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18 dezembro, 2009

Mim ser Tarzan... e você?


Estou deitada na areia escaldante do Deserto do Saara... grãozinhos ferventes que entram até dentro do cérebro... aquela pasmaceira de zóios-parado... tipo quando a gente come demais no domingo, chega aquele soninho bom mas não dá pra dormir porque as visitas vão reparar? Pois é, esse é os zóios-parado... nossa, acho que não tô legal, não. Um camelo enfiou a cabeça no meu campo de visão... e aquele lá parece um tuareg (tuareg, seus inhorantes, é aquele povo doido do deserto que anda de turbantes azuis). As imagens se formam confusas em minha cabeça, mas acho que o camelo está com manchas pretas... mas não é a Chiquinha... será?... e aquele mercenário é somente o Tiquinho com a camiseta quase saindo da cabeça... é, acho que ele já cresceu um pouquinho. Na verdade percebo que eu estava deitada no chão da sala e a areia escaldante é somente a poeira eterna que cobre o meu lar. Tudo isso me levou a pensar: está na hora de comprar ventiladores pra casa. Maridum, vamos torrar grana antes de torrar os miolos. (hehehe... infame, tudo bem... nem precisa falar pensar... já captei.)

Bom, como dinheiro não dá em árvore, é melhor pesquisar preço... e depois de uma meia dúzia de lojas...

"Oi, queria ver ventilador."
"Claro, qual modelo você estaria querendo?"    (???)
"Bom... aquele ali, ó. Quanto custa?"
"Esse é 1-5-9"
"Ah... 159 reais."    E olho já meio torto pro Lemão.
"E esse outro?"
"Esse, deixa ver... 2-4-9"
"249 reais, né?"    Ela só dá uma olhadinha tipo "Cê entendeu, né?"
"E aquele?"    (Uai... só tô pesquisando!)
"1-8-9"
"E você não tem nada aí de 1-0-0?"    Ela ficou desconcertada... acho que não está acostumada a conversar na mesma língua dos seus com uma estranha.
"Tem esse aqui de 89 reais"    Depois desse embate, ela preferiu falar minha língua.
"Bom, tá melhorando. rs"    [O risinho foi sarcástico, e a frase com conteúdo dúbio... mas ela nem notou]
"E esse?"    Testei mais uma vez.
"99 reais"   Ai... a vitória, enfim  
"... mas esse aqui está bem em conta também... só 1-1-9"
Percebi que ela tinha dificuldade com 3 dígitos. Fui embora.

Numa grande loja de faça-você-mesmo encontrei pelo mesmo preço, mas acabei comprando pra não correr o risco de achar que tem um oásis dentro da pia da cozinha... precisava resolver isso com urgência urgentíssima. (Só quem é mulher sabe o que eu estou falando... tem coisas que não dá pra deixar pra depois... sabe, tipo quando dá aquela vontade de comer brigadeiro e não dá nem pra esperar esfriar...) Põe no carrinho, pega a infindável fila do caixa, paga, embala, põe no porta-malas do carro (depois de achar o carro, né?), chega em casa, tira do porta-malas, desembala, mostra pros rebentos e começa a montar... vixe... quanta pecinha... desmonta metade (faltou uma borrachinha), monta de novo. O Lemão, pelo menos, grudou no teto (com muito cuidado, viu? São as crianças [e seu futuro] que vão ficar embaixo). Pronto... liga e... bom, só precisa mudar os fiozinhos de ventilação e exaustão que ficaram trocados. Pronto de novo! (Agora só faltam mais três quartos.)

Felicidade não se compra... mas aquele ventinho custou caro (e não me chama de muquirana, não! Meu marido diz que eu não sou gastona... só não consigo me controlar em loja de brinquedo.  :P  Mas caramba... a gente trabalha pra que, né?).

18 de Dezembro de 2.009

15 dezembro, 2009

Sempre cabe mais um :)


Nossa família vai aumentar!!! Uh-huuuu!!!

Enjôos (acho que o acento circunflexo já caiu nessa reformulação da língua portuguesa... mas eu acho tão bonitinho o ÔO), a sonolência... e as vontades, então... kkk Acho que vou abusar. Pensando bem, vou nada!... se depender do Lemão pra satisfazer minhas vontades de grávida, era pra ter nascido todo mundo esquisito. Lembro até hoje, lá naquele apartamentozinho que tinha um bar na frente (ai, como eu implicava com as músicas caipiro-raiz-violeiro...) fiquei com vontade de tomar UM COPO DE SUCO DE LARANJA GELADINHO, e era só 10h da noite... fala sério... cadê a dificuldade do momento??? Fiquei na vontade. Passei tanta frustração aquele dia que nunca mais pedi nada (ai, sou uma peste quando encasqueto com alguma coisa). Em compensação o dono do bar achava que quem implicava com as músicas era o Lemão... todo mundo me adorava [esfregando as mãozinhas aqui com olhar malévolo].

Eu, grávida? Quem me dera... sim, porque eu casei pra ter oito filhos; só que fui enganada e meu maridum queridum resolveu cortar os tubinhos logo depois do N°3 (pra falar a verdade, o N°3 pegou mesmo todo mundo de surpresa). Mas não é nada disso que eu estou falando... é a Manuelita. (??? ) Momento-suspende-até-mesmo-pra-minha-cunhada-Manu. Não, Manu... você não está grávida! (eu acho, né?) Falo da Manuelita Lucinda (Lucinda é por conta do N°2)... a nova moradora da casa é uma tartaruga de água que o Bibi ganhou de um amiguinho da escola... e ela já veio com o nome de Manuelita [não preciso explicar, né? É por causa de um desenho animado arrentino!]. Ela vivia dentro de um vaso sob uma árvore no quintal dele... aqui improvisamos um lar: a bacia de lavar roupa (preciso comprar outra, aliás); umas lascas de concreto, que sobraram da construção, para ser a escada submersa da liberdade; um pedaço de madeira, como rampa do lado de fora da bacia, e... tchan-tchan-tchan-tchan... um guarda-chuva (sabe, tipo, o único da casa) pra tomar o lugar da árvore porque se eu deixar a bichinha nesse calorão do interiorrrrr, ela vira sopa. Ainda não a apresentamos pra Chiquinha, nosso exemplar único de uma dálmata 100% vira-lata... ela é linda mas me traz uma meia dúzia de sentimentos conflitantes... eu podia jurar que o único risco que um ladrão teria ao invadir nossa casa era de sair de lá todo lambido; mas que nada... ela já botou um cabloco desavisado pra correr e já tirou sangue de uma amiguinha do Tiquinho [eu a chamo de Barbie, porque é toda magrinha e leve feito pluma... além de lindinha. Nesse dia eu levei um susto tão grande que, quando a peguei no colo, percebi que ela pulava... mas era de tanto que eu tremia... quis matar a cachorra, né?]. E hoje é o segundo dia de antibiótico do Lemão... ele foi disputar um osso com ela... eu gritava: deixa pra ela, môr... tem mais aqui.[hihihi]. Ele tacou a mão no dente dela e sangrou também. [Tadinha, na época da Barbie eu não sabia que machucado de mordida podia ser tão perigoso... graças a Deus o band-aid era milagroso].

