RSS

26 fevereiro, 2010

Tô quase desistindo, né?



Noite de festa... cumpadis na área. Palalávius que se preze, quer cozinhar! (ele cozinha moooooito bem, modéstia à parte, por ele ser meu cumpadi. rsrsrs... praticamente meu irmão... É, sim... ele é o meu irmão escolhido). E por que não culinária japonesa? Hoje em dia, com o advento da internet, das lojas de importados e da eterna vontade de inovar, até um italiano, com primazia em massas, pode se tornar um quase autêntico japonês... somente lhe faltam os olhos puxadinhos. Bom... eles vão trazer as coisas do yakisoba, então vamos providenciar os ingredientes para dar vida aos saborosos sushis, sashimis, niguiris, e etcs crus: arroz japonês, alga verde, vinagre de arroz (encontrei um treco que parece vinagre branco, mas já é quase um preparado pra fazer arroz japonês), saquê dourado (importantíssimo... ele dá um sabor diferente na comida das cobaias, nosso caso... todo mundo fica bêbado e acaba achando o rango muito bom. kkkkk), manga (muito verde... não vou levar, não) e... sabe que eu tô esquecendo alguma coisa... só não sei o quê.
Já quase anoitecendo, chegam os convidados: Palalávius, Elisa, Mamá, Pedro-Bola e um monte de comida: acelga, cebola, cenoura, brócolis, pimentão, carne de vaca, camarão (é pouco!), salmão (... esse também). Aonde estão os hashis??? EU NÃO CREIO, MEU DEUS... ESQUECI OS HASHIS... quem pode comer yakisoba e sushi com garfo??? IMPERDOÁVEL. Vamos lá, Elisa:  pro supermercado. Tchau, maridos... voltamos logo, tá?
No hipermercado... cadê os raio dessa porcaria de palitinhos? E toca que procura no mercado inteiro (tá bom, a Elisa não vai me deixar mentir... foi só numa parte, mas a gente já tinha rodado a outra parte enchendo o carrinho com mais carne, mais camarão e um monte de conversa fiada).
Nas prateleiras, potinhos brancos, verdes, pretos, alongados, fundos, quadrados, redondos... mas nada de cumbuquinha japonesa (ai, que isso tá ficando difícil). Olha preço daqui, dali, e toda hora vai até a maquininha do infarte (aquela que mostra quanto custa a mercadoria passando somente o infame código de barras). Elisa, toca procurar outra vasilhinha que essa tá cara... olha, essa é bonitinha... infarte... outra, Elisa... e depois outra, e outra... Muitos infartes depois, ficamos com uma cumbuquinha quase japonesa: fundo quadrado, boca redonda e cor verde-limão... E os palitinhos? Carácoles... tem essa ainda... já estamos tanto tempo aqui que as carnes vão apodrecer antes da gente chegar em casa. Anda, anda, procura, olha que  relógio de parede legal, anda mais um pouco... já tô ficando com dor nas pernas... Elisa, quer saber? Vamos levar esses aqui (e apontei um monte deles pendurados num saquinho): eram palitinhos de churrasco. Os olhos da minha querida amiga quase pularam das órbitas e seu sorriso fez par com o da Monalisa: indecifrável... ela ia me xingar, ou rir? Graças a Deus, ela começou a rir... tanto, mas tanto (acho que ela imaginava a cara do meu amigo incrédulo olhando praquilo), que éramos alvo de olhares furtivos (calma, maridum, ninguém queria paquerar as loucas)... acho que eram os seguranças da loja, disfarçados. Mas, eis que não mais que de repente, uma voz conhecida: era uma cliente minha, muito chique e bonitona que também nos olhava: “Mas que vocês estão aprontando aí?” Susto! “Oi, como vai? Nossa, você está cada vez mais bonita”, e não era puxação de saco, não... a mulher está cada vez mais enxutona. “Ai, nem te conto... é o amor. Você acredita que o meu ex não larga do meu pé? Fica chorando pra eu voltar pra ele. Eu? Que nada... tô super bem assim. Minhas filhas não sabem dele, do meu namorado... bom, só a mais nova e a mais velha que quer casar em novembro. O pai dela não quer, não...ah, claro... vai ser bom pra ela, ter o cantinho dela... Ah, mas vocês não podem levar esses palitos de jeito nenhum... não, tem sim... é só procurar. Quer ver? Olha aqui. Meu namorado adora comida japonesa, e agora eu já entendo tudo disso... Olha... esse kit já vem com a bandejinha e hashis, e lugar pra colocar o shoyo... e você escolhe a cor: hashi azul, vermelho, preto...” Tira aquelas coisinhas horrorosas verdes e coloca 9 kits-super-fashion-preto-com-hashis-coloridos. Escolhemos uma cor pra cada integrante do nosso evento, tipo personalizamos os hashis... super chique... uma beleza. “Carminha..." [ainda em devaneios] "cadê o preço?" [acorda pra realidade]. Depois de mais um infarte (último, né?), tira os 9 kits-super-fashion-preto-com-hashis-coloridos e volta as cumbuquinhas de pobre pro carrinho... rápido, Elisa, antes que ela veja.
Em casa, enfim. Não acredito! Por causa da bonitona, esqueci de pegar os hashis palitos de churrasco... vamos ter que comer yakisoba em pote com fundo quadrado verde-limão e com garfo. Que fim de carreira!
Estavávamos nós entrando meio cabisbaixas por causa do completo fracasso nipônico quando dou de cara com o meu secador ligado e duas caras de maridos que estão aprontando alguma. [Fiquei com cara de 'Ai, meu Deus do Céu... parece coisa de boiola']. "Não é nada disso, não, sua bobagenta... a gente só tá secando o arroz"... ahhhh, bom... então tá.


