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30 abril, 2010

Vejo uma luz no fim do túnel


A luz era branca, intensa, envolvia todo o ambiente... era uma porta de entrada pro céu, sem dúvida. Mas aquilo era o quê??? Um pássaro? Um avião? Não... era um homem... NÃO!!! [cara de horror aqui]... ERA O MEU MARIDO!!!!! AAAAaaaa.........
"NÃO ANDE EM DIREÇÃO Á LUZ.... VOLTA! VOLTA!"
"Você tá doida, muié?" Meu QM replicou... QM = Queridum Maridum (aprendi cim as FlyMigas... sou ainda uma FlyBaby. É tipo um grupo de amigas-amélias...hehehe. Não disse... sempre fui Amélia... mas agora chama FlyMiga. Estava meio desatualizada... ah, nem ligo... Amélia, ou Fly... sou eu)
[Eita, Deus... volta, louca]
"Não, Maridum... não nos deixe... volte pra sua família que ainda precisa tanto de você (tudo bem que a gente tem dez milhões de dívidas por causa da casa nova, mas juro que não é nem por isso)... volta, pensa nas crianças...", apelei já quase chorando.
(!!!) <= Isso aí resume a cara dele... "... mas eu vou só ia escovar os dentes..."
Hãããã ??!!?? [eu]
Abri meus olhos um pouco mais... percebi que eu estava na cama ainda. Ué, será sonho? Pesadelo, né?
Ahhhh, entendi tudinho! O meu banheiro é todo branco... mas não é SÓ branco: ele é tudo de mais branquinho do mundo. A janela? Enooooorme e baixa, porque dá pra um patiozinho restrito ao quarto... ah, sim... por sinal, os muros e o chão desse pátio são praticamente BRANCOS... a porta-balcão é de alumínio BRANCO ... e o Sol??? Ilumina, às quase 7 horas da manhã, uma luz BRANCA tão clara que o meu banheiro fica em estado de graça.
Eu, dormindo no escurinho do quarto, levei um susto quando o Lemão abriu a porta do banheiro... parecia que ele entrava no limbo e que as portas do Paraíso (fui boazinha com você agora, hein?) estavam abertas, com São Pedro de braços abertos.
[cara de "Ai, Jisuis, comecei cedo hoje!!!]
Ah! Vou dormir mais um pouquinho hoje (mentira, tem a escola das crianças... mas só até eu me recompor do mico, né?).
Não sei muito bem qual a opção que eu tenho... [pensa, pensa, pensa]... agora que a casa tá prontinha, bem ventilada e BASTANTE ILUMINADA... acho que uma cortininha básica, né?
                                            Preta!                                                    

30 de Abril de 2.010

28 abril, 2010

Mariana, minha outra filha.