Uma pessoa que eu admiro e que ama animais é minha prima Quira. Ela tem um gato peludão, dois cachorros, duas tartarugas enooormes dentro de um aquário enooorme em cima da pia enooorme da cozinha.rsrsrs, e mais um sem-número de hamsters (era só um casalzinho... mas deu cria uma vez, e outra, e outra...), fora os canarinhos e kalopsitas (kalopcítonas, segundo o Tiquinho) e aqueles que parecem papagaiozinhos em miniaturas [esqueci o nome... ainda vou lembrar]. Acho que ela tem papagaio... não, acho que era a Andréa de são Carlos que tem o papagaio (e doberman, e rotweiller... tudo gente doida) e estou indo pro mesmo caminho: a Cacá vai ganhar a kalopcítona de Natal e o Tico quer hamster(ai, ai, ai... consegui tirar da cabeça do Bi a iguana...). Vou acabar divorciada ainda...

15 de Dezembro de 2.009

08 dezembro, 2009

Muita calma nessa hora...



Não tem como negar: existe uma revolução entre nós... tipo aquelas invasões alienígenas que somente algumas pessoas privilegiadas como EU e a Xuxa... (bom, acho que o caso dela era o Pelé ...não, não! Quis dizer duendes! O Pelé tá mais pra gnomo-ciclope. rs) podem ver e compreender a grande dimensão do movimento que atormenta o mundo. O segredo é que eles vieram transvertidos de máquinas assassinas: as indecentes inocentes bicicletas. Quem já não levou uma rasteira delas? Eu mesmo já presenciei e peguei vários depoimentos. A mais recente foi eu mesma... de novo!

Ela se aproveitou de uma pequena distração minha e, MESMO PARADA E NA SUBIDA consegui um roxo quilométrico na panturrilha. A artimanha dela foi incrível: depois de dar uma empurradinha ajudinha no Tiquinho, só pra pegar embalo, já subi na difamada e acelerei... só que a camiseta que eu usava (enooorme do Lemão) enroscou no banquinho, e eu fiquei naquela situação... nem subi na bike, nem consegui pedalar (fiquei sem equilíbrio...). Aa bicha levantou a dianteira, que nem cavalo chucro sendo domado (sabe que falando agora acho que ela até relinchou que nem o Silver ... para os muito novinhos, Silver era o cavalo do Zorro... e ele, o Zorro, era o meu amor de criança. Queria até mudar meu nome pra Rosa, que era a namoradinha dele) [volta, Rosinha, quero dizer, Carminha] ... onde eu estava mesmo? Ah, é... ela relinchou, empinou e, se não fosse a minha destreza de amazonas, eu teria ido pro chão... mas não saí ilesa... sobrou uma cicatriz de guerra. Mas já estou melhor, obrigada!

Agora, muito pior foi minha cunhada, a Rose. Ela quebrou o braço quando andava tranquilamente pelas ruas de Sampa (e era nos Jardins! ... Num tô falando... só gente chique nessa família. Rsrsrs) mas tinha um bueiro mal tampado no seu caminho, meu irmão pisou num canto (bueiro tem canto???) e a tampa levantou. Ele disse que iam conversando, de repente, ela sumiu... pronto... já estava lá, estatelada no chão. (Ele pensou que ela tinha sido abduzida... Ôh dó) , mas sarou e aí (eita que essa menina parece ligada no 220, não pára nunca!!!) foi andar de bike, acho que só pra dar uma relaxadinha... na volta (atenção momento-suspense) o raio da magrela dela devia ter depressão profunda e resolveu se suicidar embaixo de um ônibus... E QUERIA LEVÁ-LA JUNTO! Ainda bem que ônibus não sobe na calçada (bom... normalmente, né?) e que pena que ela não era de grama... lá foi minha cunhadinha virar outra vítima desses seres encasquetados a acabar com a raça humana. Ela quebrou de novo, no mesmo lugar ... acho que descolou. (Liga não, Rose... o Lemão aqui tem uma fita adesiva aqui que é uma ma-ra-vi-lha... kkkkk) [Contei que minha cortina descolou de novo?]

08 de Dezembro de 2.009

05 dezembro, 2009

Eita, Deus...



Meu aniversário sempre foi nas férias (ai, que às vezes eu me supero... queria ver como poderia ser diferente...dããã), então eu tinha todas as razões do mundo para querer que meus filhos não nascessem nem nas férias e muito menos no dia de Natal (eu corria esse risco com o N°3). A Cacazinha, lady como ela só, nasceu no início da primavera... que coisa linda... primeira filha, primavera, borboletas e florzinhas... tudo combinava. Perfeito! Bom, aí engravidei do Bibi... e eu queria assim mesmo, bem pertinho dela; logo, 1 ano e 4 meses depois, nascia o N°2. Fiz uma força danada pra ver se ele chegava em fevereiro... eu fingi que aquelas “dorzinhas” eram super normais e que ele ia ficar quietinho mais uns dias... [Tipo quando eu tinha que ficar acordada por causa dos meus bebezinhos de madrugada, eu fingia que não gostava de dormir... assim eu ficava feliz de ficar acordada com eles, mesmo morrendo de sono; o mesmo acontecia quando eu queria emagrecer: fingia que não gostava de comer lazanha (ai, como dói pensar nessa malvadeza), pizza (ui!) e brigadeiro (tudo bem, brigadeiro eu sempre comi). É o poder da mente!]. Mas sabe que dessa vez não funcionou? O danadinho nasceu mesmo no final das férias de janeiro... isso ainda vai me trazer problemas no futuro (sim, porque mãe que é provida de sexto sentido, como eu, logo ia imaginar que os coleguinhas de escola iriam viajar... já sofri muito por causa disso, mesmo antes dele virar estudante). Para arrematar, veio o N°3... eu que não queria que nascesse nem perto do dia, foi nascer BEM no Natal. Sem comentários... vi o Lemão vestido de Papai Noel à meia noite e às 6 da matina já estávamos no hospital.

Todos os anos nessa época de aniversários (de Setembro a Dezembro) é uma tortura: no da Cacá não pode chover, nos outros tem que escolher outro dia... sempre início de Dezembro e na última semana de escola (não falei???). Já comemorei muitas vezes os moleques juntos. Até o dia que eu tive a brilhante idéia de juntar as três festinhas numa só.

Foi num Parque Aquático (??? Doida, eu?)... mas ele já foi interditado porque o dito cujo tampou um olho d’ água, ou vários, sei lá, e a promotoria lacrou o estabelecimento (Coisa feia desrespeitar a natureza, né?), mas eu não sabia e lá fomos nós. As TRÊS SALAS DE AULAS estavam em polvorosa: todos os alunos não queriam perder a festinha... mesmo com esse tempo meio feinho de chuvisco. Ah, mas já que ia todo mundo se molhar mesmo, né? Cheguei lá com um apito (ri, não... funcionou que era uma beleza... até os funcionários me proibirem de usar porque aquilo era um sinal, entre eles, que alguém estava se afogando... Eu me senti uma órfã sem o meu pequeno instrumento de adestramento). A idade dos rebentos variavam entre 5 e 10, mais ou menos... e tudo junto (glup! se arrependimento matasse...) mas eu tinha regras e eles só poderiam entrar na piscina depois de passar pela minha “fila de identificação”: onde eu pegava nome do aluno, da mãe e telefone para emergência (???). Foram três horas de pura emoção. Cálaro que eu já tinha combinado tudo por telefone pra não faltar comida (mas era a primeira semana do novo responsável pela cozinha) e ela não vinha. Chegou uma hora que a molecada gritava em coro: TÔ COM FO-ME... TÔ COM FO-ME... TÔ COM FO-ME... Eu queria a morte!!! Lá fui eu pra cozinha, e não é que as fdp das cozinheiras estavam do lado de fora, conversando... ai, tive que dar piti, né? Chegou a comida e os refrigerantes... já estava quase na hora dos pais virem buscar os anjinhos-enrolados-nas-toalhas-resfriados... cantamos parabéns rapidinho e se formou uma fila quilométrica pra pegar o bolo (fiquei sabendo depois que os penetras do parque inteiro vieram também). Eu cortava, minha amiga-irmã-cumadi Elisa ia distribuindo e aqueles mortos-de-fome comendo, comendo, repetindo... ah, não... só vai repetir depois que todo mundo comer... mas eu não comi, tia, juro! (mentira... tinha chocolate no canto da boca) tá bom, vai. Sei que essa tarefa se tornou automática que eu nem olhava pros lados (ainda bem que o bolo era grande)... agora a festa já estava no fim... ufa!, uma vitória, com certeza... e, durante esses pensamentos calminhos, quase senti uma pontada de felicidade, mas algo me incomodava: o meu nariz! Eu já estava resfriando e ficando rouca. Lembro perfeitamente da cena: justamente naquele pequeno-instante-de- que-não-consigo-mais-aguentar-vai-pingar, dei uma cafungada desde as costas da mão até quase o cotovelo (como é bom ser criança)  que minha cabeça até se levantou, tamanha a força do movimento... e não é que já tinha alguns pais e me olhavam cortar o bolo com cara de “vixe, coitada... olha lá... tá se ferrando... hahaha" para, em alguns instantes depois, refletirem algo como "Credo!!!". Nem que eu quisesse sair correndo dali de vergonha, eu poderia: a multidão de anõezinhos não me deixaria sair sem o seu pequeno tesouro de chocolate. Ôh, vergonha danada. Juro que não sujei o bolo, mas quem ia encontrar um guardanapo naquele campo de batalha?