                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
                            ♥
Maridum e Palálavius... não pulem o próximo parágrafo.

[Cá entre nós... olha a cara deles... não tá assim... sei lá... meio estranhos ??!]


Isso, pra japonês, deve ser tão blasfêmico (?) quanto cortar o espaghetti com faca, pros italianos.rs
Em suma... tomamos missoshiro com tofu (delícia!), comemos o yakissoba (divino!!) e tomamos muito saquê também (kkkkk oh, maldade!!!). Não deu tempo pra preparar os sushis, mas o Fábio falou que entrou na fila das cobaias também... vamos marcar outro dia de novo? Dessa vez, compro os hashis... prometo (você vai comigo, né, Elisa?)!

 26 de Fevereiro de 2.010

De nabo pra lua.






























26 de Fevereiro de 2.010

24 fevereiro, 2010

Uma casa mal assombrada.


A casinha lindinha era mesmo toda perfeitinha. Tinha barquinhos de madeira na viga que segurava o telhado aparente na sala, era branca com as janelas cor laranja, quadros delicados nas paredes, tinha também dois banheiros completos... fora da casa e sem janela, somente um vão com batente... mas isso é somente detalhe... além do mais nunca peguei o vizinho, ou algum caiçara, olhando lá pra dentro.
Pra dizer a verdade, a única coisa que me incomodava nela era o fato de que, se o Lemão botasse o braço esticado pra fora da janela dos quartos, ele alcançava o morro. (Recapitulando: uma pousada veio abaixo por causa de um morro atrás dela). Juro que, se chovesse, íamos TODOS dormir junto com o Marcos e a Rose no barco. Sim, porque eles ficaram lá todas as noites... alguém tinha que segurar o bichão na unha se algum vento resolvesse arrebatar nossa embarcação (“nossa”... parece posseiro falando).
Saber que a energia elétrica dependia de um outro vizinho desligar ou não o gerador dava uma sensação de impotência... tipo, ELE tem o poder e nós devemos nos sujeitar... mas era férias, afinal... e tudo parecia muito bom... além do mais a natureza era exuberante ... e não dava mesmo pra voltar!. O sinal da escuridão era que, lá pelas 9 horas (normalmente a hora que ELE vai dormir), as luzes piscariam algumas vezes; e depois disso, seria o breu. Até que ELE foi bem legal e nunca desligou antes de nós estarmos dormindo... aquela semana ele queria assistir tv até mais tarde (observação: ELE tinha televisão... nós tínhamos uma geladeira e chuveiros à gás). O único susto que tivemos foi o meu pai que, sem querer querendo deu umas piscadinhas no interruptor... "Corre! Corre! Tem alguém no chuveiro (não sabia que era à gás). Cadê meus bichinhos (filhos)... acende a vela, cadê os fósforos..." e esses desesperos emergenciais... pra nada! Eita, pai!
