RSS
Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casa. Mostrar todas as postagens

30 abril, 2010

Vejo uma luz no fim do túnel


A luz era branca, intensa, envolvia todo o ambiente... era uma porta de entrada pro céu, sem dúvida. Mas aquilo era o quê??? Um pássaro? Um avião? Não... era um homem... NÃO!!! [cara de horror aqui]... ERA O MEU MARIDO!!!!! AAAAaaaa.........
"NÃO ANDE EM DIREÇÃO Á LUZ.... VOLTA! VOLTA!"
"Você tá doida, muié?" Meu QM replicou... QM = Queridum Maridum (aprendi cim as FlyMigas... sou ainda uma FlyBaby. É tipo um grupo de amigas-amélias...hehehe. Não disse... sempre fui Amélia... mas agora chama FlyMiga. Estava meio desatualizada... ah, nem ligo... Amélia, ou Fly... sou eu)
[Eita, Deus... volta, louca]
"Não, Maridum... não nos deixe... volte pra sua família que ainda precisa tanto de você (tudo bem que a gente tem dez milhões de dívidas por causa da casa nova, mas juro que não é nem por isso)... volta, pensa nas crianças...", apelei já quase chorando.
(!!!) <= Isso aí resume a cara dele... "... mas eu vou só ia escovar os dentes..."
Hãããã ??!!?? [eu]
Abri meus olhos um pouco mais... percebi que eu estava na cama ainda. Ué, será sonho? Pesadelo, né?
Ahhhh, entendi tudinho! O meu banheiro é todo branco... mas não é SÓ branco: ele é tudo de mais branquinho do mundo. A janela? Enooooorme e baixa, porque dá pra um patiozinho restrito ao quarto... ah, sim... por sinal, os muros e o chão desse pátio são praticamente BRANCOS... a porta-balcão é de alumínio BRANCO ... e o Sol??? Ilumina, às quase 7 horas da manhã, uma luz BRANCA tão clara que o meu banheiro fica em estado de graça.
Eu, dormindo no escurinho do quarto, levei um susto quando o Lemão abriu a porta do banheiro... parecia que ele entrava no limbo e que as portas do Paraíso (fui boazinha com você agora, hein?) estavam abertas, com São Pedro de braços abertos.
[cara de "Ai, Jisuis, comecei cedo hoje!!!]
Ah! Vou dormir mais um pouquinho hoje (mentira, tem a escola das crianças... mas só até eu me recompor do mico, né?).
Não sei muito bem qual a opção que eu tenho... [pensa, pensa, pensa]... agora que a casa tá prontinha, bem ventilada e BASTANTE ILUMINADA... acho que uma cortininha básica, né?
                                            Preta!                                                    

30 de Abril de 2.010

03 novembro, 2009

Descadeirada ... ui


Pronto, agora estou em casa, completamente meio que inútil de ‘molho’.

Dia 31 de outubro, dia de Halloween no condomínio. Uebaaaa. Cedinho fui comprar docinhos e pirulitos, arrumei a casa, fui fazer o almoço... lá pelas 5 da tarde chegam os amiguinhos dos moleques e ... ops!... a campainha: CHEGARAM! Mas já? (tudo bem, a campainha é mentira... bateram na porta). Ai, ai, ai, queria fazer a cortina debaixo da pia da cozinha ainda hoje ( a Cacá acha que isso vai dar um ar ‘campestre’, tipo fazenda na nossa casa) porque amanhã minha family vem fazer visita e conhecer a casa.

Nossa, vai ser demais... vem meus irmãos (o chique que mora no Equador e o rico, dono de barco e tudo), minha mãe que sempre está em todos os momentos, o meu pai com o carro novo dele e ... tchan, tchan, tchan, tchan... a TIA ROSE. Ela é minha cunhada, mas conquistou a prole com o seu jeito carinhoso e moleque de ser. Eles até gostam do meu irmão, mas a tia mesmo é ela (ai, Marcos, não lê isso não, viu?). O Tiquinho emprestou o quarto dele de bom grado porque era pra TIA ROSE, ele nem desconfiava que o tio ia no pacote hihihi. E quando viu o tio no banheiro, mandou secar o chão e deixar tudo arrumadinho... e o malacabado tem só 7 anos.(!!!)