"Vem me ajudar na festinha da Mariana... vai ser surpresa, não conta pra ela"... e foi assim que comecei a pensar na festinha de 15 anos da minha outra filha.
O Phalalávius é o irmão que eu escolhi pra mim, e ainda ganhei uma irmã de lambuja, a Elisa, e dois filhos: a Mariana e o Pedro.
Nossa... como o tempo passa rápido... [suspiro nostálgico aqui]
Lembro da Elisa trabalhando em São João del Rey na época do barrigão... e o meu amigo, todo babão, dizendo que ela ia ser toda 'pra frentéx', e que ele ia deixá-la namorar os menininhos da rua (hehehe... mentira, né, cumpadi???)
Hoje ela é uma menina liiinda (e não é porque é minha filha também, não... estou dizendo a pura verdade!): os olhos dela parecem duas jabuticabas, de tão escuros que são... o nariz é todo certinho e a boca tem o contorno perfeito. Sua pele é clara e lisinha... mas o que ela tem de mais bonito, só a convivência mostra: o seu coração.
Ela é amiga de verdade... dessas que a gente pode contar. Ela dá valor às pessoas... mesmo as que não mereçam. O dia que ela se gostar mais (tudo bem... todos nós já fomos adolescentes um dia... so far away...) tenho certeza que vai desabrochar um mulherão dali. rsrsrs (Lê isso, não, cumpadi... sofrer antes pra quê, né?).
Tá bom... vamos falar da festinha: finalmente minha cumadi se livrou dos filhos (ôh, dó) e aí foi um tal de picar cebola (a outra fiel escudeira, Bel também estava lá... teu bolo estava divino), montar espetinho de linguiça (foi com pesar, mas eu espetei mesmo o palitinho. hihihi) e de frango também... ah! Teve a faixa... bonita, grande, com os dizeres: "MARIANA. PARABÉNS. NÓS TE AMAMOS".
"Vem, Carminha... vamos pendurá-la lá perto do quiosque", e lá fomos nós.
"Pena que não vai dar pra ser aqui, bem na entrada..." e, meio que conformada, minha amiga apontou um postinho mais escondido "... vai ter que ser ali mesmo"
"Uai, Elisa... mas por quê?" e ela me lançou aquele olhar de 'acho que vou ter que explicar, né?'
"Carminha, aquelas duas arvorezinhas, que eu queria pendurar, não dá pra amarrar porque vai ficar muito baixo e não tem como amarrar... daquele outro lado, pelo menos, a gente amarra no postinho e numa outra árvore... eu peço pra Bel trazer a Mamá por aquele outro caminho..."
"Que nada! Nós vamos amarrar nas arvorezinhas mesmo... é só amarrar mais pra cima." Elisa me lançou um olhar incrédulo, sabe tipo Monalisa... querendo rir e chorar ao mesmo tempo...
"Carminha... como você vai subir lá? Não dá."
"Ah... dá, sim... vamos pegar aquelas cadeiras ali" e já fui meio que arrastando uma dúzia de cadeiras de plástico empilhadas. Conforme eu ia chegando perto das arvorezinhas, ela ia ficando mais nervosa. Encostei a pilha e subi nelas...
"Nãããooo. Peraí... " e ela veio me acudir, segurando as assassinas.
Tudo bem que eu estava com um pouco de medo de cair... mas era grama embaixo, afinal de contas...
Pronto! Amarrado de um lado, só faltava o outro. Foi só terminar o outro e voilá... depois de descer do monte de cadeiras, ficamos na frente da obra-prima, admirando... que beleza! Foi aí que caiu o primeiro lado. Ai, ai, ai.
Subi de novo e desta vez, amarrei com mais vontade... de repente... CRRRECCCKKKK...
??? <= Nós, no primeiro instante.
!!! <= Nós, logo em seguida... era o galho, estalando.
Olhamos uma pra cara da outra e rimos pra valer... mesmo com esse pequeno contratempo, amarramos e rezamos pra aguentar até o fim da festa.
"Ah, Elisa... liga, não. A árvore já estava meio caidinha... pensa que estamos ajudando a natureza a não perder mais um galho". A faixa funcionava como um esparadrapo...
A surpresa foi tanta que, quando ela chegou, estava todo mundo conversando e comendo... quase esquecemos de gritar SURPRESA !!! (tá bom... esquecemos, mas ela gostou de tudo, que eu sei).
Você é mesmo a nossa princesinha, Mamá (e não me venha com essa história que você já é muito velha pra isso, hein?)!

28 de Abril de 2.010

19 abril, 2010

VIVAAA.... !!!!


Tentei fingir que era normal e que isso não me afetava... mas a verdade é uma só: TENHO UMA SEGUIDORA QUE NÃO É DA FAMÍLIA... (nem acredito. rsrsrsrs), juro que eu não sei quem é... (mas sinta-se muito bem vinda, viu?).
Fiquei pensando o porquê isso me deixava tão sem-graça e envaidecida e a conclusão que eu cheguei é que nunca pensei que o que eu escrevia  podia (quem sabe) interessar a alguém, e então fiquei super-hiper-mega-blaster-cheia-estufada (não é de pum, não, seu engraçadinho) e achando que eu sou o máximo, a the best (só espero não espantar a minha nova amiga) :))

Obrigada e não se intimide a escrever.
Um beijo grande a você,
Carminha.

19 de Abril de 2.010

... noves fora... sobra 1!