Bom, não há felicidade que sempre dure, nem desgraça que perdure... Saldo: Ninguém se afogou, não perdi nenhuma criança (na verdade, acho que foi o momento de maior perigo na minha vida, porque eu não tinha controle de nada), uma abelha picou o pé do Tiquinho, um pai esqueceu o filho e ficamos esperando por ele por mais de uma hora (Não o recrimino) e deve ter tido um aumento de clientes à procura de expectorante aquela noite, nas farmácias de plantão... mas, como diz meu pai, em toda sua sapiência: “entre mortos e feridos, todos se salvaram!” (profundo, hein?).

Mas mico de aniversáio é um saco sem fundo, e o último foi ainda essa semana (estamos em Dezembro... caláro, né?). Na verdade, tudo teve início há, mais ou menos, duas semanas, quando comecei a planejar na primeira festinha surpresa dos meninos. Seria sábado (hoje, aliás). Seria. Comecei chamando as mães da escola porque, dando certo, seria só chamar as mais chegadas; BUT, do mesmo jeito que liguei pra todas as mães convidando (festa-surpresa não dá pra mandar convite por eles, né?), liguei pra todas as mães de novo (que carão! ai jisuis...) desconvidando: ao convidar uma mãe, em especial, fiquei sabendo que ela TAMBÉM ia dar uma festinha-surpresa (eita, coincidência que não larga do meu pé) e não dava pra desmarcar (mas o filho dela nasceu ainda durante as aulas... fazer o quê, né? A data é dela!). Aí o Lemão me infernizou convenceu que não ia fazer uma festinha na sexta e outra no sábado (Ué??? Por que não, né?). Não teve jeito... vai ser um bolinho durante o recreio porque o Tiquinho quer ganhar presente dos amiguinhos de qualquer jeito. O jeito é não sofrer!!!

05 de Dezembro de 2.009

27 novembro, 2009

Acho que eu já vi esse filme antes...


Existem situações em que a gente acaba se expondo a perigos repetitivos... sabe, tipo daqueles recorrentes desde crianças, e que parece que se propagam geneticamente? Digo isso porque sempre tive uma quedinha por bicicletas, mas não sei se aprendi a andar direito até hoje... bom, dizer que tenho quedinha, talvez, seja até aliteração minha... tenho verdadeiros 'body-jumps' com essa máquina mortífera de duas rodas.

O meu primeiro grande acidente aconteceu no dia que a minha “enveneada” acordou de guidão virado. Aquele ser animado pelas minhas pernas tinha vontade própria, e sempre diferente da minha... às vezes eu queria virar pra um lado mas se ela encasquetasse de ir reto... a gente acabava indo pra onde ela escolhia (por causa da ‘folga’ na roda da frente), e toda vez que eu tinha pressa, era um tormento... eu tinha que fazer uma força do cão, porque ela prendia o breque, de propósito, que eu sei (e eu que me desse por feliz quando isso acontecia só no de trás) mas, naquele dia fatídico, aconteceu exatamente o contrário: ela fingiu que esse mísero aparato de frenagem fora abduzido... fiquei SEM BREQUE NA DESCIDA.

Isso realmente não me apavoraria se não fosse o fato de que a rua em que nos encontrávamos (a Fátima e eu) não fosse uma armadilha para pessoas distraídas: a outra que cruzava a nossa (a rua da casa da Cristina) era super pacata... mas, quando dava de passar carro, era em altíssima velocidade; logo, ou eu brecava de alguma forma, ou poderia virar um ovo frito estrelado no asfalto. Quando a gente se sente em perigo mortal, a imaginação aflora que é uma beleza, e um plano infalível logo se desenhou em minha mente: aquele poste que eu nunca reparara antes, seria minha salvação!

O plano infalível:

1- Subo na calçada;

2- Passo bem pertinho, quase arrancando a tinta (que tinta?) da marvada-sem-coração;

3- Seguro, rapidamente, o poste com as duas mãos; e,

4- Deixo a bicicleta-possuída morrer sozinha (vá de retro, sua besta).

É isso aí... não tinha como falhar... seria o plano perfeito.


Subi a calçada, mirei o poste... até agora tudo bem... cuidado, Carminha... sem trombar... só mais um pouquinho... Aqui! Ele... o post........ PLOF PLAF ZUM!!!

[pausa terrível... pelo menos estou viva ainda]

Eu segurei, sim, no poste... só que a peste da bicicleta, já prenunciando seu fim, e como última esperança (pra ela), não me largou... pelo contrário, ainda se enganchou no meu pé e, se vingou, me arremessando contra o poste semi-iluminado (ainda bem que ele é redondo senão teria me partido ao meio). Fiquei lá... estatelada... grudada... amorfa... eu fazia, já, parte integrante daquele poste, enquanto minha prima ia resmungando (achando que eu tinha feito uma grande burrada) e ia me desgrudando dele (quase foi buscar uma espátula pra isso). Fui pra casa empurrando a maledeta (filha-da-mãe, você tem sorte de eu ter bom coração e não ter te largado lá), com o ouvido direito zunindo (nunca mais ele voltou a ser o mesmo) e com uma baita baixa-estima como dificilmente se veria novamente em mim.