E que cortina que nada. Passei a tarde toda só lavando copo, promovendo o ski-bunda (na rampa da garagem assassina), colocando band-aid nos pés cortados, arrumando toalha, separando brigas, prendendo a chiquinha (a devoradora de criancinhas da casa) e assando pão de queijo... leite não, tia, porque eu tenho alergia a lactose (Manuelita... lembrei de você). Quando era perto das 7 da noite começamos a arrecadação de doces junto dos outros pais que faziam a ‘segurança’ de seus rebentos. O início estava tudo lindo e maravilhoso... todo mundo educado, todas as casas distribuindo balas... ai, que vida cor-de-rosa; mas o mundo gira e lá pelas tantas da noite, a molecada pedia, literalmente, água ao invés de doces... que calor dos infernos. E eu atrás dos meus 5 (sim, porque foram os meus dois, mais dois amiguinhos, um de cada, e ainda apareceu um vizinho. A Cacá, oboviamente, não participou: era mico demais pra uma princesinha). (!!! hey, eu tô aqui !!!)

Enfim o dia acabou. A cortina? Terminei às 3 da madrugada na esperança de pendurá-la antes das visitas chegarem.

Domingo, 9 horas da manhã já estava eu arrumando a casa, limpa, limpa, esfrega, esfrega, passa pano... agora só falta jogar uma água no quintal (atenção, momento crucial da narrativa) foi aí que, num momento de distraída_tensão_o telefone tocou_eles estão chegando, levei um tombo homérico na rampa da garagem (entendeu o “garagem assassina” acima?). Estou com um roxo enooorme (tudo bem, é pequenininho) nos países baixos e meio manquetola, puxando a outra perna.

Esse estado meio lastimável me trouxe a lembrança de um filme de quando eu era criança: o homem cera. Era um filme de terror. Lembro que ele fez barbaridade o filme inteiro, mas nem era culpa dele, tadinho, ele foi cria de uma experiência (tipo o Hulk) e deu errado, aí ele virou o homem-cera. O final foi trágico com ele morrendo em cima de uma torre quando, finalmente, tentava fugir de todos com a mocinha do filme (ela devia ser a cientista que queria ajudá-lo, com certeza, sabe, tipo King Kong). Ele derretia por causa do sol (tipo Conde Drácula). Tadinho... lembro do meu sentimento de dó e alívio, mas eu tinha dó dele, juro. Hoje eu vejo o meu corpitcho em forma (de bola) e os primeiros sinais de derretimento (ai, maledeta experiência!). Vou começar a andar de bicicleta porque academia por enquanto não dá ($), como era mesmo aquela dieta da sopa? Vou procurar na internet.

O final de semana? Foi ótimo... minha família também derretendo de calor (parece que todas as vezes que meus irmão vêm aqui, o dia fica mais abafado que o normal), minha mãe querendo usar o computador (porque a molecada monopoliza) e a cortina não foi instalada porque meu marido não encontrou a fita adesiva (??!??) pra colar o varão embaixo da pia. Oh, céus!

03 de Novembro de 2.009

29 outubro, 2009

Enfim...... 10 de outubro de 2.009


Dia super importante e feliz pra família.... deixamos de ser a Família Buscapé para (ai, meu Deus, até que enfim) nos tornarmos uma família com casa própria. Os sentimentos eram todos, menos de calma... sei lá... era tão especial esse dia que eu nem achava que estava acontecendo comigo... sabe aquelas coisas que a gente vive e parece que são outras pessoas. Pois é! Fiquei tanto tempo esperando por esse momento que agora eu não queria que acontecesse. Coisa de louca.