O dia estava quente, como sempre, mas foi só o porteiro ligar pra dizer que tinha chegado correspondência para o papai e pro Tiquinho que este saiu em disparada, de bicicleta, pra portaria... afinal era a PRIMEIRA CARTA do meu N°3. Ele chegou poucos minutos depois e foi logo abrindo um envelope grandinho: o Marcos, um Polícia Federal amigo-irmão do meu irmão Maurício, estava respondendo uma cartinha que o dito cujo mandou todo feliz... tinha desenhos e muitas perguntas sobre as armas que ele usava... e sobre colete à prova de balas... e se ele já tinha apertado a mão do Presidente da República... e mais um monte de coisas...
O Marcos (ele nem parece Polícia de tão bonzinho...), sempre disponível para a gente... (mesmo quando não tido tanta disponibilidade assim, imagino... obrigada, viu?) foi super atencioso e mandou fotocópias das armas que ele usa: pistola, fuzil e sub-metralhadora, e foi super didático também, tentando explicar pra um baixinho de 8 anos que um colete à prova de balas pode não ser tão eficaz assim (dependia da arma usada, da distância e da sorte... glup!); e que já apertou a mão do Lula, sim, uma vez... e que ele tinha só 9 dedinhos. kkkkkk
Além de tudo isso, ainda mandou um bottom com o escudo da Polícia Federal... o bichinho ficou andando com aquele bottom no peito o dia todo... se achando, né? No mundo imaginário dele, aquele presente lhe trazia poderes de Policial: tentou prender o garçon, e ainda foi tirar onda com um Policial Rodoviário que estava aplicando uma multa. Eita, Deus!
Aí o Lemão foi ler a carta, e tinha uma pergunta:
"E o seu futuro? Você já sabe o que quer ser quando crescer?"
A resposta do malacabado:
"Quero ser o Presidente da República... mas com dedinho!" , e levantou o minguinho da mão direita. :-)
Ai, moleque! 

19 de Abril de 2.010

13 abril, 2010

Vou morrer de emoção...


Hoje enquanto tomava banho de manhã, pensei: "Ué... cadê Maridum? Não está aqui me azucrinando! Sumiu, né? Deve estar tomando café". Saí e, no corredor, dou de cara com quem no computador?? O próprio. Desde sábado ele não é mais o mesmo (ou foi domingo?)... ele foi num clube de xadrez (dia da inauguração teve até champagne francesa... e eu não fui...:( fiquei cuidando dos rebentos) e, depois disso, só quer saber desses joguinhos virtuais. Ainda bem que não se aposta dinheiro (nem esposa... ui) porque do jeito que ele anda perdendo... afff. Ele já foi campeão dos jogos abertos do ano de 1.900 e bolinha... mas agora, só pra você ter uma idéia, o primeiro nome dele era PATÃO aqui na internet... alguém tem moral de perder pra um Patão? Agora, pelo menos, ele mudou pra Jack Lemon... Bandeira da vitória? Só a quilómetros de anos-luz. Tá bom... é meio mentira... hoje mesmo ele ganhou; mas foi por minha causa, embora ele nunca admita (tá bom, você admitiu!_Sei que ele vai ler isto) e foi assim:
"Marido, vai jantar, vai. Sei que você está com fome."
"Calma... agora eu tô ganhando..." (Não acreditei)
Meu marido tinha somente o rei (ufa, né?), dois peões, uma torre e um bispo; mas o outro devia ser o patão novato da vez... um tal de Luis-Carlos (tadinho... e ainda colocou o nome) tinha o rei, um cavalo e um peão. E MESMO ASSIM A PARTIDA AINDA DUROU UNS 20 MINUTOS.
"Pelo amor de Deus, Marido, mata ele logo"
♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫ (ele cantou no primeiro xeque)
Que bom... vai acabar logo, pensei eu.
O cara só tinha duas opções: ou mexia o rei ou o cavalo...  e ainda demorava uns dois minutos pra decidir.
Dali a pouco, meu marido: ♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫
Depois de outros minutos, outro ♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫
E depois mais uns outros quatros ♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫
AAAAaaaaiiiiiii... aquilo já estava me irritando.
"Caramba... ele está me dando um xeque agora" Nem acreditei que, só com o rei e mais uma ou duas peças cada um, o cara ainda tinha esperança.
"Pára de dar sobrevida pra ele... MATA ELE LOGO... " quase gritei em fúria.
"Calma... pra que tanta pressa?"
"Quero escrever no meu blooooog"
"Ah, não... peraí que eu vou ganhar e, se ele pedir revanche, eu não vou dar... que nem um outro que ganhou de mim fez comigo. hehehe" ! hehehe
"Ah, tá bom, tá bom, mas joga logo aí"
"Nossa... agora ou eu perco o bispo ou o meu peão" (ele tinha TUDO isso)
"Ai, Marido, come o cavalo dele logo com o peão"
"???" [Maridum pensando] "Sabe que você tem razão... não tinha pensado nisso..."
Ele gasta os miolos com tantos cálculos que não vê o óbvio.
Depois de mais duas jogadas, o Luis-Carlos só tinha o rei... que ia da direita pra esquerda, e da esquerda pra direita... nossa! Quanta emoção.
"Ganhei... ganhei... uh-huuu"
" ! " (eu) "... então, tá... saí logo daí..."
"... mas peraí... ele vai pedir revanche..."
[espera, espera, espera]
"Não pediu, não! Vai jantar"
Ele foi.
:)

