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Mostrando postagens com marcador marido. Mostrar todas as postagens
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10 junho, 2011

O meu Príncipe Encantado!


Não adianta ficar com essa cara... tirei do bau essa foto :P
A gente sempre foi amigo. Lembro que você morava no aloja quando eu cheguei e foi um dos primeiros com quem eu conversei... começamos a namorar mesmo na Sessão Maldita, num filme português e, não é por nada, não... todos temos um pezinho na terrinha, mas... ôh, filminho ruim, né? Você lembra dele? (Nem eu... hihihi); lembro que eu ajudei uma defunta a pregar umas faixas na Casa Torta por causa do teu aniversário... você morava com o Felicão, na época, eu acho... e da viagem pra Cabo Frio (lembra da gordinha apaixonada? Afff)
Tinha também a Zozô, uma empregada veinha que não limpava nada (e tinha uma tese de que também não adiantava limpar o fiofó que ele sempre ficava fedido. UI!), mas pra uma república até que estava bom demais... e as festas Brega que eu nunca ia... e aquela tua bicicleta do cão que parecia que ia acabar embaixo de algum carro nas ladeiras de Sanca?
Você falava: " Não se preocupe... meu ângulo de visão é muito melhor do que quem está dentro do carro". Acredito, mas que você já foi muito xingado, isso eu tenho certeza.
O Chiquerinho era o nosso restaurante romântico (eita fase mais mal remunerada, credo) e tinha o bar do Rái e aquele outro embaixo do E1 (caraca... tô ficando velha porque o nome está aqui na ponta da língua, mas não sai)... quanto bolo de cenoura com iogurte de mel batido eu pedi ali.
Os passeios nas cachoeiras, as idas na reitoria, o aloja, os pastos sem patos só com vacas...

É, Marids... te salvei dessa vida.

TE AMO... E MUITOS ANOS DE VIDA  (comigo!)

05 novembro, 2010

Todo mundo tem seu dia ruim



Pois, é... teve uma vez que eu achei que estava tendo um ataque cardíaco e quase fui parar no médico... fui descobrir depois que eram gases. Fora a vez que eu achei que estava grávida (isso logo depois de nascer o Bi), e eu já sentia tudo que era sintoma de gravidez: fome, moleza (principalmente a moleza). Aff! Já estava até me estatelando no sofá tomando cuidado com a barriga... mas não era verdade. Acho que era só a vontade de estar grávida mesmo. Teve também a passagem no hospital, ontológica e mística, por causa de uma queimadura pimentística... quando eu soube que era um caso raro e sem remédio conhecido fiquei lisonjeada e aflita... mas deu tudo certo no final.
Outra noite mesmo, numa daquelas super rotineiras, com minhas andadas sonambulísticas(pra ver se filho está frio... meu Maridum diz que eu sou louca de achar que eles passam frio aqui, nesse calor do cão... mas eu sempre digo: se uma mãe passa frio, então os filhos passam frio também. E ponto final!)

[O que era mesmo que eu dizia??? Hã, sim... numa noite super normal...]