As crianças ficaram num quarto, maridum e eu em outro, pai e todas as malas do mundo no terceiro, e mãe resolveu ficar na sala mesmo... mas acho que ela foi a mais bem acompanhada da casa; sim, porque ela tinha a fiel parceria de dois besouros enoooormes que apareciam na sala assim que começava a escurecer... eles vinham mesmo só pra dormir. Gente boa esses bichinhos... eu os chamava de “broches” porque eram bonitos, pretões e grandes, e combinavam com o estilo da casa, nem sei se eram venenosos, mas a gente acreditava que não (Escaravelho do Diabo perto deles era fichinha) e convivívamos em respeitosa desconfiança: eles lá e nós, cá... um olhava pro outro e ninguém mexia com ninguém. Na primeira noite apareceu outro “broche”: uma perereca do tamanho do meu dicionário de bolso em cima da porta da cozinha (rã não sobe em parede, né?).
Bom, todos instalados e jantados (tinham muitos pernilongos ali também), nada melhor que uma conversinha na varanda... lembra das redes convidativas? Pois é, o meu pai estava numa delas e o Lemão foi se instalar na outra... AAAAaaaahhhh... um grito na escuridão... todo mundo chocado... paralisação geral. Era o Lemão! Fomos acudir. A varanda não tinha iluminação, somente a lua e o pouco de luz que vinha de dentro da casinha. Percebemos que a rede que ele se sentou tinha arrebentado... mas somente depois que veio a lanterna pudemos ver o tamanho da encrenca: a altura do piso da varanda era de 3 metros de altura do chão!!! Aí todo mundo resolveu ajudar e foi um tal de puxa, puxa, olha... tem uma perna aqui (só tá faltando a outra)... ai, que ele não vem (carácoles, maridum... chegando em casa, vamos fazer ginástica, né?). De repente baixou o espírito do Hulk no Marcos e ele puxa o Lemão pelo braço (acho que a única coisa disponível por ali... ainda bem que ele não pegou a cabeça) e eis que surge do meio da mata o meu marido... um pouco torto, um braço maior, dor aqui e ali, meio ferido no ego e muito bravo de verdade... aquele caboclo que amarrou essa m%@### podia ter machucado alguém... sei lá... podia ter caído e se esborrachado lá embaixo... ainda bem que existe esse matinho (não economize palavras: era matão mesmo)... ele podia ter matado alguém... irresponsável, etc, etc, etc... Depois de xingar bastante o rapaz, fomos dormir... mas acho que a casinha lindinha era mesmo mal-assombrada.
Algumas fotos da casinha:
1. Chegando de barco e vendo a casinha laranja 2. Marido nos caiaques... olhe a elegância 3.Varandinha 4.Um dos banheiros da casinha 5.Vista da varandinha, já sem a rede do Lemão 6. Vista da varandinha com a outra rede.
[Cique na foto e ela ampliará... pouco... mas dá pra ver melhor um pouquinho].