13 de Abril de 2.010

11 abril, 2010

Quero colinho também :(


Manu, é ruim ficar ruim, mas já sei que você está numa boa... sua mãe, maridão, sogros, cunhados, irmãs... todo mundo te mimando !!!
Bom... fica boa logo que eu acho que as tuas professoras estão sentindo falta de alguém pra elas pegarem no pé. rsrsrs (Faz tempo que o Cinho já não pode ir lá perturbá-las, né?).
Quando o Maurício ligou, pra dizer que você estava bem e coisa e tal, e o Tiquinho atendeu, ele ficou todo radiante por ter enganado o tio:
"Alô. Quem está falando?" (tio)
"O entregador de pizza." (Tico)
"Ah, Obrigado... não quero pizza, não." e desligou. kkkkk
Fala sério... ô, moleque...

Beijo grande dos caipiras daqui.
Cá & Cia

11 de Abril de 2.010

08 abril, 2010

Arroz com Feijão



"Perguntei a um sábio
 a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...

O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.

No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira. 

Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração"

William Sheakespeare

Acho que as pessoas gostam muito de viajar, de conhecer novos lugares porque, na verdade, a gente acaba se confrontando com situações e pessoas de culturas e hábitos, de costumes e sotaques diferentes... isso é o que eu quero conhecer. O Saco do Mamanguá proporcionou isso em vários momentos... foram nossos vizinhos, a mulher da vila dos pescadores, o pastor-pescador, o oculista que aplicou a injeção no Bi (jura que eu pulei esse torpe detalhe?), a recepcionista do hospital, e (tirando alguns espíritos-de-porco) todos os turistas que encontramos pelo caminho, nas embarcações e nas caminhadas. Na pousada que eu não fiquei, o Tiquinho arrumou uns amiguinhos caiçaras, e foi super legal. Um dia que almoçamos por lá, o Tico queria chamá-los para se juntarem à nossa mesa, com todo mundo... mas a mãe deles, a cozinheira da pousada, não deixou. Que ele fez? Levou uma pratada de lula frita empanadinha para comerem juntos no gramado... foi uma farra! No dia que voltamos de Paraty, os moleques (acrescente o Bi aí) brincaram à beça.
Os caiçaras em geral tem um modo de falar muito peculiar, e as crianças, na dificuldade de chamar a Dona Rose, falavam Dona Roz mesmo. Pronto! Pegou: Tia Arroz, claro. Ela fez o maior sucesso com a garotada porque, além do seu talento natural com os pequenos, ela ainda distriuía balas e chocolates... fala sério... é pra gostar ou não dessa tia???
Bom... dias depois, já na casa dos meus pais, vejo a Cacá se despedindo dos tios assim: "Tchau, Tia Arroz... Tchau, Tio Feijão..."
Feijão ??!?? Até meu irmão ficou sismado (teria algo a ver som sua silhueta?).
"Não, não é nada disso... é que, se ela é a Tia Arroz, você é o Tio Feijão... porque vocês formam um casal perfeito."
Adorei sua resposta, filhota...  :)
Pronto... Tia Arroz e Tio Feijão.



E agora, a tropinha:



Dia Feliz

08 de Abril de 2.010

07 abril, 2010

... é comigo ??? Não vi nada, não !!!


Apesar do que tudo indicava, não apareceu nenhum leão, nem nenhum outro bicho estranho (afora as A6, claro) pra nos atazanar... acho que aquela noite eu dormi de verdade. E hoje seria a nossa última noite daquelas férias parasidíacas (pra dizer a verdade, já tinha sido a última, a noite passada... mas tudo bem... vambora pra pousada do lado, que lá tem vaga. :)
Eita lugar liiiindo. Nada de broches na parede, nem de ficar tomando banho com a brisa notúrnica adentrando pela janela inexistente, e muito menos sem o Danado rondando nossas almas enquanto a gente dormia. Que nada... uma comida ma-ra-vi-lho-sa... com chef de cozinha e tudo... pousada 5 estrelas aquela.
Como eu sei dos meus leitores incrédulos, fiz um tour de 360° da porta da varandinha do quarto que ficaram meu marido e filhos... NÃO, EU NÃO FIQUEI NAQUELE QUARTO! (Explico depois... bateu uma deprê...)