... fui ver meus rebentos e o Tiquinho teve pesadelo (oh, dó!!!) e aí o que eu fiz? Levei pra dormir comigo, porque não tem coisa mais gostosa nesse mundo que dormir com filho (nada contra você, Maridum, mas filho é todo especial), e lá fomos nós expulsar o Lemão, que com toda a sua cara amarrada (ele diz que só dorme bem comigo... mas eu acho que é por causa da cama mesmo... bem espaçosa) e, não obstante, contudo, porém, foi só ele colocar o pezinho no chão e eeu escuto um AAAIIIII (ele, o Lemão) e eu: !!!?? . Bom, deixa pra lá... vai ver que ele torceu a consciência (Uai... naquela hora quem pensa em outra coisa?); mas não é que, quando acordamos pra trabalhar, ir pra escola, etc e tal, meu QM (*Querido Maridum, alguém esqueceu?) veio mancando e reclamando de dor.
"Que c'ouve, Marido?"
"Ontem quando saí da cama, torci o calcanhar, estou mal pra caramba... ficou até roxo..."
"!" (Eu não acreditei, mas não disse nada na hora... quem, gozando de plena saúde (cof, cof) ia torcer o pé de madruga, saindo da cama ??? Impossible, pensei) Bom, fiquei muito chocada, fiz uma cara de Óh! e fomos embora.
Durante aquele dia todo, ele mancando. "Ai, me mostra, vai." Quando vi, quase cai de costas e de remorso: o calcanhar dele estava mesmo meio 'morto': uma cor esquisita, quase esverdeada... não falei nada, mas fiquei preocupada. "Vamos pro Gustavo". Tadinho... qualquer coisa, a gente corre pra ele.
Fui dirigindo pra ele se poupar.
Chegamos lá e eu com a maior esperança de que não fosse nada sério... coisa que não aconteceu: a cara do Gustavo era algo que ia do incrédulo até a anunciação da amputação da perna inteira. Acho que eu, incoscientemente, já rezava um terço inteiro.
Depois de muito pouco examinar, ele sentenciou: "Isso é tinta?"
"Tinta???"
Cheguei naquele lugar esperando mesmo que ele fizesse um milagre, mas nunca uma revelação daquela. "Imagina... cê tá louco?"
Qual não foi a minha cara quando ele começou a passar um algodãozinho com álcool e esse ia ficando V-E-R-D-E !
               
Vide isso, meu povo:
Não vou colocar a cara que ficamos... o Lemão se arrependeu da minha carona até lá.
 "Ai, Jisuis... na frente dela, não!", podia ouvir seu pensamento berrar.
Pois, é, Maridum... liga, não... isso é super normal. Fomos descobrir depois que era a pomada que ele passou quando sentiu dor (hihihi).

05 de Novemvro de 2.010

29 julho, 2010

Se eu fosse mais burra, seria mais feliz!


Bom... era só pra gente dar um pulinho no centro pra buscar as madeiras que o Lemão precisava pra acabar com as mesas do escritório (meu Maridum Queridum sabe marcenariar), só que o dito cujo daquele homem, que-só-precisa-ficar-atrás-do-balcão-escrevendo-o-que-você-precisa, escreveu só metade do pedido. Ai... difícil, né?
"Não, Maridum, não tem problema... as mesas eram pra ficar prontas o fim de semana passado, mas levamos os rebentos pra yaya... e essa semana esse remelento-filho-duma-mãe (que eu falo quase nunca palavrão) não trouxe as madeiras (numa madereira tem o quê? mamadeira??? Ah... uma má-madeira. Infame, eu sei)... não tem problema, semana que vem a gente não acaba porque vai buscar os fiinhos (as férias terminam um dia, né?), mas aí fica pra outra... que vem visita de São Carlos (eeeeeba.... essa é a melhor notícia do blog hoje), e a gente põe as visitas pra lixar. Tudo bem, então".
Já que estamos "solteiros", sem hora pra almoçar, nem nada... vamos comprar uma cozinha de ferro nas Casas Bahia, lá pro escritório? Vamos, sim... mas eu sou muquirana... vamos pesquisar preço. Affff. Foi um tal de conhecer umas prateleiras no Magazine Luiza, uns porta-copos nas ditas Casas Bahia e um monte de puxador branco, cromado, fininho e grossão do Ricardo Eletro.
Pois é... no fim da história, os meus tamancos tipo havaianês já estavam me envergando pra frente, mas eu mantinha minha pose... o Lemão quase nem percebeu as bolhas nos pés... até eu mostrar.
Olha lá (mãozinha abanando que nem rabo de cachorro feliz)... vamos no teatro hoje à noite?... 'Terça Insana'... você conhece? Não? Nem eu... mas é comédia. Oba.

