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23 agosto, 2010

Família na vanguarda 3D


Outro passeio em família... bem família: cinema assistir filme infantil (tudo bem... até pouco tempo atrás era só desenho animado... muito progresso... a molecada está virando tudo aborrescente, ou semi... no caso do N°3).
O filme, bem legalzinho até, era "O Último Mestre do Ar"... foi o meu primeiro filme 3D. Uauuu! Impressionante.

Olha o tralier aí:

 

Eu, claro, fui com a minha sandália upper-gisele-bintchen (não deve ser assim que escreve, mas eita nominho difícil também): alta, de couro... tudo de bom. Na verdade, ela só não é boa pra ficar muito tempo em pé... mas eu ia ficar sentada, né? Vamos com o kit-cinema, ou seja, blusas pra todo mundo. Maridum já nem fala nada... não adianta... no começo ele achava um exagero, mas homem é exagerado mesmo, além de calorento. Fila curtinha pros ingressos (ufa! que sorte!), mas fila imeeeeensa pro filme (aff, não creio).
Maridum na fila, eu e 'fios' comprando pipoca... bom, era pipoca, aí virou chocolate, depois pipoca de novo, depois crispis de frango (mas vinha muito pouco no saquinho), volta pro chocolate... levei pipoca e chocolate porque a fila já se agigantava atrás de mim, o carinha do balcão já estava ficando estressado e todo meu glamour já estava indo por água abaixo.
Entramos. Que demora pra começar o filme...
Começou. Oba... o 3D... lindo.
Tico ao meu lado, depois a Cacá, depois Maridum, depois Bibi, depois todo o resto da fila. A sala ficou lotada.
Eu pedi pro Lemão trocar de lugar com o Bi, queria os filhos mais perto de mim... mas ele não quis (acho que era pra não ficar do ladinho de um cara, que estava do lado do Bi).
"Ai, pai... troca de lado com ele..." disse o Tiquinho "...coitado... no meio de dois carecas!!!"
Ai, peste... o homem do lado, e acho que todo o resto da fileira, ouviu... ele ficou sem graça, provavelmente (o papai ficou, com certeza) e o resto de nós ríamos tanto que não deu pra prestar muita atenção neles.
No meio do filme, o N°3 ficou desconfortável porque estava sentado numa cadeirinha de plástico que aumentava a altura pra crianças pequenas (não fala que é de bebê, não, ou ele vai virar uma fera), então ele sentou foi no meu colo... e lá foi todo o conforto da sandália 'marravilhosa'. Eita filme comprido!
Acabou... saí um pouco manquetola, mesmo o bichinho voltando depois pra poltrona... a minha, claro. Trocamos de lugar porque a cabeça da minha frente era mais baixa que a da frente dele.
Mc Donald's... afinal hoje podia!
Eles comeram os lanchinhos (e a empresa ficou me devendo uma Cenouritas que tinha acabado). A Cacá, toda consciente, pediu salada de frutas. Que orgulho!
Mas o pior ainda estava por vir... na mesa ao lado, um casal com um filho pequeno... aí o molequinho resolveu lavar as mãos na pia que tem no meio da praça de alimentação (juro que eu nunca tinha reparado nela antes), só que a torneira era daquele tipo de acionamento por presença, e o pai falava: "Põe a mão mais pra baixo que eu ligo daqui", e apontava o celular na direção dele. E toca do menino fazer a varredura do espaço da torneira... e nada! Até que o pai disse: "Ihhh! A pilha tá fraca, por isso não funciona", e resolveu se levantar pra ir ajudar o moleque. Fala sério... pai só muda de endereço. Tá certo que a mãe não concordava com aquela atitude homística, mas ela estava tão ocupada em parar de rir, que não conseguiu protestar.
23 de Agosto de 2.010

29 julho, 2010

Se eu fosse mais burra, seria mais feliz!


Bom... era só pra gente dar um pulinho no centro pra buscar as madeiras que o Lemão precisava pra acabar com as mesas do escritório (meu Maridum Queridum sabe marcenariar), só que o dito cujo daquele homem, que-só-precisa-ficar-atrás-do-balcão-escrevendo-o-que-você-precisa, escreveu só metade do pedido. Ai... difícil, né?
"Não, Maridum, não tem problema... as mesas eram pra ficar prontas o fim de semana passado, mas levamos os rebentos pra yaya... e essa semana esse remelento-filho-duma-mãe (que eu falo quase nunca palavrão) não trouxe as madeiras (numa madereira tem o quê? mamadeira??? Ah... uma má-madeira. Infame, eu sei)... não tem problema, semana que vem a gente não acaba porque vai buscar os fiinhos (as férias terminam um dia, né?), mas aí fica pra outra... que vem visita de São Carlos (eeeeeba.... essa é a melhor notícia do blog hoje), e a gente põe as visitas pra lixar. Tudo bem, então".
Já que estamos "solteiros", sem hora pra almoçar, nem nada... vamos comprar uma cozinha de ferro nas Casas Bahia, lá pro escritório? Vamos, sim... mas eu sou muquirana... vamos pesquisar preço. Affff. Foi um tal de conhecer umas prateleiras no Magazine Luiza, uns porta-copos nas ditas Casas Bahia e um monte de puxador branco, cromado, fininho e grossão do Ricardo Eletro.
Pois é... no fim da história, os meus tamancos tipo havaianês já estavam me envergando pra frente, mas eu mantinha minha pose... o Lemão quase nem percebeu as bolhas nos pés... até eu mostrar.
Olha lá (mãozinha abanando que nem rabo de cachorro feliz)... vamos no teatro hoje à noite?... 'Terça Insana'... você conhece? Não? Nem eu... mas é comédia. Oba.