Ai... melhor contar logo.
Fizemos a despedida na prainha do pastor-pescador... comidinha boa, gente bacana e um lugar pra gente descansar muito tranquilo. E aí veio a questão: ou a gente ficava na pousada do lado, ou voltava pra marina, e pra casa (snif!): a decisão foi a pousada vizinha. Perai... falta a injeção do Bibi. O Marcos nos levou até a vilinha e já eram mais de 18h... e a mulher não tinha voltado. Deve ter dado alguma coisa errada, com certeza... e agora? (Desespero de mãe) Agora a saída é ir até Paraty. Não lembro porquê o Marcos também queria ir até a marina, acho que pra abastecer, sei lá. Tudo bem... a gente vai até lá, abastece, dá a injeção e volta pra pousada. Beleza. Tchau, Família... voltamos logo, tá?
Fomos a Tia Rose, o Tio Marcos, o Bibi e eu.
No meio do caminho começou a chover (e eu a rezar o terço...), é uma sensação horrível de proa levantando (nós descemos pra cabine enquanto somente o Marcos se molhava lá em cima), o baque seco das ondas batendo no casco, por sorte eu não me lembrei de nenhum naufrágio naquela hora (só do raio do Titanic... a cena que mais me chocou foi a mãe botando os filhos pra dormir enquanto o navio ia a pique... que sentimento de amargura, credo!)... esquece o filme... não vai acontecer nada, vai dar tudo certo, a marina é logo ali... e afinal de contas, o capitão é o meu irmão... nada poderia dar errado. Graças a Deus, chegamos sãos e salvos. Bom, hora de limpar o barco. Ajudei no que pude, mas não deixei de dar minhas gafes... tipo jogar água salgada pra limpar o chão, e coisinhas assim (tem hora que é até bom não ter memória muito boa).
Depois de tudo, que pareceu interminável (o dia não acabava... "tenha cuidado ao pedir algo pra Deus... Ele pode te atender" hehe).
Fomos para o centro, o Marcos o Bibi e eu. O meu irmão não estava legal e também precisava comprar remédio. A farmácia de plantão era bem na entrada do Centro Histórico, compramos o remédio dele e ficamos sabendo que o cara  não aplicava injeção... mas perai... CADÊ A P&@%$$ QUE P%@@#!* DA RECEITA?. Ficou na outra bolsa... quando não consegui aplicar na vilinha, e só iríamos até Paraty e logo voltaríamos, deixei minha bolsa na pousada... AAAAAiiiii... e agora??? (Desespero de mãe) Meu irmão tentou me acalmar, dizendo que a gente daria um jeito... ele era a quem eu me agarrava naquele momento, e eu rezava pra que desse tudo certo. Quem, nessa cidade, pode aplicar uma injeção que é um medicamento controlado, numa criança, sem receita e sem documentos pra eu provar que eu era a mãe dele? Ninguém! Eu me sentia culpada. [Vai, maluca... puxa os cabelos, pula do viaduto, morde o dedo do pé] Bom... pensa... o hospital. Se alguém poderia me ajudar, seria lá. Fomos, então. Agora eu só teria que contar a história, esperar que alguém acreditasse em mim e implorar pedir que o médico aplicasse, ou autorizasse alguém a aplicar a injeção no Bi. Senta, espera... tem ainda bastante gente na frente. O Marcos? Ficou no carro. Estava falando com o sócio dele que, por um acaso, também estava em Paraty. Dali um tempo, o meu irmão me chama e disse que um dos amigos que estavam com o sócio dele era médico e ia aplicar a injeção. (Acho que vou chorar). O Marcos ficou no carro e nós dois fomos direto à Pizzaria da Cidade, procurar a mesa em que eles estavam. Achamos, era a última. Somente quando eu cheguei lá e que eu percebi o lastimável que me encontrava (sem perceber, eu acho, uma das mulheres me deu uma olhada de cima até embaixo, sabe... daquele jeito que até torce o nariz?), mas também... veja a cena: uma mãe desesperada, quase chorando, com uma saída de banho com o biquini (que estava desde cedo) ainda por baixo, um filho numa mão e uma caixinha de remédio na outra... afff! Ninguém merece! Fiquei me sentindo diminuída, tímida, não dizendo nada com nada, e esperando que alguém me apresentasse  logo o médico, pra sumir rapidinho dali. Por sua vez, o rapaz estava também numa situação nada confortável, afinal aplicar um medicamento, daquele jeito e sem conhecer a doida? Tudo ficou mais tranquilo quando fui apresentada como a irmã do Marquinhos... eles moram no mesmo prédio, e o médico é amigo do meu irmão também... Graças a Deus! Foi ali mesmo, sobre a mesa, que ele começou a preparar a solução... seringa, agulhas, frascos... todos os outros clientes olhavam desconfiados (e até mesmo os funcionários), tipo... nossa, parece droga... será que eles vão fazer isso aqui dentro, na cara de todo mundo... e outras coisas nada cristãs. O Bi se recusou a baixar as calças ali, no salão. Onde ir, então??? Banheiro masculino, é claro. Mãe paga cada mico... eu fui, é claro. 
O banheiro cheirava xixi! Que nojo! Ficamos na área das pias, logo na entrada; mas com o cuidado de não obstruir a porta... se alguém entrasse e desse um "pequeno" empurrão em nós, a agulha chegaria no cérebro do meu filho. Enfim, acabou... voltamos. Agradeci tanto que já estava até me sentindo uma retirante que recebe uma nota de cem mil réis sem saber direito o porquê. Fomos embora com a sensação que fui alvo de comentários a noite inteira.
Problema resolvido, voltamos ao barco... carácoles... não avisamos o resto da família que não poderemos voltar por causa do mal tempo, e porque o Marcos estava com asma, praticamente sem respirar (ele teve que voltar pra fazer inalação). Depois de muito tempo (celular que não pega, pousada sem número na lista telefônica) conseguimos contato. Paz, enfim.
Dormimos aquela noite no barco... balancinho gostoso, parecia aconchego de mãe. :)
Graças a Deus e ao meu irmão, o Bi tomou a injeção... agradeço aos dois... e ao sócio e ao médico também. Muito obrigada.