Nove horas. Teatro lotado. Gente nova, tipo um pouco mais velho que adolescente... que legal! Brindamos a crescente cultura nacional.

Escuridão. "Avisamos que é estritamente proibido tirar foto ou limar sem prévia autorização do corpo pessoaartistateatro??? (sei lá... eles falaram um nome comprido para designar a si próprios). Desliguem seus celulares e bom espetáculo!!!"

Entra uma "velha"... começa a tirar sarro da terceira-idade. Olhamos um para outro, tipo quando o espetáculo vai virar comédia?

Entra "a outra"... começa a se vangloriar de ser "a outra da outra". Bom... um casal da nossa idade se levanta e vai embora.

Entra depois uma "garota que acredita no amor" fazendo par com um "cara que só queria saber de trair a esposa"; e depois é um porteiro que reclama pra um cara que não consegue se livrar dele; e depois é "a Carlota Joaquina", da Corte de Portugal, que se junta a dois policiais americanos; e depois uma quarentona que não quer ficar velha... e por aí vai.

"Marido, se você quiser ir embora a gente vai, tá?" e eu perguntei isso bem antes do terceiro quadro (a ordem acima não reproduz a realidade... aliás, nem me lebro se listei todos). Ficamos...

Uma adolescente-tardia estava sentada ao meu lado e ria, ria, ria... do quê, meu Deus, alguém pode me dizer onde está tanta graça????, essa garota estava me irritando. Ela na verdade só parou de rir quando entraram os policiais americanos que falavam inglês, tipo fucker and sucker... mas antes disso... bem antes... tinha um cara com câmera monstruosa de grande (num daqueles camarotesinhos laterais que mal dá pra ver o palco, mas que se vê bem a platéia) e toca que tira foto daqui, tira foto dali; e ele viu a dita mariposa apaixonada do meu lado tirar foto do seu celular... mas não deu outra... em um ou duas frações de minutos, ele dizia... bem nítido e sem nenhum torpor... do corredor da platéia, virado para o meu lado (bem ao meu lado, diga-se de passagem) que "NÃO PODE TIRAR FOTO DO ESPETÁCULO". Ela: "hãããã???". Ele, de novo: "NÃO PODE TIRAR FOTO DO ESPETÁCULO". Como ele iria repetir até que ela entendesse, ela resolveu entender logo.

Acabou a 'comédia' (teve mesmo???). O quadro que eu mais gostei, o último, foi de um cara, o mais velho da trupe, que fazia mímica daquela musiquinha infantil da "Velha a Fiar".




Legal.

"Marido, vamos embora que senão a gente ainda vai ficar sem carro"... sim, porque o cara do estacionamento disse que ficariam abertos até 15 minutos depois que acabasse a peça.
Ah... tudo bem. Então vamos comer, né? Procuramos um restaurante japonês lá no Boulevard... um já estava fechando e o outro parecia que não era legal. Vamos no da Presidente? Vamos. Chegando lá... um garçon puxando o banquinho do guardador de carro pra dentro. "Moço... já fechou?" "Fecha à meia noite, mas pode entrar... faltam ainda uns 17 minutos" Olhamos um pra cara do outro e toca outro rumo na vida: barzinho... restaurante já não deve ter mais. Andamos, andamos... "Ahhhh... lembrei de um", o Lemão falou. "Ufa! Pensei que ia ser miojo em casa mesmo", pensei.
Vinho com lasanha. Ôh, delícia. Nessas horas a gente pensa em quem? Na família. Na impossibilidade de ligar pras crianças (em casa, pelo menos, eles dormem cedo), vamos ligar pra Rose e pro Marcos? Vamos. Nossa, sei que a gente ligou pra falar alguma coisa de bar... mas acho que eu já estava bêbada porque não consigo me lembrar. hihihi só acho que atrapalhamos um filme que eles assistiam. Ôh, Rose... foi mal, hein?
29 de Julho de 2.010

10 junho, 2010

O Meu Véinho............ te amo, viu?