Como Hulk que é Hulk vira Dr. Bruce, o Marcos foi buscar mais raio-gama (anti-inflamatório) pra garganta. Ficamos sabendo que a Rose escutou o chupa-cabra no caminhozinho de volta pro barco, e aqui eu quero dizer que eu acredito em você, Rose... escutei o credim-cruz também quando eu fui ver a molecada de madrugada (sempre vejo as crianças de noite... pra cobrir, descobrir, dar beijinho... coisas de mãe que não tem mais o que fazer, além de dormir) e parecia um bicho bem mal. De início pensei num leão... como é esse animal que povoa os meus pesadelos de maior suador, logo me imaginei numa savana carioca; mas, pensa, né, louca: leão não sobe morro de pedra... então não era leão. Depois disso resolvemos fechar um pouco mais a casa... esse negócio de dormir com a casa aberta... melhor deixar pra selva de pedra. A Rose não veio mais nos visitar de noite, e eu me muni de toda a coragem que eu nunca tive pra dar uma de sinalizadora noturna e comecei a fazer mais visitas noturnas que costumeiramente eu fazia (fantasma é a mãe! Não você, mãe... só tô xingando genérico). A única coisa que eu encontrei foram DUAS baratas e o meu mundo caiu... a decepção foi como a punhalada do “... até tu, Brutus?” Como (alguém me responda) Como pode existir barata numa casinha tão bonitinha, com barquinhos de decoração, quadros nas paredes e rede na varanda (???) ,e tão selvagem ao mesmo tempo , com leão, broches e rede na varanda ??? Tem dó, né? O meu medo nojo (mentira, é medo mesmo) é tão grande que quando eu vejo a bicha correndo, ela parece ter uns 8 cm; só depois de morta é que diminui pra uns 4(estou tentando convencer algum letrado a redigir uma tese que esses insetos encolhem depois que viram de barriga pra cima... mistérios da natureza). O Tico-tico tem um baralho de insetos, e a carta da barata é a número A6... que acabou virando nosso código lá em casa: “Tem uma A6 aqui”, pronto... hora de me armar com o flitz da despensa.
Bom... amanheceu! Hora de acordar... zzzzzzzzzzzzz (Que sono!)
Café da manhã e... praia! Na verdade foram assim todos os nossos dias... saíamos logo cedo e voltávamos só pra jantar e dormir (ai, que medo!). O bom é que, conforme os dias passavam, o cansaço ia aumentando, o sono ia batendo e as noites iam ficando cada vez mais curtas (por conta de que eu dormia mais mesmo).

24 de Fevereiro de 2.010

20 fevereiro, 2010

...ele gritou: "Tubarão" ??? (!!!)



Minha Minha primeira reação foi dizer que não iríamos... o deslizamento sobre aquela pousada em Angra quase nos fizeram me fez mudar de planos (que tragédia!), mas o sol estava tão quente e o mar estava tão bonito que fiquei até feliz em não ter desistido.
A lancha do Marcos e da Rose é dessas grandes (30 pés??? Sei lá... uns 12 metros) e, caláro, coube toda a família... pai, mãe, filhos, marido, eu e eles (dããã... lógico). Estávamos ainda todos encantados com tudo; putz... que beleza estonteante e o melhor é que o lugar que iríamos ficar parecia mais super-hiper-mega-blaster-legal. Que mais querer, né?
Estava tudo às mil maravilhas... nem chegamos a pegar mar aberto, foi meia hora num caminho “costeante” mesmo. De repente, e não mais que de repente... [stop]... [play]... não foi uma, nem duas, mas QUATRO bestas marinhas vinham em nossa direção. Junto com sua baforada mal-criada, aquelas quatro embarcações-montros, que andavam em fila (tipo uma pegando o vácuo da outra _ eita, mal de brasileiro que acha que é corredor de kart até no mar) traziam uma onda marolisticamente grande. Mas qual o problema afinal??? Nenhum... se eles estivessem em local que não tivessem outras embarcações menores e tão próximas.
Meu irmão até fez sinal (fora a cara de c... olhando pra eles) que ali não poderiam navegar assim. Claro que eles nem se dignaram a ficar envergonhados... dali, com certeza, eram os que tinham mais dinheiro... e menos educação; mas foi nessa hora que me deu uma vontade de chorar... (Dá licença??? Sou sensível)... o Marcos é um cara legal. Ele herdou um comércio pequeno e humilde, e transformou em referência... o que ele se predispõe a fazer, dá certo... e isso por mérito dele. Enquanto eu estava na faculdade, ele já ralava muito... mas empreendedor é assim, eu acho... e todo mundo sabe que a estrela dele sempre foi maior que a lua... e apesar de tudo que ele conseguiu, ele continua sendo muito família. Ele se preocupou realmente com os outros, com os que têm menos condições de se defender; afinal, a onda gerada por aqueles imbecis nos balançou, mas com certeza muito menos que a quase todos os outros que também foram atingidos. Fazer o quê??? Sou assim... mas fala sério... quem, em sã consciência, poderia chorar naquele lugar? Somente uma idiota (se alguém concordar... morre!). Se bem que eu confesso: já chorei até em comercial de televisão!!! (Mas ele era bem triste). Acho que alguém deve lembrar: um cachorrinho ficava no portão latindo pra um homem que passava na calçada, querendo chamar sua atenção, e o cara... nada! Na verdade, o homem tinha recebido o coração transplantado do verdadeiro dono do cãozinho e somente o animal conseguia sentir isso... então ele ficava todo desolado, voltava quietinho pro sofá e ficava lá... olhando a foto dele com o dono já morto. :( ... vou chorar de novo. (Sou emotiva... não tem jeito).