07de Abril de 2.010

O que mais pode dar errado?


Descansar? Pra quê? Afinal a ida até a cachoeira somente nos deu mais ânimo pra continuarmos (mentira: amanhã vamos embora, quero aproveitar tudinho). Filhos pra um lado, maridum e eu de caiaque pro outro.
Vamos passar lá na vilinha dos pescadores pra perguntar sobre quem aplica injeção? (O Bibi tinha que tomar uma medicação, por causa de um tratamento, e tinha que ser no dia seguinte, então nada melhor do que já deixar tudo certinho, né?). Fomos. Era fim de tarde, mas ia demorar pra escurecer... tínhamos tempo. O que não é a ignorância do ser humano... ano passado, ali naquela mesma travessia do Saco, um a alemão (glup!), atravessavando a nado, foi atropelado por uma embarcação. Parece que a hélice do motor perfurou cortou atravessou os pulmões do cara, que acabou morrendo... disseram que o fato foi muito veiculado na mídia, na época, porque ele era amigo da Fernando Lima e do Rodrigo Hilbert, e eles que tinham trazido o estrangeiro pra passear por aqui. Eu sempre digo que a ignorância é o que motiva o ser humano a novas aventuras... foi o que nos empurrou pra outra margem do Saco.
A vilinha era pequena... de um lado, um apinhamento total de casas sem quintal nem muros, e do outro ficava o postinho de saúde; no meio, a igrejinha dava um clima pueril. Fomos direto a uma mulher que nos olhava meio desconfiada (esqueci o nome dela... ôh, traste de memória). Pois é, ele tem que tomar a injeção e blá, blá, blá... ah, é a senhora que aplica? Que sorte, né? Então ficou tudo combinado. Ela disse que iria até Paraty receber um dinheiro de tarde, mas devia chegar pras 18h, então estava tudo certo. Ahhh... eu só não podia esquecer a receita, claro! Claro, né? Uma das primeiras coisas que coloquei na mala foram a caixinha do remédio e a receita da médica. Tudo certo. "Ai, D. Fulana, poderia arrumar um copo d' água pra gente?" "Só um instantinho..." ela foi super gentil e, enquanto pegava a água, pude ver a casa dela, toda arrumadinha e sem uma poerinha sequer de areia no chão de piso frio. De repente... quem saiu da casa? A mocinha do casalzinho do morro do Pão-de-Açúcar e da cachoeira... ??? "Ai, ela salvou minha vida...", foi logo dizendo ao sair da casa da caiçara: ela tinha ido ao banheiro. rsrsrs Eita, Saco pequeno. Enquanto bebíamos a água perguntei como era morar ali, na vila, com todas aquelas casas tão próximas... não tinha problemas com a vizinhança? "Não, oxe... é tudo parenti... aqui é meu cunhado e logo lá é minha sogra, intão num tem briga, não" Ela respondeu com perplexidade por causa da minha pergunta... e eu fiquei perplexa com a sua resposta.
Voltamos ao barquinho a remo, à nossa cena romântica no Saco. Subo, sento e viro pra frente, sentindo todo o ar fresco da tardinha chegando, estava curtindo o meu momento Ava Gardner quando... de repente... o barco tem um solavanco... forte, impreciso, mexe muito, balança... AAAAiii, vou cair... segura, agarra e... escuto o TCHUÁÁÁ: Marido ao mar.
Mas que diabos aconteceu? Ele foi empurar o barco (o solavanco), ele tenta subir no barco (forte, impreciso), engata o pé sei lá onde (mexe muito, balança...) e o final é só um: mico geral... fiquei aliviada e ofendida. Um garotinho estava bem perto do barco, observando tudo feito um jacaré (porque só tinha os olhinhos pra fora d' água), pra quebrar o clima, virei pra ele e falei: "Que mico, né?" Pude perceber as bochechas inchando numa gargalhada contida... aí ele afundou tudo e foi rir lá embaixo. Vambora, Maridum... falta só o Chupa-cabra pra terminar o dia.