Esta não seria a última vez, infelizmente, que meu joelho ficaria em carne viva e nem meus ossos quase que moídos... já entrei com o pé na roda enquanto estava na garupa do meu irmão João (sempre nós dois... pisa fundo aí), já brequei muito com o da frente achando que era o de trás, já lambi muito chão; mas também já andei de pé na bichinha, já fugi muito de cachorro a toda velocidade e já imaginei que eu estava no avião invisível da Mulher-Maravilha (tudo bem se somente os dinos lembrarem dela!). Acho que minha primeira lembrança (e frustrada) de bike foi o carrinho vermelho que eu e meu irmão ganhamos do meu avô Enrique. Ele era carrinho, mas só por fora, porque sua alma era de magrela (além de seus pedais). Ainda posso me lembrar do quintal da minha casa quando éramos somente o João, a Lu, a Fá e eu. [A Lu, Maria de Lourdes; a Fá, Maria de Fátima; e eu (confesso) sou Maria do Carmo... as Três Marias. Como eu era a do meio (pela idade), brigávamos muito porque, no desenho da constelação de mesmo nome, eu dizia que era, legitimamente, a do meio... posição que as outras duas irmãs, e minhas primas, reinvidicavam insistentemente]. Sei que eu não conseguia pedalar o raio do carrinho... caramba... tinha que fazer movimentos sincronizados com as duas pernas e ainda alcançar os pedais!!! Muita coisa! O que me sobrava era (sempre, né?) ir na garupa dele... deve ter causado em mim algum trauma, esse sentimento de inferioridade. Dessa época, a minha mãe conta que numa das brigas com minha prima Lourdes, fui empurrada no corregozinho que passava do outro lado da rua... quase morri afogada. Fui socorrida por algum bom samaritano de ótima visão e pouco olfato que passava... ela disse que eu cheguei fedidésima... Ugh! [Nesse corregozinho tinha um túnel enoooorme, pelo menos pra mim (isso eu lembro), onde a gente caçava sapinhos.rsrsrs Eita coisa nojenta... será que vem daí a fixação do Tiquinho por esses répteis? Ai, anta... não seriam anfíbios??? Tô na dúvida. Não, são anfíbios, sim... Né?

[Volta, Carminha]

Outro dia recordei todos esses sentimentos dúbios que uma bicicleta pode nos trazer. Pedálavamos em meia-família (Bibi, Lemão e eu, somente) aqui mesmo no condomínio. Agora já sei me virar muito bem e ando feito meu marido... praticamente uma profissional... o ventinho no rosto, o maior pau nas descidas (nas subidas ainda vou acabar me acostumando... mas tudo bem: ou é isso ou é a dieta da sopa). Uh-hu... largo o guidão, abro os braços e grito de satisfação... (tá, tá bom... só o Lemão consegue fazer isso). Pra que tanta limitação se a gente pode ter o mundo? Fomos pedalar nas ruas próximas, fora do condomínio (ai, que perigo... sai da frente aí). Bibi estava feliz da vida porque ia me ensinar um caminho de terra... numa situação muito "maneira" e, pra isso, ele não limitou manobras arriscadas e descidas em alta velocidade... mas a magrela dele devia ser parente próxima daquela minha “envenenada” de antigamente: foi só ele entrar na ruinha de terra e a bicha foi direto pra cima da ÚNICA pedra solta e, deu a maior rasteira no ego do meu filhinho querido... e o pior: eu vinha atrás e assisti a tudo. Meu coração de mãe ficou em frangalhos pelos gritos que ele dava (durante a queda!). Ele caiu em câmera lenta aos meus olhos... vi cada movimento seu: uma perninha subindo quase acima da cabeça, a outra saindo da bike, e uma roda por cima de tudo... foi um balé de movimentos imprevisíveis. O que eu fiz? A única coisa que cabia a mim: acelerei! (quem sabe eu não chegasse primeiro, antes dele ir ao chão de uma vez, e o pegasse no colo ainda?) [coisas de mãe... não tenta entender, não!]. Só que, quando eu cheguei, ele já estava no chão, choramingando. Eu? A outra única coisa que poderia: brequei! O problema é que eu parei, mas a filha-da-mãe-daquela-outra-sem-coração não! (desgramada... deve estar rindo de mim até agora) e lá fui eu pro chão, que nem quando criança, arrastando a padaria e sujando toda a calça. O Lemão assistiu às duas quedas e disse que não sabia em qual ele não acreditava mais... se na minha ou na do Bibi.

Levei o meu dodóizinho pra tomar banho, cuidei do cotovelo cheinho de sangue e terra e, ôh dó, deixei que faltasse na escola, no dia seguinte. No dia seguinte, ele não foi mesmo na aula, ficou até que muito bem... eu acordei com dor nas costas e dois roxos na coxa: um maior, do guidão, e um roxinho menor um pouco acima, da alavanca do breque. :) Caba não, mundão!

27 de Novembro de 2.009

21 novembro, 2009

Dia de Formatura





Já na saída do aeroporto Juscelino Kubitschek alugamos um carro... nem me lembro direito qual, sei que não era grande; e fomos logo para o apartamento do nosso amigo Marcos, outro Marcos, que chegou depois de nós (mas nos recebeu com seu carinho imenso, como de costume). Conheci sua namorada... loiraça... linda... e tão legal quanto ele; Manu, minha cunhada (PERDÃO... você participou do post anterior... você veio também naquela gazela do ar!) nos levou para visitar os edifícios-hospedeiros de nossos governantes. Sinceramente, achei tudo muito caidinho... o Palácio do Planalto, em obras (realmente imagino que precissasse, em vista dos demais prédios públicos dos Ministérios... tão decadente!) [entenda com segundas intenções quem quiser]. Vi a Catedral, com seus vidros quebrados, a Esplanada com um monte de índios, se não me engano, fazendo acampamento... pareciam ciganos (ou será que eram do MST?) [Acho que não, esses deviam estar invadindo alguma fazenda ou destruindo pesquisas de 30 anos em algum lugar] e o Palácio do Torto... com um caminho torto para chegar lá.

Ai, Manu... ela consegue ser super chique, tipo refinada mesmo, quanto moleca e atrapalhada... já nasceu com isso :) Lembrei de uma HH (História Hilária). Era numa roda de gentes importantes (roda mesmo, tipo todo mundo formando um círculo com suas cadeiras), tomando alguma decisão importante. E onde estava Manu? Lá. Sentadinha (sei lá se com tédio ou não) balançando o seu pezinho e, certamente, fazendo cara de compenetrada quando (não mais que por instante de distração_um ventinho no pé_tensão_isso só pode ser mentira)... o sapato cai bem no meio de todo mundo. Fez-se um silêncio gutural (tudo bem, o silêncio é mentira, foi só pra dar clima na narrativa.rs)... mas de qualquer forma, deve ter acontecido uma pequena pausa para que, quem defendia sua teoria, pudesse engolir a saliva (ou a risada). kkkkkkkkk. Ela? Acho que essa é a melhor parte (hihihi) não se levantou, não! Com toda a sua finesse foi abaixando na cadeira, quase se deitando, e esticando a perninha (Quarteto Fantástico, chama o Homem-Elástico aí um pouquinho) foi esticando, esticando... enquanto se segurava com as duas mãos na cadeira e ouvia os risinhos dos seguranças mais atrás (que ódio deve ter dado, em compensação, imagina a satisfação deles!!!)... esticando... até que conseguiu fisgar o fujão... aí foi só vir puxando, puxando... Tudo bem que a perna deve ter demorado alguns dias pra voltar ao tamanho normal, mas acho que ela disfarçou bem quando saiu de lá. kkkkkkkk . Essa é a Manu. Tem outra também... quando fazia uma avaliação oral de mestrado, lá no Equador, e ela (toda atrapalhadinha) disse, em seu portunhol, que "estoy me sentindo um poco embaraçada!"... todos riram, porque não se pode estar MEIO embaraçada. Ou se está, ou não. Embarazada, em espanhol, é grávida! Outra pérola foi a professora de francês que ela arrumou para que ambos, Manu e meu irmão, estudassem a língua: a filha de uma amiga (aliás, muito amiga da Cacá, quando ela esteve lá). Ela devia ter a idade da minha filha, uns 12 anos, na época, e ensinava-os com sua cartilha...  onde um castor falava e cantava (kkkkkkk). Meu irmão não suportou e, quando reclamou, ela disse para Manu (com todo seu ar de autoridade) que desse um jeito nele porque senão seria impossível! kkkkkkkk
[acho que me empolguei.. um beijo, viu?]