Mas, enfim, os homens da mudança chegaram, não era muito cedo mas como o dia prometia coisas inimagináveis... então... um atrasinho não era nada... e eles começaram a desmontar a casa velha. Que eficiência... tudo tão organizado! Eles empacotavam coisinhas miúdas (e nós ajudando), aí eles continuaram empacotando, empacotando (e nós, minha mãe e eu sentadas, achando que já tinha coisa demais na casa), no meio da manhã os homens não tinham nem começado a colocar as caixas no caminhão (que inferno! com certeza metade dessas coisas vão pro lixo antes de terminar o mês). Depois de muito, muito, muito tempo, fomos esperá-los na casa nova porque ficar sentada na traseira do carro olhando o ar de felicidade da vizinha em nos ver partir, realmente, não estava com nada. Lá realmente não tinha muita coisa a fazer, somente esperar. Eles apareceram depois de umas três horas (os danados sentiram fome e foram almoçar com o caminhão cheio !!?). Tudo bem, tudo bem... chegaram, né? Aí eles começaram a tirar as coisas do caminhão (Glup!): camas, fogão, geladeira, televisão, móveis.... e as caixas. Eles eram em 6, mais ou menos, mas no final do dia pediram reforço e chegaram mais uns 3 (eles estavam empenhados em terminar aquela mudança ainda naquele dia). Mas veja bem, levou um dia inteiro só pra pôr e tirar as coisas de uma casa pra outra... agora imagina o tempo que eu ia levar só pra arrumar tudo isso? Já estava me dando uma agonia tão grande que eu dizia “não, vai deixando as caixas aqui na sala mesmo... depois eu dou uma olhada e já coloco no lugar certo”. O Lemão concordou de início, até começar a ver a pilha que ia se formando e já foi logo reclamando profetizando “Quero só ver o trabalho que vai dar pra depois levar isso tudo pros quartos”. No final do dia, a minha casa, tão delicada e bonitinha, parecia um armazém enfronhado de papelões amarelados, com mãos empoeiradas nas paredes e um risco no meu taco esplendoroso, que ia do meio do meu corredor até os pezinhos da máquina de costura que eu herdei da minha mãe. !

Bom... pra não dizer que o dia estava mesmo fadado à perdição da arrumação total e completa da bagunça e que terminou tudo em pizza mesmo... fomos numa pizzaria que o Bibi fez a gente eu prometer que seria a nossa comemoração e, consequentemente, a primeira refeição familiar na casa nova. Não exatamente NA casa nova, mas DA casa nova. Captou?

A fila da pizza virava quarteirão (tudo bem... tô exagerando), estava um frio de rachar (não tô mais exagerando... era verdade) e, então ficamos na porta, meio dentro e meio fora da pizzaria, esperando a nossa vez. Os moleques logo subiram para a sala de jogos e a Cacá, mocinha, ficou com a gente (a gente somos nós dois e minha mãe). Comecei a passar mal, a pressão caia, o mundo rodava, a boca queria botar o que não tinha pra fora, o chão começou a se abrir num buraco profundo....... foi aí que chegou um pedacinho de pizza-cortesia pros morto-de-fome que não arredavam pé de comer naquele lugar! Nossa, meu mundo ficou até mais cor-de-rosa. Acho que era fome mesmo.

Chegou a vez dos mortais e fomos pra NOSSA mesa. Fizemos o pedido, elas chegaram (a gerusa era tanta que pedimos umas três.), eu cortei, preparei tudo... os moleques vieram correndo, comeram correndo e sumiram correndo de novo pros jogos.

Em casa novamente, resolvemos ir pra cama... fiz tanta questão que fosse num sábado pras crianças verem e participarem da mudança que, uma hora depois do início de tudo, eles foram pra casa da sogra e só voltaram de noite. Bom, estávamos todos cansados... de não fazer nada, claro. Todo mundo dormiu nos lençóis que vieram forrando os colchões dentro do caminhão, porque não achei as roupas de cama.

29 de Outubro de 2.009