[Muda de assunto, manteiga derretida... daqui a pouco vai chorar de saudades do Bibi...] ... [Verdade!]

O Saco do Mamanguá é liiiiindo. Tem aldeia de pescadores, pousada, montanhas por todos os lados e aquele bração de mar... e a Casa Laranja estava ali, bem no alto do morrinho (bem alto aquele morrinho pra subir com as malas, né?); mas a sorte não nos abandonara nem nesse momento crucial da viagem e, na Casa Azul, tinha uma família linda: pai, mãe, dois filhos adolescentes e um outro menorzinho. Ai, nada como a camaradagem, e os meninos nos ajudaram a subir tudo (a casa deles ficava no meio do nosso caminho).
Chegamos, que amor! Casinha de boneca... quartos com janelinhas de madeira (que nem precisava mesmo fechar muito bem), telhas de barro vermelhinha, dossel nas camas, beliches, outras camas, cozinha com fogão já velhinho, a geladeira parece funcionar bem. A sala com enormes janelas que davam pra uma varandinha sombreada por cobertura de palha... olha só... duas redes na varanda. Deitar ali... olhando o mar...
Chegamos... mas já saímos. Praia!!!
Esse primeiro dia foi também o primeiro dia que eu mergulhei em águas salgadas (antes disso só na piscina do S’Ormindo). Bestiamente MÁGICO... o Marcos foi o culpado de tudo... e agradeço a ele imensamente. Acho que o meu professor de mergulho não poderia ser outro mesmo... ele falou que fomos a primeira melhor turma dele.
Demorou mais tempo colocando cilindro, pé de pato, máscara... ufa!... do que mergulhando BUT ... EU PEGUEI UMA CONCHINHA DO FUNDO DO MAR... e com 7m de água sobre mim. Tive batismo de areia na cabeça e até guardei um pouquinho dentro do biquini pra posteridade... o mar é assim, tipo que nem abismo que a gente não pode olhar pra baixo, só que aqui o problema é não olhar pra cima.
Amigos e família... momento sério agora: é uma parafernalha só, dá um trabalho da chapuleta guardar e limpar os equipamentos, é o ouvido entupindo por causa da pressão da água, é o coração querendo fugir pelo regulador (de medo), é aquele frio constante que vai fazendo a gente tremer devagarinho até a mão resolver enformigar de vez, é a sensação de que, se a gente fechar os olhos, tanto ia fazer estar de barriga pra cima ou pra baixo (e às vezes a gente virava mesmo sem querer... oh coisinha complicada)... mas é a melhor coisa do mundo! Dá pra entender??? Não? Então vai mergulhar... não dá pra explicar.
Quando mergulhei (mais de verdade um pouquinho, no dia seguinte: 11m), a primeira coisa que vi foi uma cobra. Na verdade, uma cobrinha bem bonitinha... amarela com bolinhas marrom... lindinha mesmo... e eu ia afundando na direção da bichinha... [pausa]... é... bonitinha... [pausa]... mas meu corpo terrestre está indo pra ela... é... e quando a gente se encontrar, hein??? ... PÂNICO!... acho que respirei muito e rápido (no susto), enchi tanto os pulmões de ar que eu não conseguia mais controlar minha subida... nem quando eu quis. Pra ser beeeem sincera, maior que o medo da cobrinha foi o desespero de ver a bordinha do mar na máscara... eu subira sozinha! Quero dizer, sem querer... e acho que foi bem rápido... sabia que eu podia ter morrido??? (A Rose bem que falou: “menos, né? Você já soube de alguém que morreu por causa disso”... [pensa, pensa] Nunca, né? Relaxei) Mas subir rápido é sempre um perigo... sorte que eu não morri... nem sei como.
Depois disso não conseguia descer, nem com reza-brava, e meu irmão colocou pedras dentro do meu colete. Lembro que, quando eu o vi pegando pedras lá no fundo, eu pensei: “...mas que raio de hora pra ele pegar pedras pro aquário dele...” (Imagina minha cara-de-tacho-marinha depois que ele foi enfiando elas no meu bolsinho). Bom... vi peixe-papagaio, vi uma estrela do tamanho de uma roda de bicicleta... amarelona, gorda e viva, vi cardumes de peixinhos, vi “sargentos” e até uma tartaruga-marinha. Adorei ver os “construtores”... dezenas deles... trabalhando numa pedra submersa. Que mundo grande lá embaixo e eu sei que nem cheguei perto de saber o quanto.