No dia seguinte... the day after... foi O DIA.

Oito horas da manhã eu já me aprontava, e toca tomar banho, lavar cabeça, colocar uma roupa (não, não ficou bem), outra, toca a por bóbis no cabelo (???) (e eu lá sou disso? Não! Mas nesse dia, tudo valia... ), e seca cabelo, e puxa, estica, passa laquê... onze horas todo mundo lá. (Lembrem-se: o carro já era pequenininho, e agora ainda tinha o Marcos, meu irmão... era todo mundo de terno e gravata, numa lata de sardinha).

Somente dois convidados de cada formando poderiam participar da 'colação' ao vivo, num salão do Itamaraty... o resto do povo, no subsolo, vendo por um telão. Os dois convidados: Manu (caláro) e meu pai (representando os pais, e filmando o evento). Nós, réles mortais, ficamos apreciando a fuzarca antes do início... pelo telão. Depois começou o cerimonial, vimos o Lula, e outras autoridades... pelo telão. Cada formando que era chamado se levantava e a gente só vendo... foram 100! Sei que, pelas tantas, vimos o meu pai e a Manu... rs... ele, dormindo e ela, quase. rsrsrs, e tudo pelo telão. Como nós, todos viram, mas acho que foi rápido... ninguém percebeu... só nós, né?

Depois foi o comes-e-bebes no último andar. Ai, a vista, sim, era liiinda. Todo mundo com medo de fazer feio, comendo devagarinho, bebendo pouquinho. Sei que, de repente, minha cunhada me puxa e fala que o Lula estava lá, tirando foto... fomos, né?

"Olha lá, teus irmãos estão tirando foto... vai lá, Carminha". Caláro que eu fui... quase barrada pelos seguranças do homi porque eu segurava um copo de vinho branco (tudo bem, não vou dividir com ele, não!), mas Manu, rapidamente, pegou o copo e lá fui eu.

Do lado dele estavam mesmo meus irmãos Mar-Maurício e Mauri-Marcos (meu pai sempre começa chamando por um e é o outro que ele quer... por isso chamo meus filhos por números... deve ser uma falhinha genética...). Bom, mas eu me plantei feito dois de paus e pedi, gentilmente "Ai, tira uma foto comigo?" "Claro, querida!" o Presidente do Brasil assim falou (ai, sou o máximo, pensei... tudo bem que eu já tinha tomado uns vinhinhos, né?). Ficamos nós três monopolizando o Lula enquanto esperávamos o meu pai (que fazia mais poses que nós todos) tirar o raio da foto. Sei que teve uma hora que o Supremo do Brasil ia se retirar... eu segurei o dito cujo pelo paletó (gentilmente) e falei "Espera um pouquinho" "Mas onde você está olhando?" (Nada de besteiras, seus besterentos. Ele queria saber em qual câmera.) "Naquela.", e apontei o meu pai. O olhar do Supremo pairou sobre o português e ele assim retrucou: "Que nada... olha praquela_ali que você só tem a ganhar", e ele apontou pro fotógrafo oficial da Presidência da República. Depois disso ele foi embora, e a gente perguntando: "Ô, pai... tirou ou não?". Tirou. Saímos todos olhando pra câmera e o Lula pro outro lado (pro oficial) e, na foto do 'oficial', saiu o Lula olhando pro lado certo, e nós todos olhando pro meu pai.

Parabéns, Cinhozite... depois desse momento mágico, comemos de montão, e tiramos tudo que era foto lá de cima. Depois de nós, só os que trabalharam no evento é que sobraram.

21 de Novembro de 2.009

18 novembro, 2009

Acho que não nasci pra isso.


Caros leitores, a história a seguir é completamente verdadeira e isso eu posso atestar... sei que ninguém perguntou, mas como vocês são tantos (?? ... bom, tenho minha mãe de seguidora e eu mesma ... mas sei que vocês são algumas dezenas... de tímidos... respeito!)... como ia dizendo, vocês são tantos que a incredulidade poderia apontar em alguém.

A formatura do meu irmão chique (Maurício) foi em Brasília, com tudo que era autoridade e até.. pasmem!... o Presidente Lula. Já estava tudo combinado: iríamos meus pais, o Maurício e eu no mesmo vôo, e o Marcos chegaria depois porque não conseguiu reserva. Sou chique, né? Pensaram até que eu nunca tinha andado de avião... hehehe... andei , sim... mas fazia tanto tempo que já parecia a primeira vez de novo. Sabe, tipo quando uma mãe com Rh negativo tem filho. Ela desenvolve anticorpos contra o bebê-de-rosemary mas, se depois de uns sete anos, ela tiver outro bebê, esses anticorpos não existem mais, e é como se fosse o primeiro filho. [Chega de explicações, quem entendeu, entendeu!]

Ah, mas eu já estava mesmo me sentindo a maioral, fiz o check-in online (e consegui ‘roubar’ umas milhas pra colocar no cartão do Lemão... eu não tinha o dito cujo meu) e fomos pra área de embarque. Isso me fez lembrar quando levamos meus pais e a Cacá pra embarcarem também pra Brasília, quando seguiam pro Equador... a Rose (já disse que ela é a tia de verdade dos meus rebentos, né? Meu irmão é coadjuvante.) só olhava... era um tal de entrar em fila errada sabe... algo como... ‘quase’ furar a fila por causa da terceiridade. Aí o meu pai coçava a careca (ele sempre faz isso quando fica nervoso), minha mãe saia andando na frente (porque ela sempre sabe onde acontecem as coisas), eu ia cacarejando atrás dos meus pintinhos e o resto do povo... sei lá... acho que vindo atrás.

Quando adentramos pelo portão, eu estava esperando um tapete vermelho com confetes e serpentinas e aeromoças sorridentes. O tapete era de borracha preta, o caminho... um túnel claustrofóbico branco, e as moças sorridentes agora se chamam Comissárias de Bordo. Fiquei quietinha, pensando que a Cacá foi mais corajosa que eu, com toda certeza...

O avião começou a taxiar e, do passeio gostosinho, virou uma besta desenfreada, baforando rumo ao infinito (... e além!) [parafraseando Buzz Lightyear] e tudo começou a trepidar (acho que os buraquinhos da pista viravam buracões... tipo carro sem amortecedor)...  que chacoalhação dos infernos... o frio na barriga já ia virando vontade de vomitar (??? ... ah, não! Olha o mico, caipira... engole a vontade, mas deixa ver onde tá o saquinho... só se precisar, né?) . Bom, novamente usei meus recursos de ioga, e o ponto “nab”, velho conhecido de guerra, mostrou pra que veio... respira... devagar... respira... respira... Pronto, já pode abrir os olhos (caláro que eu estava na janelinha) que bonitinho... (que vertigem...) talvez Deus visse a gente assim, tipo carrinho de brinquedo. Esses pensamentos me fizeram esquecer de “Apertem os cintos que o piloto sumiu” e “Vivos” (aquele que comiam carne humana nos Andes). Não muito tempo aconteceu de um avião cair na Floresta Amazônica... alguém lembra? Ai, quanto mato lá embaixo. Isso porque eu nem fazia idéia que um Super_Hiper_Mega_Blaster_Jumbo_da_Air France pudesse cair no mar com realeza brasileira e tudo!!! [Mas quem ia acreditar? Nenhum vidente sequer chegou a cogitar isso...]. O pior é que, quando eu já estava acostumando, chegamos em Brasília... agora tinha que estacionar pousar.

