrescente, ou semi... no caso do N°3).
O filme, bem legalzinho até, era "O Último Mestre do Ar"... foi o meu primeiro filme 3D. Uauuu! Impressionante.

Olha o tralier aí:

 

Eu, claro, fui com a minha sandália upper-gisele-bintchen (não deve ser assim que escreve, mas eita nominho difícil também): alta, de couro... tudo de bom. Na verdade, ela só não é boa pra ficar muito tempo em pé... mas eu ia ficar sentada, né? Vamos com o kit-cinema, ou seja, blusas pra todo mundo. Maridum já nem fala nada... não adianta... no começo ele achava um exagero, mas homem é exagerado mesmo, além de calorento. Fila curtinha pros ingressos (ufa! que sorte!), mas fila imeeeeensa pro filme (aff, não creio).
Maridum na fila, eu e 'fios' comprando pipoca... bom, era pipoca, aí virou chocolate, depois pipoca de novo, depois crispis de frango (mas vinha muito pouco no saquinho), volta pro chocolate... levei pipoca e chocolate porque a fila já se agigantava atrás de mim, o carinha do balcão já estava ficando estressado e todo meu glamour já estava indo por água abaixo.
Entramos. Que demora pra começar o filme...
Começou. Oba... o 3D... lindo.
Tico ao meu lado, depois a Cacá, depois Maridum, depois Bibi, depois todo o resto da fila. A sala ficou lotada.
Eu pedi pro Lemão trocar de lugar com o Bi, queria os filhos mais perto de mim... mas ele não quis (acho que era pra não ficar do ladinho de um cara, que estava do lado do Bi).
"Ai, pai... troca de lado com ele..." disse o Tiquinho "...coitado... no meio de dois carecas!!!"
Ai, peste... o homem do lado, e acho que todo o resto da fileira, ouviu... ele ficou sem graça, provavelmente (o papai ficou, com certeza) e o resto de nós ríamos tanto que não deu pra prestar muita atenção neles.
No meio do filme, o N°3 ficou desconfortável porque estava sentado numa cadeirinha de plástico que aumentava a altura pra crianças pequenas (não fala que é de bebê, não, ou ele vai virar uma fera), então ele sentou foi no meu colo... e lá foi todo o conforto da sandália 'marravilhosa'. Eita filme comprido!
Acabou... saí um pouco manquetola, mesmo o bichinho voltando depois pra poltrona... a minha, claro. Trocamos de lugar porque a cabeça da minha frente era mais baixa que a da frente dele.
Mc Donald's... afinal hoje podia!
Eles comeram os lanchinhos (e a empresa ficou me devendo uma Cenouritas que tinha acabado). A Cacá, toda consciente, pediu salada de frutas. Que orgulho!
Mas o pior ainda estava por vir... na mesa ao lado, um casal com um filho pequeno... aí o molequinho resolveu lavar as mãos na pia que tem no meio da praça de alimentação (juro que eu nunca tinha reparado nela antes), só que a torneira era daquele tipo de acionamento por presença, e o pai falava: "Põe a mão mais pra baixo que eu ligo daqui", e apontava o celular na direção dele. E toca do menino fazer a varredura do espaço da torneira... e nada! Até que o pai disse: "Ihhh! A pilha tá fraca, por isso não funciona", e resolveu se levantar pra ir ajudar o moleque. Fala sério... pai só muda de endereço. Tá certo que a mãe não concordava com aquela atitude homística, mas ela estava tão ocupada em parar de rir, que não conseguiu protestar.
23 de Agosto de 2.010