Olhe aqui algumas fotos:
1. Lugar do primeiro mergulho da minha vidaaa 2. Lugar lindo 3. Lugar lindo 4. Lugar lindo
4. Marina 5.Putz... olha que marido!

Obrigada, Marcos... foi um presente de Natal maravilhoso. Muito obrigada... de coração!
Nossa aventura estava somente no começo... perto de escurecer era o sinal: melhor voltarmos pra casinha lindinha!

20 de Fevereiro de 2.010

08 fevereiro, 2010

... agora eu tô de saída.


Tudo bem que eu vivo um pouco na correria, mas se tem alguém pra NUNCA estar em casa quando eu ligo, ter que desligar o telefone LOGO porque a outra linha está chamando e pra ter que mandar email porque assim ela lê quando PODE... essa pessoa é a Dona Mont.
Ela odeia acordar cedo e a única que tira a bichinha cedo da cama é a D. Luísa... às 6h da manhã, pra irem na ginástica. O resto dos horários estão todos tomados: informática, médicos, encontros, a visitinha do meu tio Enrique, os Vigilantes do Peso (ai, isso é uma constante genética :( BUÀÀÀ )
Uma pessoa tecnológica, daquelas que se recusam a parar no tempo (graças a Deus), sempre está antenada com tudo. Fala inglês (já fiquei sabendo do grupinho, viu, Dona Lu e Dona Vilma!!! Mas vocês vão lá pra aprender ou se divertir??? ... (pausa)...  SE DIVERTIR!!! Muito bem); bom, acho que ela ainda fala melhor o inglês que o português. Se você pede pra ela falar VACA, sai BACA... e se pede pra falar BACA, sai VACA... já existem muitos cientistas linguísticos querendo estudar esse novo mecanismo cerebral dessa espano-portuga-brasileña-quase-ibérica-nata.
Outro forte da minha mãe é a cozinha. Tem tudo lá... fogão, geladeira, lava-louça (essa virou adega do meu pai), pia grande e muitos armários, e a Cida. hihihi. Pois é, ela (a minha mãe) cozinha muito bem suas receitas de família (tipo aquelas: misture água, ou leite, e leve ao fogo... uh-hu, essas eu aprendi direitinho). O João mesmo dizia que você acertava, a receita, quando errava; e errava quando acertava... mas faça-se justiça: a sua farofa é a melhor que existe no mundo. :)
Em você eu confio, de olhos fechados (???) os meus bichinhos (mas cuida direito deles, hein?).
Quando eu era pequena, eu lembro que eu queria o vento no rosto (enquanto o meu pai dirigia na maior velocidade: 60km/h), e você queria fechado porque desmanchava o penteado. Affff! Hoje eu posso deixar o vidro aberto despenteando os meus cachos... menos quando a Cacá está no carro, porque a franja dela é indomável! Aliás, como ela se parece com você!
O que me conforta é que a filha dela, minha netinha, vai puxar pra mim... acho que a natureza é assim: vai alternando a maneira de ser dos entes familiares pra família não cair na rotina, e posso provar: você não gostava do jeito que a minha yaya enrolava as meias pra guardar na gaveta, por isso você sempre deixou as meias esticadinhas; eu, pelo meu lado, enrolo e a Cacá não enrola. Viu? Pela minha teoria, minha neta (que vai chamar Carminha, em homenagem a uma ilustre antecessora. hihihi) vai ser como eu!!! Ai, que felicidade!!!
Dona Mãe, desejo toda a felicidade do mundo... continue assim sem parar mesmo. Acho que puxei pra você!
Beijos.