07 de Abril de 2.010

Pouso forçado.


Dia de passeio... de novo, né? rsrsrs... e hoje vai ser o quê? Cachoeira ... OBA!
Acorda todo mundo (vai, Carminha, você salvou a casa do Capeta por mais uma noite... se arrasta pro barco logo). Todo mundo feliz... eu, um pouco mais quietinha por causa do meu mal humor de não dormir direito... de novo. Reclamando, eu? Que nada... tô legal... vamos lá.
Meio do caminho, voltamos pra prainha porque vamos carregar a família da casa laranja com a gente... caramba... era a última oportunidade de passear com eles, e convenhamos que era uma família nota 10. É isso aí... vamos voltar e resgatá-los. Veio só a mãe e dois filhos... o pai ficou com o mais novinho por causa de uma febrinha sem importância... mas febre é febre, né? Pensei em perguntar pra ela sobre o Credimcruz... mas achei que podia não ser uma boa idéia. No caminho ela contou a sua história: os filhos deles eram amiguinhos de escola e eles, separados, ficaram amigos e começaram a namorar (aí é que veio o terceiro, eu acho). Os meio-irmãos tem a mesma idade e se dão super bem... legal saber como a vida une as pessoas, né?
Nesse meio tempo, chegamos até onde o barco podia nos levar... o resto do caminho seria a pé.
Começamos bem, até que o Bibi e o Tiquinho resolveram brigar pra ver quem ia comandar a fila indiana. O Lemão estressou e eu passei todo mundo pra rabeira e fiquei na ponta com o Tico em primeiro e o Bi em segundo (na volta o Bibi seria o batedor). O bom é que não tínhamos como errar: era uma trilha no meio do mato. Cansava, juro, mas era bem mais tranquila que a do Pão de Açúcar (ainda não me conformo com esse nome). Andamos, andamos e de vez em quando tínhamos que passar pela lama cinza que se formava em alguns pontos... o pior mesmo eram as formigas (tratadas, aquelas pestes): o batedor gritava: "FORMIGA, FORMIGA... DEPRESSA..." e toca todo mundo atrás sair correndo pra não dar tempo delas agarrarem ninguém (mas sempre sobrava alguém xingando). Foram umas 3 situações dessas, algumas atoladas (o Tico perdeu o chinelo numa delas... duro foi abaixar pra procurar e não ser atropelada e pisoteada pelo pessoal que vinha atrás... sabe, tipo, quando você já está tão cansado que as pernas andam sozinhas e a cabeça não pensa muito... pura terapia), mas tivemos momentos delirantes de puro prazer também: encontramos o rio no meio do caminho e, naquele calor dos infernos, uma refrescadinha, naquelas águas gélidas, era ótimo... bom, querendo ou não, tínhamos que atravessá-lo se quiséssemos chegar até a cachoeira.
A mãe vizinha que vinha com a gente (não me conformo de esquecer o nome dela) ia ajudando a minha mãe, que já vinha sendo ajudada pelo meu pai... ela foi super bacana... até trocou de calçado com a D. Mont, porque o dela era um tênis justinho, enquanto o da minha mãe era uma sandália, que mais dançava no pé do que outra coisa. Nessa altura eu já ia descalça mesmo... ai, que perigo!
A recompensa veio depois de virar à direita numas pedras e descer um pouco mais de 1 metro super tranquilo.