Hoje o meu Maridum Queridum faz aniversárium... acho que ando meio poliglota ultimamente... aff... quanta cultura, hein?
{Volta, Carminha... caramba, como você se distrai fácil, né? Começa com um assunto e logo, quando vê, já está falando de outro. Por falar nisso, estou MORRRREEEEENDO de saudades do Tico-Tico, que foi pra Brotas com a escola. Ops... hehe... ]
Bom... como eu ia dizendo, o aniversário do Lemão, ou Jack Lemon (alcunha herdada da faculdade... e essas coisas jurássicas traz nostalgias profundas... ele adora ser chamado de Jack Lemon)... o aniversário do Jack Lemon é importante pra mim, pois sempre me faz lembrá-lo que o velhinho da casa é ele... sou muuuuito mais nova :-) Mas como todos podem constatar, ele está em plena capacidade física (UI!!!) [mental já não digo... às vezes, ele anda falando sozinho]... vejam seus músculos, que corpão, hein? Mas cuidado, hein, barangas de plantão que estão pensando em dar o gorpe nele: eu tenho um rolo de macarrão e não tenho medo de usá-lo.
Sabe, Maridum, tudo que eu tenho de melhor devo a você... principalmente os meus bichinhos... 3 verdadeiros anjinhos [tá certo que eles falam que você é gordo e barrigudo, além de chato também... mas é tudo por amor... e você sabe disso]... tanto que o Tico teve uns três segundos, hoje, de dor na consciência em viajar bem no seu dia... mas foi só entrar no ônibus que o pestinha não fez tchauzinho nem pra mim. Aff... e eu mal dormi essa noite por conta dele. Tudo bem, né?
Obrigada pelas massagens nas costas e eu te desculpo pelos torcicolos ocasionais.
Obrigada por comprar o limão ontem no mercado, pra fazer a geléia de pimenta, que você tanto gosta.
Obrigada por ser meu marido... porque senão acho que eu ia acabar virando encalhada.
Obrigada pelas inúmeras emoções que você já me deu, todos esses anos... [e ainda gosta de mim!!!]
Saiba que eu te amo de verdade [e isso não é brincadeira] e você é tudo pra mim.
Nesse dia, que você assopra um bucado de velinhas, saiba que você é um ótimo marido e pai e filho e amigo e tudo isso. Você é muito importante pra nós, viu?
Obrigadum, Maridum...

Olha, eu não ia dizer nada, não... mas você reparou no cara atrás de você? Não tô gostando do jeito dele... parece meio estranho, né?

:)  Beijos pra você e mUUUUUUitas felicidades.

