Dia de passeio... de novo, né? rsrsrs... e hoje vai ser o quê? Cachoeira ... OBA!
Acorda todo mundo (vai, Carminha, você salvou a casa do Capeta por mais uma noite... se arrasta pro barco logo). Todo mundo feliz... eu, um pouco mais quietinha por causa do meu mal humor de não dormir direito... de novo. Reclamando, eu? Que nada... tô legal... vamos lá.
Meio do caminho, voltamos pra prainha porque vamos carregar a família da casa laranja com a gente... caramba... era a última oportunidade de passear com eles, e convenhamos que era uma família nota 10. É isso aí... vamos voltar e resgatá-los. Veio só a mãe e dois filhos... o pai ficou com o mais novinho por causa de uma febrinha sem importância... mas febre é febre, né? Pensei em perguntar pra ela sobre o Credimcruz... mas achei que podia não ser uma boa idéia. No caminho ela contou a sua história: os filhos deles eram amiguinhos de escola e eles, separados, ficaram amigos e começaram a namorar (aí é que veio o terceiro, eu acho). Os meio-irmãos tem a mesma idade e se dão super bem... legal saber como a vida une as pessoas, né?
Nesse meio tempo, chegamos até onde o barco podia nos levar... o resto do caminho seria a pé.
Começamos bem, até que o Bibi e o Tiquinho resolveram brigar pra ver quem ia comandar a fila indiana. O Lemão estressou e eu passei todo mundo pra rabeira e fiquei na ponta com o Tico em primeiro e o Bi em segundo (na volta o Bibi seria o batedor). O bom é que não tínhamos como errar: era uma trilha no meio do mato. Cansava, juro, mas era bem mais tranquila que a do Pão de Açúcar (ainda não me conformo com esse nome). Andamos, andamos e de vez em quando tínhamos que passar pela lama cinza que se formava em alguns pontos... o pior mesmo eram as formigas (tratadas, aquelas pestes): o batedor gritava: "FORMIGA, FORMIGA... DEPRESSA..." e toca todo mundo atrás sair correndo pra não dar tempo delas agarrarem ninguém (mas sempre sobrava alguém xingando). Foram umas 3 situações dessas, algumas atoladas (o Tico perdeu o chinelo numa delas... duro foi abaixar pra procurar e não ser atropelada e pisoteada pelo pessoal que vinha atrás... sabe, tipo, quando você já está tão cansado que as pernas andam sozinhas e a cabeça não pensa muito... pura terapia), mas tivemos momentos delirantes de puro prazer também: encontramos o rio no meio do caminho e, naquele calor dos infernos, uma refrescadinha, naquelas águas gélidas, era ótimo... bom, querendo ou não, tínhamos que atravessá-lo se quiséssemos chegar até a cachoeira.
A mãe vizinha que vinha com a gente (não me conformo de esquecer o nome dela) ia ajudando a minha mãe, que já vinha sendo ajudada pelo meu pai... ela foi super bacana... até trocou de calçado com a D. Mont, porque o dela era um tênis justinho, enquanto o da minha mãe era uma sandália, que mais dançava no pé do que outra coisa. Nessa altura eu já ia descalça mesmo... ai, que perigo!
A recompensa veio depois de virar à direita numas pedras e descer um pouco mais de 1 metro super tranquilo.
[Fico devendo as fotos... de novo estava sem a máquina]
A queda d' água se dividia em duas, e dava pra escorregar nas pedras direto pro poço rasinho. O pessoal que estava ali, quando chegamos, logo foi embora (inclusive aquele casalzinho que encontramos subindo o morro)... espantamos... eu acho que é a nossa facilidade em nos sentirmos adaptados tão rápido ao meio e a capacidade de nos expressarmos com tamanha desenvoltura (Gente falante? Imagina! A gente só é feliz... ).
Estava tudo lindo e maravilhoso como deveria ser quando escuto minha mãe dizer pro meu pai tomar cuidado que era escorregadio ali, e ele: "... que nada, estou com o pé bem firm..."
[CAPOTE]
... meu pai aterrisou feito o albatróz do 'Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus' (só quem tem filho pequeno e assiste TODOS os filmes da Disney sabe o que eu estou falando). Digamos que foi um tombo homérico, digno de filmagem pro Domingão do Chatão. Ele levantou, resmungou um pouco e ficou um pouco isolado de todo mundo... todo mundo achava que seu orgulho era o que mais estava ferido ali, somente depois, quando ele foi para no médico por causa das costelas... outro tombo... é que ficamos todos sabendo, inclusive ele, que aquela queda na cachoeira tinha fraturado um osso da mão... ai, pai... só tu mesmo, né? Vou ter que contar: meu pai é uma piada... quando ele cai, tem que virar história. Numa ocasião, quando ele era novo, não sei como ele quebrou o pulso esquerdo, colocou gesso e ficou torto, com a mão virada pra dentro do corpo. Outra vez, no depósito, ele arrumava umas prateleiras, caiu e quebrou o outro braço, que ficou torto também... isso não o impediu de subir numa árvore e podá-la; e depois desse tombo na cachoeira, já na casa dele, ele foi ensacar uns figos pros passarinhos não bicarem (viu? Deus castiga...) e desequilibrou da escada, caiu em cima da gaiola do Cherry (que acabou abrindo e assustou o bichinho que fugiu em direção ao Negão, o cachorro do meu tio; este já estava de boca aberta, tipo Frajola esperando o Piu-Piu entrar), e o meu pai fraturou as costelas. Bom, esse é o S'Ormindo, mas até que ele aguentou bem a volta. Fora esse micão, apareceram duas cadelinhas, magrinhas de tudo (já falei delas, né?) e eu estava vendo a Tia Rose tomar uma providência: ou ela ia sacudir a mulher e arrancar o pacote de bolachas que a mãe do bebezinho se recusava em dividir com as cachorras (apesar do olhar suplicante das bichinhas), ou ia colocar as duas embaixo do braço e levar pra casa. Acho que ela teve que meditar, pra não fazer nem uma coisa nem outra. O Marcos disse que achava que ela ia querer levar mesmo, mas sem condição, né?
A volta transcorreu como esperado: formigas, lama, o rio (que agora já estava gelado mesmo) e um quase erro no caminho da trilha... acho que não é por aqui, não... tá tudo diferente, né? Tinha mais mato alto... volta, volta, não é pra virar à esquerda no rio... e toca perder uns 10 minutos (valiosíssimos naquela hora) de caminhada.
Fiquei com dó da Tia Rose, pelas cachorras e também pela volta: o Bibi era o batedor da vez e ela vinha logo atrás; só que ele incorporou de tal maneira o seu personagem que arrumou até um pau enooorme como cajado (batedor usa cajado? sei lá) e, vira-e-mexe, ela recebia uns cotós com a ponta dele. Eita, Deus...
Chegamos mortos, mas tudo bem.
07 de Abril de 2.010



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