08 de Fevereiro de 2.010

Aconteceu em Dezembro.


O tempo passa rápido demais...
...tão rápido que parece que vejo as coisas em flashes (-backs???).
(Acho que flash-back é algo tipo anos 70 80, tem a ver com música, né?).


Dia de começar as férias.

Faz uma semana que já estou sem minha fiel-escudeira-do-lar, a Ivi.
(Nas férias ela também tira férias)
A Cacá já tinha ido com minha mãe pra capitarrrr por causa que ia ganhar o Cherry... quem não viu, veja aqui nos comentários.
Marido... vai pro escritório, que alguém precisa ganhar dinheiro aqui.
Eu fico só pra cuidar dos rebentos que sobraram :)
Nossa... arrumei tanta coisa na casa que não sobrou tempo de arrumar as malas (!!!)
Na noite anterior à viagem, dormi quase de madruga arrumando malas (se comentar, morre!)
Dia seguinte.:
Enfia as malas no carro.
Limpa pára-brisa com produto pra não embaçar (Tá chovendo demais em Sumpaulo)
Bota filhos no carro
Bota comida no carro
Uai... cadê os bichos?
Verdade... ontem levou tudo pra sogra.
(Só faltava mesmo botar os bichos no carro pra levar pra sogra)
Abre o portão E-LE-TRÔ-NI-CO e FUN-CI-O-NAN-TE (antigamente o nosso portão eletrônico, com comando de voz, era: “Muié, abre lá o portão!).
Agora sinto que começaram as férias de verdade.
Antes de chegar na portaria do condomínio, marido:
“Dá um golinho de água?”
Eu: puxa o pé, afasta as bolsas, pega a garrafinha, abre a tampinha, e dá pra ele.
Depois que ele bebe, faz tudo ao contrário de novo.
Pegamos a pista.
“Vamos tomar um cafezinho?”
“Ah, tá bom... assim eu compro gibis pras crianças”
E paramos no primeiro posto.
Tudo tranquilo... tão tranquilo... olho pra trás... e minha teoria se confirma: Filhos brincam em duplas.
Marido: “Dá um golinho de água?”
Eu: ??? “tá”
A viagem vai super bem.
“Mamãe... tô apertado”
Neuras.
“Ai, dá pra esperar um pouquinho? Segura aí, no próximo posto a gente pára.”
Roda, roda, roda... um posto.
Que nojo!
Filho faz xixi no matinho mesmo, perto dos banheiros.
Volta pra viagem.
Marido: “Dá um golinho de água?”
Eu: RRRRrrrrr
Roda, roda, roda... o posto G (não vou falar o nome porque como vou falar mal, posso ser processada.)
Marido: “Bom, vamos parar aqui mas... presta atenção: ninguém pedindo aquelas coxinhas de creme... elas são muito grandes, são frituras... vamos pedir um suco e um salgadinho assado”
Entra todo mundo... direto pro banheiro... marido com rebentos.
Tô sozinha hoje! Que estranho...
Chego na área de comida.
Marido pegando suco.
Filhos pegando coxinha de creme.
Eu pegando pão de queijo.
Come tudo, toma cafezinho (Viciados?? Nós???)
Volta pra viagem.
Marido: “ Não gosto desse posto... tem muito ônibus”
Eu: “É, mesmo... e cada gente estranha, credo” (... e de nós? O que será que o povo pensava?)
Marido: “Da próxima vez a gente pára em outro”
Eu: “Ah, tá”
Marido: “Dá um golinho de água?”
Eu: “Mas a gente acabou de sair do posto...”
Marido:”... mas eu tô com sede”
Passa um pedágio, depois de ter passado uns quinhentos, e depois outro, e outro.
Temos o Sem-Parar, então a gente nem sente que está pagando. Uma beleza! Parece cartão de crédito.
Os bocós que ficavam passando a gente super impacientes tinham que nos passar uma segunda vez porque, na maioria dos casos, paravam pra dar o dinheiro.
Eu acho que cada um sabe o valor das vidas que traz dentro do carro... por isso vamos no limite da pista (quase que sempre... quase que nunca fazíamos isso antes de ter filhos)
A Marginal.
Tudo bem, antes ela era muito pior... agora estão plantando umas árvores (Feliz, eu? Eles não estão fazendo mais que a obrigação... mas estou feliz).