10 de Junho de 2.010

30 abril, 2010

Vejo uma luz no fim do túnel


A luz era branca, intensa, envolvia todo o ambiente... era uma porta de entrada pro céu, sem dúvida. Mas aquilo era o quê??? Um pássaro? Um avião? Não... era um homem... NÃO!!! [cara de horror aqui]... ERA O MEU MARIDO!!!!! AAAAaaaa.........
"NÃO ANDE EM DIREÇÃO Á LUZ.... VOLTA! VOLTA!"
"Você tá doida, muié?" Meu QM replicou... QM = Queridum Maridum (aprendi cim as FlyMigas... sou ainda uma FlyBaby. É tipo um grupo de amigas-amélias...hehehe. Não disse... sempre fui Amélia... mas agora chama FlyMiga. Estava meio desatualizada... ah, nem ligo... Amélia, ou Fly... sou eu)
[Eita, Deus... volta, louca]
"Não, Maridum... não nos deixe... volte pra sua família que ainda precisa tanto de você (tudo bem que a gente tem dez milhões de dívidas por causa da casa nova, mas juro que não é nem por isso)... volta, pensa nas crianças...", apelei já quase chorando.
(!!!) <= Isso aí resume a cara dele... "... mas eu vou só ia escovar os dentes..."
Hãããã ??!!?? [eu]
Abri meus olhos um pouco mais... percebi que eu estava na cama ainda. Ué, será sonho? Pesadelo, né?
Ahhhh, entendi tudinho! O meu banheiro é todo branco... mas não é SÓ branco: ele é tudo de mais branquinho do mundo. A janela? Enooooorme e baixa, porque dá pra um patiozinho restrito ao quarto... ah, sim... por sinal, os muros e o chão desse pátio são praticamente BRANCOS... a porta-balcão é de alumínio BRANCO ... e o Sol??? Ilumina, às quase 7 horas da manhã, uma luz BRANCA tão clara que o meu banheiro fica em estado de graça.
Eu, dormindo no escurinho do quarto, levei um susto quando o Lemão abriu a porta do banheiro... parecia que ele entrava no limbo e que as portas do Paraíso (fui boazinha com você agora, hein?) estavam abertas, com São Pedro de braços abertos.
[cara de "Ai, Jisuis, comecei cedo hoje!!!]
Ah! Vou dormir mais um pouquinho hoje (mentira, tem a escola das crianças... mas só até eu me recompor do mico, né?).
Não sei muito bem qual a opção que eu tenho... [pensa, pensa, pensa]... agora que a casa tá prontinha, bem ventilada e BASTANTE ILUMINADA... acho que uma cortininha básica, né?
                                            Preta!                                                    

30 de Abril de 2.010

13 abril, 2010

Vou morrer de emoção...


Hoje enquanto tomava banho de manhã, pensei: "Ué... cadê Maridum? Não está aqui me azucrinando! Sumiu, né? Deve estar tomando café". Saí e, no corredor, dou de cara com quem no computador?? O próprio. Desde sábado ele não é mais o mesmo (ou foi domingo?)... ele foi num clube de xadrez (dia da inauguração teve até champagne francesa... e eu não fui...:( fiquei cuidando dos rebentos) e, depois disso, só quer saber desses joguinhos virtuais. Ainda bem que não se aposta dinheiro (nem esposa... ui) porque do jeito que ele anda perdendo... afff. Ele já foi campeão dos jogos abertos do ano de 1.900 e bolinha... mas agora, só pra você ter uma idéia, o primeiro nome dele era PATÃO aqui na internet... alguém tem moral de perder pra um Patão? Agora, pelo menos, ele mudou pra Jack Lemon... Bandeira da vitória? Só a quilómetros de anos-luz. Tá bom... é meio mentira... hoje mesmo ele ganhou; mas foi por minha causa, embora ele nunca admita (tá bom, você admitiu!_Sei que ele vai ler isto) e foi assim:
"Marido, vai jantar, vai. Sei que você está com fome."
"Calma... agora eu tô ganhando..." (Não acreditei)
Meu marido tinha somente o rei (ufa, né?), dois peões, uma torre e um bispo; mas o outro devia ser o patão novato da vez... um tal de Luis-Carlos (tadinho... e ainda colocou o nome) tinha o rei, um cavalo e um peão. E MESMO ASSIM A PARTIDA AINDA DUROU UNS 20 MINUTOS.
"Pelo amor de Deus, Marido, mata ele logo"
♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫ (ele cantou no primeiro xeque)
Que bom... vai acabar logo, pensei eu.
O cara só tinha duas opções: ou mexia o rei ou o cavalo...  e ainda demorava uns dois minutos pra decidir.
Dali a pouco, meu marido: ♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫
Depois de outros minutos, outro ♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫
E depois mais uns outros quatros ♪ ♫ ♪ ♫ "Xe-qui-to, xe-qui-to" ♪ ♫ ♪ ♫
AAAAaaaaiiiiiii... aquilo já estava me irritando.
"Caramba... ele está me dando um xeque agora" Nem acreditei que, só com o rei e mais uma ou duas peças cada um, o cara ainda tinha esperança.
"Pára de dar sobrevida pra ele... MATA ELE LOGO... " quase gritei em fúria.
"Calma... pra que tanta pressa?"
"Quero escrever no meu blooooog"
"Ah, não... peraí que eu vou ganhar e, se ele pedir revanche, eu não vou dar... que nem um outro que ganhou de mim fez comigo. hehehe" ! hehehe
"Ah, tá bom, tá bom, mas joga logo aí"
"Nossa... agora ou eu perco o bispo ou o meu peão" (ele tinha TUDO isso)
"Ai, Marido, come o cavalo dele logo com o peão"
"???" [Maridum pensando] "Sabe que você tem razão... não tinha pensado nisso..."
Ele gasta os miolos com tantos cálculos que não vê o óbvio.
Depois de mais duas jogadas, o Luis-Carlos só tinha o rei... que ia da direita pra esquerda, e da esquerda pra direita... nossa! Quanta emoção.
"Ganhei... ganhei... uh-huuu"
" ! " (eu) "... então, tá... saí logo daí..."
"... mas peraí... ele vai pedir revanche..."
[espera, espera, espera]
"Não pediu, não! Vai jantar"
Ele foi.
:)