[Fico devendo as fotos... de novo estava sem a máquina]

A queda d' água se dividia em duas, e dava pra escorregar nas pedras direto pro poço rasinho. O pessoal que estava ali, quando chegamos, logo foi embora (inclusive aquele casalzinho que encontramos subindo o morro)... espantamos... eu acho que é a nossa facilidade em nos sentirmos adaptados tão rápido ao meio e a capacidade de nos expressarmos com tamanha desenvoltura (Gente falante? Imagina! A gente só é feliz... ).
Estava tudo lindo e maravilhoso como deveria ser quando escuto minha mãe dizer pro meu pai tomar cuidado que era escorregadio ali, e ele: "... que nada, estou com o pé bem firm..."
[CAPOTE]
... meu pai aterrisou feito o albatróz do 'Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus' (só quem tem filho pequeno e assiste TODOS os filmes da Disney sabe o que eu estou falando). Digamos que foi um tombo homérico, digno de filmagem pro Domingão do Chatão. Ele levantou, resmungou um pouco e ficou um pouco isolado de todo mundo... todo mundo achava que seu orgulho era o que mais estava ferido ali, somente depois, quando ele foi para no médico por causa das costelas... outro tombo... é que ficamos todos sabendo, inclusive ele, que aquela queda na cachoeira tinha fraturado um osso da mão... ai, pai... só tu mesmo, né? Vou ter que contar: meu pai é uma piada... quando ele cai, tem que virar história. Numa ocasião, quando ele era novo, não sei como ele quebrou o pulso esquerdo, colocou gesso e ficou torto, com a mão virada pra dentro do corpo. Outra vez, no depósito, ele arrumava umas prateleiras, caiu e quebrou o outro braço, que ficou torto também... isso não o impediu de subir numa árvore e podá-la; e depois desse tombo na cachoeira, já na casa dele, ele foi ensacar uns figos pros passarinhos não bicarem (viu? Deus castiga...) e desequilibrou da escada, caiu em cima da gaiola do Cherry (que acabou abrindo e assustou o bichinho que fugiu em direção ao Negão, o cachorro do meu tio; este já estava de boca aberta, tipo Frajola esperando o Piu-Piu entrar), e o meu pai fraturou as costelas. Bom, esse é o S'Ormindo, mas até que ele aguentou bem a volta. Fora esse micão, apareceram duas cadelinhas, magrinhas de tudo (já falei delas, né?) e eu estava vendo a Tia Rose tomar uma providência: ou ela ia sacudir a mulher e arrancar o pacote de bolachas que a mãe do bebezinho se recusava em dividir com as cachorras (apesar do olhar suplicante das bichinhas), ou ia colocar as duas embaixo do braço e levar pra casa. Acho que ela teve que meditar, pra não fazer nem uma coisa nem outra. O Marcos disse que achava que ela ia querer levar mesmo, mas sem condição, né?
A volta transcorreu como esperado: formigas, lama, o rio (que agora já estava gelado mesmo) e um quase erro no caminho da trilha... acho que não é por aqui, não... tá tudo diferente, né? Tinha mais mato alto... volta, volta, não é pra virar à esquerda no rio... e toca perder uns 10 minutos (valiosíssimos naquela hora) de caminhada.
Fiquei com dó da Tia Rose, pelas cachorras e também pela volta: o Bibi era o batedor da vez e ela vinha logo atrás; só que ele incorporou de tal maneira o seu personagem que arrumou até um pau enooorme como cajado (batedor usa cajado? sei lá) e, vira-e-mexe, ela recebia uns cotós com a ponta dele. Eita, Deus...
Chegamos mortos, mas tudo bem.

07 de Abril de 2.010