Vamos em direção ao chão, rumo ao chão, inclinados ao chão... bem inclinadinhos... de repente, o barulho do apocalipse que se anunciava em trombetas de sucção (mil vezes pior que o meu aspirador de pó e água)... Que coisa! Acho que o piloto não tem amor à vida... já pensou se ele é meio suicida? Mas com tantos vôos... por que logo esse, né? (lembrem-se que eu não sabia do Air France... graças a Deus). Acho que o fdp do piloto podia ser mais generoso conosco.

Como o ar de Brasília era fresco, as paisagens mais verdinhas, as pessoas mais gentis, e o chão bem durinho... era o paraíso. Adorei essa cidade... nem penso em voltar pra casa tão cedo.

18 de Novembro de 2.009

16 novembro, 2009

Sorria... evita rugas!





Sinto que as palavras travam e muito pouco sai dessa cabeça louca conturbada estressada... então, hoje vai uma frasesinha básica e umas piadinhas indecentes, porque tem dia que algumas pessoas me irritam... preciso relaxar.

"Seja o que for que pense, creio que seja melhor dizer com palavras gentis" (William Shakespeare)

Essa é a frase do dia... e agora o sequêncial esperado:

1- Na delegacia, aparece um cidadão e diz que quer se confessar.
    O delegado pergunta: -O que aconteceu?
    -Doutor, eu matei minha sogra!
    -Bem, meu filho, você cometeu esse crime mas devia estar muito alterado... não se importe, vá para casa e descanse. Está tudo bem...
    -Mas, Doutor, eu enterrei a velha!
    -Ah, meu filho, que boa alma é você... evitou toda aquela burocracia...
    -Doutor!!! Mas quando eu estava enterrando, ela gritava que ainda estava viva!
    -Ôh. Meu filho... e você não sabe que toda sogra é mentirosa?


2- Um motoqueiro estava andando tranquilamente numa estrada, e de repente, veio um passarinho e... pá!... deu de encontro com o motoqueiro.
    O cara, imediatamente, olhou pelo retrovisor e viu o passarinho caído... tentando voar novamente...
    Ele, com dor na consciência, retornou, pegou o passarinho e o levou pra casa.
    Colocou-o numa gaiolinha... encheu um potinho de água... colocou um pedaço de pão... e deixou o bichinho lá para recuperar-se.
    Passado um tempo, o passarinho recobrou a consciência... e meio atordoado ainda, olhou ao redor e viu que estava cercado por grades em todos os lados!!!
    Ele colocou uma asinha na cabeça e falou:
    -Putz!!! Matei o motoqueiro.

3- Dois caipiras se encontraram.
    -Ocê sabia que Dona Capistrana morreu?
    -Vixe... e morreu de que?
    -De panela.
    -Panela?? Mas como é isso... panela mata?
    -Não, homi... é que o ônibus veio e pá-nela.



kkkkkkkkkkkkkkk... ai, que demente.

16 de Novembro de 2.009

06 novembro, 2009

Sua opinião é importante para nós... (inédito isso)



Em um blog democrático como esse...  todos nós, cidadãos brasileiros e estrangeiros, legais ou não, temos o direito da palavra. Sem essa de ficar subindo em banquinho inglês  pra fazer discurso e alardear multidões (como era mesmo o nome do parque?); e, para tanto, temos esse nosso pequeno espaço de folha virtual em branco: somente para dizer o quanto gostaram do que eu escrevi (hehehe) e A PEDIDOS (né, Dona Mãe?) vou ensiná-los a deixar seus comentários.

1. Preferencialmente leia até o fim,
2. Reflita no que quer escrever,
3. No final de cada "página" existe uma barra com dizeres azuis:
    Postado por eu mesminha... às tantas horas e o número de comentários
4. Clicando no número (possivelmente zero... snif) comentários, abre-se uma janela para dizer suas palavras, 
5. Pode-se excluir o item 2. desta listagem.

Facinho, facinho.


Bom,  tive que fazer uma invasão nesse post. Hoje é 30 de Novembro e, como mudei a cara do blog, algumas coisinhas também mudaram, à nível de "faça seu comentário hoje".
No item 3. onde eu dizia Postado por eu mesminha... às tantas horas e o número de comentários, agora é Read Users´s Comments (e o número de comentários)... mas o procedimento continua igual. :)

Por favor, sintam-se todos em casa.

06 de Novembro de 2.009

Cadê meu gardenal? :(


Tem dia que eu estou completamente meio lesada. Percebo isso no trânsito... mas também tem dó, né? Esse povo que não sabe dirigir, me irrita... fica fazendo tangência em curva (oi, senna?), anda a 10km/h no molhado (olha o rubinho aí, gente) e acelera quando percebe que o outro carro quer entrar na faixa (mas é o dick vigarista!)... me poupe, viu?.

Aliás quando penso no meu passado automobilístico, sinto um misto de orgulho com credincruz... tudo bem que eu já capotei um carro, um Scort zerinho do meu pai, mas isso era na época dinossaurídica da faculdade. Foi uma beleza, dei 6 voltas (ok, foram só 3, eu menti), estava sem o cinto de segurança, parei sentada em cima do volante e saí pela janela, que já estava aberta (Ôhhh, perigo). O cara que me socorreu perguntava: "Você tá bem?" e eu punha as mãos na cabeça, olhando o estado lastimável do possante: "... mas esse carro não é meu...". Juro que pensei que meu pai ia me esfolar...o que sobrou, é claro. Lembro que tinha terra dentro das orelhas e no meio dos dentes... imagina no resto.rs

[volta, volta]

Mas o quê? Primeiro que esse calor daqui do Interiorrrr não ajuda em nada... o carro já ferve antes de ligar (quando você sai de um ambiente com ar condicionado, então... parece a visão dos infernos). O percurso do trabalho pra casa começa. Primeiro que eu nunca consigo sair de prima (a rua que sempre é tranquila resolve deixar passar o trânsito de uma vida inteira), bom... engato a primeira, dou seta, e entro. O de trás já me olha feio; sim, porque eu faço as barberagens e ainda olho a reação do outro pelo retrovisor. Sei que me viu olhando pra ele... agora ele vai querer revanche.

Não disse? No semáforo que está vermelho todo mundo quer passar; mas é só ele ficar verde que esse povo resolve pisar no breque. (Ai, jisuis... ). O de trás agora está vindo na faixa da direita (não saí da esquerda porque essa sempre vai mais rápido)... mas o que aconteceu logo hoje? Não creio... a faixa dele está indo embora. Agora ele ficou do meu lado. Não vou olhar, porque eu sei que ele deve estar me fuzilando por ter entrado na frente dele, mesmo dando seta, mas sem a sua permissão permissiva. AAAiiiii... ELE ME PASSOU, mas só meio carro. Peraí, que você vai ver só. Dou uma bela buzinada... caramba, o sinal já abriu, né? Andei... só mais um pouquinho... não disse? Essa faixa da esquerda sempre é mais rápida. [risinhos sarcásticos aqui] Ótimo! Tudo como planejado. Vixe... ó lá... já ficou pra trás.

Mas peraí... respira, Carminha... usa o ponto "nab" (coisa de ioga, seus inhorantes)... pra que ficar assim... estressada. Vou agora pra faixa da direita, a mais lerdinha, e deixo esse povo farofeiro passar. Sou até gentil. Bom, daqui alguns minutinhos estou no refúgio do lar. Escuto musiquinha, olho aquelas árvores frondosas e floridas dos canteiros e das calçadas... mas que diabos... não mexe nem uma folhinha.