13 de Abril de 2.010

18 dezembro, 2009

Mim ser Tarzan... e você?


Estou deitada na areia escaldante do Deserto do Saara... grãozinhos ferventes que entram até dentro do cérebro... aquela pasmaceira de zóios-parado... tipo quando a gente come demais no domingo, chega aquele soninho bom mas não dá pra dormir porque as visitas vão reparar? Pois é, esse é os zóios-parado... nossa, acho que não tô legal, não. Um camelo enfiou a cabeça no meu campo de visão... e aquele lá parece um tuareg (tuareg, seus inhorantes, é aquele povo doido do deserto que anda de turbantes azuis). As imagens se formam confusas em minha cabeça, mas acho que o camelo está com manchas pretas... mas não é a Chiquinha... será?... e aquele mercenário é somente o Tiquinho com a camiseta quase saindo da cabeça... é, acho que ele já cresceu um pouquinho. Na verdade percebo que eu estava deitada no chão da sala e a areia escaldante é somente a poeira eterna que cobre o meu lar. Tudo isso me levou a pensar: está na hora de comprar ventiladores pra casa. Maridum, vamos torrar grana antes de torrar os miolos. (hehehe... infame, tudo bem... nem precisa falar pensar... já captei.)

Bom, como dinheiro não dá em árvore, é melhor pesquisar preço... e depois de uma meia dúzia de lojas...

"Oi, queria ver ventilador."
"Claro, qual modelo você estaria querendo?"    (???)
"Bom... aquele ali, ó. Quanto custa?"
"Esse é 1-5-9"
"Ah... 159 reais."    E olho já meio torto pro Lemão.
"E esse outro?"
"Esse, deixa ver... 2-4-9"
"249 reais, né?"    Ela só dá uma olhadinha tipo "Cê entendeu, né?"
"E aquele?"    (Uai... só tô pesquisando!)
"1-8-9"
"E você não tem nada aí de 1-0-0?"    Ela ficou desconcertada... acho que não está acostumada a conversar na mesma língua dos seus com uma estranha.
"Tem esse aqui de 89 reais"    Depois desse embate, ela preferiu falar minha língua.
"Bom, tá melhorando. rs"    [O risinho foi sarcástico, e a frase com conteúdo dúbio... mas ela nem notou]
"E esse?"    Testei mais uma vez.
"99 reais"   Ai... a vitória, enfim  
"... mas esse aqui está bem em conta também... só 1-1-9"
Percebi que ela tinha dificuldade com 3 dígitos. Fui embora.