"Outro gole de água, môr?" (Tá começando a me irritar...)
Até que fomos bem rápido... estamos contra a maré. Que disparate, né?
Agora só falta a Ayrton Senna... (se ele pedir água de novo, eu peço o divórcio).

Enfim, a casa dos meus pais... (acho que ele leu meus pensamentos e não pediu mais nada).
A Carol? Tem que chamar... está na casa da prima...

Fala sério... cadê as saudades da mamãe, né?

As férias só estavam no começo...

08 de Fevereiro de 2.010

01 fevereiro, 2010

Numa ocasião...


Pois é... esse é o meu pai!
Numa ocasião, ele estava pescando lá longe, no Lago Ness, com um japonês amigo, muito amigo mesmo, de pescaria. O peixe que ele trouxe foi i-na-cre-di-tá-vel de tão grande! Uai... olha aí em cima e você vai ver... quanto ao amigo, juro que ele salvou depois que tirou a foto. Até acho que antes de se aposentar ele pescava mais, mas sabe como é... agora ele faz tanta coisa que nem sobra tempo pra isso. Uma vez que ele foi pra Goiás, e trouxe jacaré, conservado no sal, pra gente experimentar. Sabe que eu não gostei muito não... acho que, diferentemente do bacalhau (que ele faz como ninguém), o réptil não ficou muito demolhado e só bebi muita água aquele dia. Agora... me pergunte o porquê do jacaré salgado e não congelado... Simples: era proibido! (Meu pai adora uma coisa errada!).
A sua relação com o mundo marinho se limitava a pescar, preparar e comer... mas nas nossas últimas férias (vou escrever sobre... calma, multidão que clama sem paciência, e mãe também... hihihi) ele adquiriu a façanha de NADAR com os frutos do mar. O Marcos ensinou e imagino que ele, gostando tanto de comer os peixinhos, deve ter se sentido parte integrante de um ensopado suculento.
Não sei porque cargas d’água lembrei que o melhor remédio, pra ele, sempre foi uma salada (quase literalmente falando): alho, azeite e cebola. Se o seu problema é verruga, frieira, conjuntivite, dor de garganta, ou seja lá qual for... um chazinho ou maceração resolve! Ele me contou que estudou isso nos Estados Unidos... numa outra ocasião.
Ele é um cara gente boa... muita gente gosta dele... até das piadas dele... e pasmem: até ele ri delas (tudo bem que, algumas vezes, somente ele é que ri delas mesmo)... mas tudo bem, né? Ele é pai... então a gente ri também.
Numa outra ocasião ainda, ele veio aqui na minha casa nova só pra trazer umas mudas de plantas e árvores (que pacientemente, cuidou pra mim por quase um ano, enquanto a casa não ficava pronta...) e acabou cuidando foi do jardim inteiro... que não é pouco e nem pequeno... mas ficou tão bonito!
E pra quem não conhece a paella que meu pai faz, podem ficar tristes porque é o melhor prato que eu já comi... é nossa comida de natal e de ocasiões especiais. (É mesmo, né? Oh, paiê, cadê a do teu aniversário??? Já acabou?)

Por falar nisso... Feliz aniversário!

01 de Janeiro de 2.010