Ué... que ronco de motor é esse? Ahhhh, não! Aquele carro de novo! Isso já é afronta. Ele não vai passar, não. Dou uma setinha básica, uma guinada viradinha no volante, uma pisada no acelerador e já estou de novo na frente. Caraca, mas achei que ele tinha virado pra descer na Caramuru. Ah, sim, porque rotatória aqui é o que não falta e, mesmo com duas pistas, esse povo não entra porque tem que estar AS DUAS sem carro nenhum... e moto, então? Esses sujeitos aparecem do nada e fazem tudo de errado, parece até disputa de bate-bate (aqueles carrinhos do parque... dããã). [Bom, tá certo que nem sempre a culpa é deles... já fiz cada uma que depois, eu juro, me arrependi... mas acho que vou pular essa parte]. Onde estava mesmo... ah, indo pra padaria. Não! Pra casa... estou desconcentrando!

Já posso ver o meu condomínio...ufa!

RRRRRRRRRRROOOOONNNNNNCcccccooooooo

Hey... ele me passou... e era uma velhinha que lembrava a D. Giovanna, minha antiga professora de piano. (Tudo bem, a velhinha era mentira... mas amanhã ele vai ver só!)


06 de Novembro de 2.009

05 novembro, 2009

A Abigail da outra...



Esse texto não é meu, oboviamente, porque não gosto nem de cabelereira (nada pessoal), quanto mais depiladora; somente queria mostrar neste pequeno texto, uma passagem de Abigail... sua experiência, sua humildade, sua delicadeza ... (quantas Abigais nesse mundo já não se fu*)...

"Tenta sim. Vai ficar lindo."

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria "pornô ginecológica estética".

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o - quê? 

- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.
- Amanhã, às… deixa eu ver…13h?
- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique.

Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.

Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura.

Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
- É … é, isso.

Depilando a Abigail

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da "Abigail", nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar. Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.

Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo super natural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pelinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporte". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra "pinça".

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê… Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?
- Sim… sonhei de novo com o fiofó de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu twin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cús por dia. Aliás, isso até aliviava minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?

Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A bruaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá…
- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha!!!… como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar…namorar… eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei anti depilação cavada.


05 de Novembro de 2.009

04 novembro, 2009

Meu marido Oscarito \o/


Pronto, maridum... tomei coragem.

Lembra aquela surpresa que eu disse que ia te mostrar e que você não podia brigar comigo, nem dizer que não gostava e achar tudo lindo e maravilhoso? Pois é... tá aqui: É ESSE BLOG! (ai, meu Deus... cara de paisagem aqui).

[pausa]

Ai, Jesuis... meu primeiro comentário (no ditado árabe besta abaixo). Sei lá quem A-DO-RO-U a foto (que não é minha porque eu encontrei no google), mas não disse nada acerca da "profundidade" do escrito (nem dá pra chamar de texto). Por que será, né?

[volta, anta, momento inoportuno pra isso]

Pois é, Morrrr. Eu te perdôo de ter deletado TODAS as minhas mensagens do coração que eu guardava no celular e que você apagou sem pedir ordem (só porque o meu digníssimo aparelho não parava de apitar), te perdôo também por ter me esquecido pra fora de casa no começo de casados (lembra da rua Capivari? Eu não esqueci, não), te perdôo por dormir feito um X na cama (e me deixar só com 30 cm de colchão), te perdôo pelo raio do ar-condicionado do carro no número 4, senão pode-se morrer de calor (meu irmão pensa igual), e também pelas toalhas e roupas penduradas nas portas dos armários (calma, Carminha, calma, isso era na outra casa)...

Por outro lado você sempre matou as baratas pra mim (quando eu gritava chamava gentilmente: LEMÃÃÃOOOOooooo, você dizia que já sabia o que era porque meu tom de voz era inigualável). Lembro o dia que você cruzou a cidade, de noite, pra exterminar com uma... depois voltou pro trabalho.rs Todos os momentos difíceis que a gente viveu e superamos juntos... sempre nós dois...  As crianças pequenas, a época de São Paulo, Descalvado, a falta de grana... mas a gente tava lá, né? E você, muito sabiamente dizia: "Quando a coisa já está na merda, não adianta chorar, senão só piora" (??!??) Tá certo que, às vezes, você mesmo esquecia do que dizia... ninguém é perfeito. Existia aquelas difamadas horas que eu tinha vontade de te estrangular discutir a relação com você, mas sempre me controlei (! rsrs) ... Paciência, como disse D. Arnaldo no nosso casório. Se bem que o melhor conselho que eu já ouvi foi esse: "Se você fizer o outro feliz, ele vai ficar tão feliz, mas tão feliz, que vai querer te ver feliz também; aí ele vai te deixar feliz, e você vai querer retribuir..." Nossa vida tem sido assim, né?

Não me canso de dizer que, se hoje temos nossa casa, nossa empresa produtiva e crescendo, é mais por sua causa que por minha (foi sempre você que deu a cara pra bater: não adianta ter competência... a parte comercial, muitas vezes, conta muito mais. Vide tanta gente boa no mercado que não vai pra frente!).

Por tudo isso e muito mais que eu quero dizer o quão importante você é na minha vida: já não consigo, e nem quero, ficar mais longe de você.

Eu te amo muitão de bastantão.

Beijo.

04 de Novembro de 2.009

03 novembro, 2009

Descadeirada ... ui


Pronto, agora estou em casa, completamente meio que inútil de ‘molho’.

Dia 31 de outubro, dia de Halloween no condomínio. Uebaaaa. Cedinho fui comprar docinhos e pirulitos, arrumei a casa, fui fazer o almoço... lá pelas 5 da tarde chegam os amiguinhos dos moleques e ... ops!... a campainha: CHEGARAM! Mas já? (tudo bem, a campainha é mentira... bateram na porta). Ai, ai, ai, queria fazer a cortina debaixo da pia da cozinha ainda hoje ( a Cacá acha que isso vai dar um ar ‘campestre’, tipo fazenda na nossa casa) porque amanhã minha family vem fazer visita e conhecer a casa.

Nossa, vai ser demais... vem meus irmãos (o chique que mora no Equador e o rico, dono de barco e tudo), minha mãe que sempre está em todos os momentos, o meu pai com o carro novo dele e ... tchan, tchan, tchan, tchan... a TIA ROSE. Ela é minha cunhada, mas conquistou a prole com o seu jeito carinhoso e moleque de ser. Eles até gostam do meu irmão, mas a tia mesmo é ela (ai, Marcos, não lê isso não, viu?). O Tiquinho emprestou o quarto dele de bom grado porque era pra TIA ROSE, ele nem desconfiava que o tio ia no pacote hihihi. E quando viu o tio no banheiro, mandou secar o chão e deixar tudo arrumadinho... e o malacabado tem só 7 anos.(!!!)

E que cortina que nada. Passei a tarde toda só lavando copo, promovendo o ski-bunda (na rampa da garagem assassina), colocando band-aid nos pés cortados, arrumando toalha, separando brigas, prendendo a chiquinha (a devoradora de criancinhas da casa) e assando pão de queijo... leite não, tia, porque eu tenho alergia a lactose (Manuelita... lembrei de você). Quando era perto das 7 da noite começamos a arrecadação de doces junto dos outros pais que faziam a ‘segurança’ de seus rebentos. O início estava tudo lindo e maravilhoso... todo mundo educado, todas as casas distribuindo balas... ai, que vida cor-de-rosa; mas o mundo gira e lá pelas tantas da noite, a molecada pedia, literalmente, água ao invés de doces... que calor dos infernos. E eu atrás dos meus 5 (sim, porque foram os meus dois, mais dois amiguinhos, um de cada, e ainda apareceu um vizinho. A Cacá, oboviamente, não participou: era mico demais pra uma princesinha). (!!! hey, eu tô aqui !!!)