Nove horas. Teatro lotado. Gente nova, tipo um pouco mais velho que adolescente... que legal! Brindamos a crescente cultura nacional.

Escuridão. "Avisamos que é estritamente proibido tirar foto ou limar sem prévia autorização do corpo pessoaartistateatro??? (sei lá... eles falaram um nome comprido para designar a si próprios). Desliguem seus celulares e bom espetáculo!!!"

Entra uma "velha"... começa a tirar sarro da terceira-idade. Olhamos um para outro, tipo quando o espetáculo vai virar comédia?

Entra "a outra"... começa a se vangloriar de ser "a outra da outra". Bom... um casal da nossa idade se levanta e vai embora.

Entra depois uma "garota que acredita no amor" fazendo par com um "cara que só queria saber de trair a esposa"; e depois é um porteiro que reclama pra um cara que não consegue se livrar dele; e depois é "a Carlota Joaquina", da Corte de Portugal, que se junta a dois policiais americanos; e depois uma quarentona que não quer ficar velha... e por aí vai.

"Marido, se você quiser ir embora a gente vai, tá?" e eu perguntei isso bem antes do terceiro quadro (a ordem acima não reproduz a realidade... aliás, nem me lebro se listei todos). Ficamos...

Uma adolescente-tardia estava sentada ao meu lado e ria, ria, ria... do quê, meu Deus, alguém pode me dizer onde está tanta graça????, essa garota estava me irritando. Ela na verdade só parou de rir quando entraram os policiais americanos que falavam inglês, tipo fucker and sucker... mas antes disso... bem antes... tinha um cara com câmera monstruosa de grande (num daqueles camarotesinhos laterais que mal dá pra ver o palco, mas que se vê bem a platéia) e toca que tira foto daqui, tira foto dali; e ele viu a dita mariposa apaixonada do meu lado tirar foto do seu celular... mas não deu outra... em um ou duas frações de minutos, ele dizia... bem nítido e sem nenhum torpor... do corredor da platéia, virado para o meu lado (bem ao meu lado, diga-se de passagem) que "NÃO PODE TIRAR FOTO DO ESPETÁCULO". Ela: "hãããã???". Ele, de novo: "NÃO PODE TIRAR FOTO DO ESPETÁCULO". Como ele iria repetir até que ela entendesse, ela resolveu entender logo.

Acabou a 'comédia' (teve mesmo???). O quadro que eu mais gostei, o último, foi de um cara, o mais velho da trupe, que fazia mímica daquela musiquinha infantil da "Velha a Fiar".




Legal.

"Marido, vamos embora que senão a gente ainda vai ficar sem carro"... sim, porque o cara do estacionamento disse que ficariam abertos até 15 minutos depois que acabasse a peça.
Ah... tudo bem. Então vamos comer, né? Procuramos um restaurante japonês lá no Boulevard... um já estava fechando e o outro parecia que não era legal. Vamos no da Presidente? Vamos. Chegando lá... um garçon puxando o banquinho do guardador de carro pra dentro. "Moço... já fechou?" "Fecha à meia noite, mas pode entrar... faltam ainda uns 17 minutos" Olhamos um pra cara do outro e toca outro rumo na vida: barzinho... restaurante já não deve ter mais. Andamos, andamos... "Ahhhh... lembrei de um", o Lemão falou. "Ufa! Pensei que ia ser miojo em casa mesmo", pensei.
Vinho com lasanha. Ôh, delícia. Nessas horas a gente pensa em quem? Na família. Na impossibilidade de ligar pras crianças (em casa, pelo menos, eles dormem cedo), vamos ligar pra Rose e pro Marcos? Vamos. Nossa, sei que a gente ligou pra falar alguma coisa de bar... mas acho que eu já estava bêbada porque não consigo me lembrar. hihihi só acho que atrapalhamos um filme que eles assistiam. Ôh, Rose... foi mal, hein?
29 de Julho de 2.010