Meu aniversário sempre foi nas férias (ai, que às vezes eu me supero... queria ver como poderia ser diferente...dããã), então eu tinha todas as razões do mundo para querer que meus filhos não nascessem nem nas férias e muito menos no dia de Natal (eu corria esse risco com o N°3). A Cacazinha, lady como ela só, nasceu no início da primavera... que coisa linda... primeira filha, primavera, borboletas e florzinhas... tudo combinava. Perfeito! Bom, aí engravidei do Bibi... e eu queria assim mesmo, bem pertinho dela; logo, 1 ano e 4 meses depois, nascia o N°2. Fiz uma força danada pra ver se ele chegava em fevereiro... eu fingi que aquelas “dorzinhas” eram super normais e que ele ia ficar quietinho mais uns dias... [Tipo quando eu tinha que ficar acordada por causa dos meus bebezinhos de madrugada, eu fingia que não gostava de dormir... assim eu ficava feliz de ficar acordada com eles, mesmo morrendo de sono; o mesmo acontecia quando eu queria emagrecer: fingia que não gostava de comer lazanha (ai, como dói pensar nessa malvadeza), pizza (ui!) e brigadeiro (tudo bem, brigadeiro eu sempre comi). É o poder da mente!]. Mas sabe que dessa vez não funcionou? O danadinho nasceu mesmo no final das férias de janeiro... isso ainda vai me trazer problemas no futuro (sim, porque mãe que é provida de sexto sentido, como eu, logo ia imaginar que os coleguinhas de escola iriam viajar... já sofri muito por causa disso, mesmo antes dele virar estudante). Para arrematar, veio o N°3... eu que não queria que nascesse nem perto do dia, foi nascer BEM no Natal. Sem comentários... vi o Lemão vestido de Papai Noel à meia noite e às 6 da matina já estávamos no hospital.
Todos os anos nessa época de aniversários (de Setembro a Dezembro) é uma tortura: no da Cacá não pode chover, nos outros tem que escolher outro dia... sempre início de Dezembro e na última semana de escola (não falei???). Já comemorei muitas vezes os moleques juntos. Até o dia que eu tive a brilhante idéia de juntar as três festinhas numa só.
Foi num Parque Aquático (??? Doida, eu?)... mas ele já foi interditado porque o dito cujo tampou um olho d’ água, ou vários, sei lá, e a promotoria lacrou o estabelecimento (Coisa feia desrespeitar a natureza, né?), mas eu não sabia e lá fomos nós. As TRÊS SALAS DE AULAS estavam em polvorosa: todos os alunos não queriam perder a festinha... mesmo com esse tempo meio feinho de chuvisco. Ah, mas já que ia todo mundo se molhar mesmo, né? Cheguei lá com um apito (ri, não... funcionou que era uma beleza... até os funcionários me proibirem de usar porque aquilo era um sinal, entre eles, que alguém estava se afogando... Eu me senti uma órfã sem o meu pequeno instrumento de adestramento). A idade dos rebentos variavam entre 5 e 10, mais ou menos... e tudo junto (glup! se arrependimento matasse...) mas eu tinha regras e eles só poderiam entrar na piscina depois de passar pela minha “fila de identificação”: onde eu pegava nome do aluno, da mãe e telefone para emergência (???). Foram três horas de pura emoção. Cálaro que eu já tinha combinado tudo por telefone pra não faltar comida (mas era a primeira semana do novo responsável pela cozinha) e ela não vinha. Chegou uma hora que a molecada gritava em coro: TÔ COM FO-ME... TÔ COM FO-ME... TÔ COM FO-ME... Eu queria a morte!!! Lá fui eu pra cozinha, e não é que as fdp das cozinheiras estavam do lado de fora, conversando... ai, tive que dar piti, né? Chegou a comida e os refrigerantes... já estava quase na hora dos pais virem buscar os anjinhos-enrolados-nas-toalhas-resfriados... cantamos parabéns rapidinho e se formou uma fila quilométrica pra pegar o bolo (fiquei sabendo depois que os penetras do parque inteiro vieram também). Eu cortava, minha amiga-irmã-cumadi Elisa ia distribuindo e aqueles mortos-de-fome comendo, comendo, repetindo... ah, não... só vai repetir depois que todo mundo comer... mas eu não comi, tia, juro! (mentira... tinha chocolate no canto da boca) tá bom, vai. Sei que essa tarefa se tornou automática que eu nem olhava pros lados (ainda bem que o bolo era grande)... agora a festa já estava no fim... ufa!, uma vitória, com certeza... e, durante esses pensamentos calminhos, quase senti uma pontada de felicidade, mas algo me incomodava: o meu nariz! Eu já estava resfriando e ficando rouca. Lembro perfeitamente da cena: justamente naquele pequeno-instante-de- que-não-consigo-mais-aguentar-vai-pingar, dei uma cafungada desde as costas da mão até quase o cotovelo (como é bom ser criança) que minha cabeça até se levantou, tamanha a força do movimento... e não é que já tinha alguns pais e me olhavam cortar o bolo com cara de “vixe, coitada... olha lá... tá se ferrando... hahaha" para, em alguns instantes depois, refletirem algo como "Credo!!!". Nem que eu quisesse sair correndo dali de vergonha, eu poderia: a multidão de anõezinhos não me deixaria sair sem o seu pequeno tesouro de chocolate. Ôh, vergonha danada. Juro que não sujei o bolo, mas quem ia encontrar um guardanapo naquele campo de batalha?
Bom, não há felicidade que sempre dure, nem desgraça que perdure... Saldo: Ninguém se afogou, não perdi nenhuma criança (na verdade, acho que foi o momento de maior perigo na minha vida, porque eu não tinha controle de nada), uma abelha picou o pé do Tiquinho, um pai esqueceu o filho e ficamos esperando por ele por mais de uma hora (Não o recrimino) e deve ter tido um aumento de clientes à procura de expectorante aquela noite, nas farmácias de plantão... mas, como diz meu pai, em toda sua sapiência: “entre mortos e feridos, todos se salvaram!” (profundo, hein?).
Mas mico de aniversáio é um saco sem fundo, e o último foi ainda essa semana (estamos em Dezembro... caláro, né?). Na verdade, tudo teve início há, mais ou menos, duas semanas, quando comecei a planejar na primeira festinha surpresa dos meninos. Seria sábado (hoje, aliás). Seria. Comecei chamando as mães da escola porque, dando certo, seria só chamar as mais chegadas; BUT, do mesmo jeito que liguei pra todas as mães convidando (festa-surpresa não dá pra mandar convite por eles, né?), liguei pra todas as mães de novo (que carão! ai jisuis...) desconvidando: ao convidar uma mãe, em especial, fiquei sabendo que ela TAMBÉM ia dar uma festinha-surpresa (eita, coincidência que não larga do meu pé) e não dava pra desmarcar (mas o filho dela nasceu ainda durante as aulas... fazer o quê, né? A data é dela!). Aí o Lemão me
05 de Dezembro de 2.009



2 comentários:
Carminha não consigo !
kkkkkkk... olha só, Dona Mãe... já conseguiu.
:)
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