Enfim o dia acabou. A cortina? Terminei às 3 da madrugada na esperança de pendurá-la antes das visitas chegarem.

Domingo, 9 horas da manhã já estava eu arrumando a casa, limpa, limpa, esfrega, esfrega, passa pano... agora só falta jogar uma água no quintal (atenção, momento crucial da narrativa) foi aí que, num momento de distraída_tensão_o telefone tocou_eles estão chegando, levei um tombo homérico na rampa da garagem (entendeu o “garagem assassina” acima?). Estou com um roxo enooorme (tudo bem, é pequenininho) nos países baixos e meio manquetola, puxando a outra perna.

Esse estado meio lastimável me trouxe a lembrança de um filme de quando eu era criança: o homem cera. Era um filme de terror. Lembro que ele fez barbaridade o filme inteiro, mas nem era culpa dele, tadinho, ele foi cria de uma experiência (tipo o Hulk) e deu errado, aí ele virou o homem-cera. O final foi trágico com ele morrendo em cima de uma torre quando, finalmente, tentava fugir de todos com a mocinha do filme (ela devia ser a cientista que queria ajudá-lo, com certeza, sabe, tipo King Kong). Ele derretia por causa do sol (tipo Conde Drácula). Tadinho... lembro do meu sentimento de dó e alívio, mas eu tinha dó dele, juro. Hoje eu vejo o meu corpitcho em forma (de bola) e os primeiros sinais de derretimento (ai, maledeta experiência!). Vou começar a andar de bicicleta porque academia por enquanto não dá ($), como era mesmo aquela dieta da sopa? Vou procurar na internet.

O final de semana? Foi ótimo... minha família também derretendo de calor (parece que todas as vezes que meus irmão vêm aqui, o dia fica mais abafado que o normal), minha mãe querendo usar o computador (porque a molecada monopoliza) e a cortina não foi instalada porque meu marido não encontrou a fita adesiva (??!??) pra colar o varão embaixo da pia. Oh, céus!

03 de Novembro de 2.009

30 outubro, 2009

Ai... num guentei. :)


Há um velho ditado árabe que diz:

واجدئيس الوزراء هو الجاكم الفعلي للبلاد. البرلمان الإسباني م
قسم الى مجلسين واجد للأعيان ( وعدد
أعضاء يبل عين و واجد للنواب و عدد نتائج
الانتخابات نائب . نتائج الانتخابات
الأخير مباشرة من أصبجت الشعبسنوات، بينما
كل سنوات، بينما يعين عنتخاباتضو من
مجلس الأعيان و ينتخب الباقون من الشعب
أيضاً. رئيس الوزراء و الوزراء يتم
تعيينهم من قبل البرلمان اعتماداً على
نتائج الانتخابات النيابية . أهم
الأجزاب الإس أصمقسم الى مجلسين واجد للأعيان
( وعددأعبجت الشعببانية يتم ماعية و تعيينهمللأعيان)

Pensem nisso...

Eita coisa besta.

30 de Outubro de 2.009

29 outubro, 2009

Enfim...... 10 de outubro de 2.009


Dia super importante e feliz pra família.... deixamos de ser a Família Buscapé para (ai, meu Deus, até que enfim) nos tornarmos uma família com casa própria. Os sentimentos eram todos, menos de calma... sei lá... era tão especial esse dia que eu nem achava que estava acontecendo comigo... sabe aquelas coisas que a gente vive e parece que são outras pessoas. Pois é! Fiquei tanto tempo esperando por esse momento que agora eu não queria que acontecesse. Coisa de louca.

Mas, enfim, os homens da mudança chegaram, não era muito cedo mas como o dia prometia coisas inimagináveis... então... um atrasinho não era nada... e eles começaram a desmontar a casa velha. Que eficiência... tudo tão organizado! Eles empacotavam coisinhas miúdas (e nós ajudando), aí eles continuaram empacotando, empacotando (e nós, minha mãe e eu sentadas, achando que já tinha coisa demais na casa), no meio da manhã os homens não tinham nem começado a colocar as caixas no caminhão (que inferno! com certeza metade dessas coisas vão pro lixo antes de terminar o mês). Depois de muito, muito, muito tempo, fomos esperá-los na casa nova porque ficar sentada na traseira do carro olhando o ar de felicidade da vizinha em nos ver partir, realmente, não estava com nada. Lá realmente não tinha muita coisa a fazer, somente esperar. Eles apareceram depois de umas três horas (os danados sentiram fome e foram almoçar com o caminhão cheio !!?). Tudo bem, tudo bem... chegaram, né? Aí eles começaram a tirar as coisas do caminhão (Glup!): camas, fogão, geladeira, televisão, móveis.... e as caixas. Eles eram em 6, mais ou menos, mas no final do dia pediram reforço e chegaram mais uns 3 (eles estavam empenhados em terminar aquela mudança ainda naquele dia). Mas veja bem, levou um dia inteiro só pra pôr e tirar as coisas de uma casa pra outra... agora imagina o tempo que eu ia levar só pra arrumar tudo isso? Já estava me dando uma agonia tão grande que eu dizia “não, vai deixando as caixas aqui na sala mesmo... depois eu dou uma olhada e já coloco no lugar certo”. O Lemão concordou de início, até começar a ver a pilha que ia se formando e já foi logo reclamando profetizando “Quero só ver o trabalho que vai dar pra depois levar isso tudo pros quartos”. No final do dia, a minha casa, tão delicada e bonitinha, parecia um armazém enfronhado de papelões amarelados, com mãos empoeiradas nas paredes e um risco no meu taco esplendoroso, que ia do meio do meu corredor até os pezinhos da máquina de costura que eu herdei da minha mãe. !

Bom... pra não dizer que o dia estava mesmo fadado à perdição da arrumação total e completa da bagunça e que terminou tudo em pizza mesmo... fomos numa pizzaria que o Bibi fez a gente eu prometer que seria a nossa comemoração e, consequentemente, a primeira refeição familiar na casa nova. Não exatamente NA casa nova, mas DA casa nova. Captou?

A fila da pizza virava quarteirão (tudo bem... tô exagerando), estava um frio de rachar (não tô mais exagerando... era verdade) e, então ficamos na porta, meio dentro e meio fora da pizzaria, esperando a nossa vez. Os moleques logo subiram para a sala de jogos e a Cacá, mocinha, ficou com a gente (a gente somos nós dois e minha mãe). Comecei a passar mal, a pressão caia, o mundo rodava, a boca queria botar o que não tinha pra fora, o chão começou a se abrir num buraco profundo....... foi aí que chegou um pedacinho de pizza-cortesia pros morto-de-fome que não arredavam pé de comer naquele lugar! Nossa, meu mundo ficou até mais cor-de-rosa. Acho que era fome mesmo.

Chegou a vez dos mortais e fomos pra NOSSA mesa. Fizemos o pedido, elas chegaram (a gerusa era tanta que pedimos umas três.), eu cortei, preparei tudo... os moleques vieram correndo, comeram correndo e sumiram correndo de novo pros jogos.

Em casa novamente, resolvemos ir pra cama... fiz tanta questão que fosse num sábado pras crianças verem e participarem da mudança que, uma hora depois do início de tudo, eles foram pra casa da sogra e só voltaram de noite. Bom, estávamos todos cansados... de não fazer nada, claro. Todo mundo dormiu nos lençóis que vieram forrando os colchões dentro do caminhão, porque não achei as roupas de cama.

29 de Outubro de 2.009