Numa grande loja de faça-você-mesmo encontrei pelo mesmo preço, mas acabei comprando pra não correr o risco de achar que tem um oásis dentro da pia da cozinha... precisava resolver isso com urgência urgentíssima. (Só quem é mulher sabe o que eu estou falando... tem coisas que não dá pra deixar pra depois... sabe, tipo quando dá aquela vontade de comer brigadeiro e não dá nem pra esperar esfriar...) Põe no carrinho, pega a infindável fila do caixa, paga, embala, põe no porta-malas do carro (depois de achar o carro, né?), chega em casa, tira do porta-malas, desembala, mostra pros rebentos e começa a montar... vixe... quanta pecinha... desmonta metade (faltou uma borrachinha), monta de novo. O Lemão, pelo menos, grudou no teto (com muito cuidado, viu? São as crianças [e seu futuro] que vão ficar embaixo). Pronto... liga e... bom, só precisa mudar os fiozinhos de ventilação e exaustão que ficaram trocados. Pronto de novo! (Agora só faltam mais três quartos.)

Felicidade não se compra... mas aquele ventinho custou caro (e não me chama de muquirana, não! Meu marido diz que eu não sou gastona... só não consigo me controlar em loja de brinquedo.  :P  Mas caramba... a gente trabalha pra que, né?).

18 de Dezembro de 2.009

04 novembro, 2009

Meu marido Oscarito \o/


Pronto, maridum... tomei coragem.

Lembra aquela surpresa que eu disse que ia te mostrar e que você não podia brigar comigo, nem dizer que não gostava e achar tudo lindo e maravilhoso? Pois é... tá aqui: É ESSE BLOG! (ai, meu Deus... cara de paisagem aqui).

[pausa]

Ai, Jesuis... meu primeiro comentário (no ditado árabe besta abaixo). Sei lá quem A-DO-RO-U a foto (que não é minha porque eu encontrei no google), mas não disse nada acerca da "profundidade" do escrito (nem dá pra chamar de texto). Por que será, né?

[volta, anta, momento inoportuno pra isso]

Pois é, Morrrr. Eu te perdôo de ter deletado TODAS as minhas mensagens do coração que eu guardava no celular e que você apagou sem pedir ordem (só porque o meu digníssimo aparelho não parava de apitar), te perdôo também por ter me esquecido pra fora de casa no começo de casados (lembra da rua Capivari? Eu não esqueci, não), te perdôo por dormir feito um X na cama (e me deixar só com 30 cm de colchão), te perdôo pelo raio do ar-condicionado do carro no número 4, senão pode-se morrer de calor (meu irmão pensa igual), e também pelas toalhas e roupas penduradas nas portas dos armários (calma, Carminha, calma, isso era na outra casa)...

Por outro lado você sempre matou as baratas pra mim (quando eu gritava chamava gentilmente: LEMÃÃÃOOOOooooo, você dizia que já sabia o que era porque meu tom de voz era inigualável). Lembro o dia que você cruzou a cidade, de noite, pra exterminar com uma... depois voltou pro trabalho.rs Todos os momentos difíceis que a gente viveu e superamos juntos... sempre nós dois...  As crianças pequenas, a época de São Paulo, Descalvado, a falta de grana... mas a gente tava lá, né? E você, muito sabiamente dizia: "Quando a coisa já está na merda, não adianta chorar, senão só piora" (??!??) Tá certo que, às vezes, você mesmo esquecia do que dizia... ninguém é perfeito. Existia aquelas difamadas horas que eu tinha vontade de te estrangular discutir a relação com você, mas sempre me controlei (! rsrs) ... Paciência, como disse D. Arnaldo no nosso casório. Se bem que o melhor conselho que eu já ouvi foi esse: "Se você fizer o outro feliz, ele vai ficar tão feliz, mas tão feliz, que vai querer te ver feliz também; aí ele vai te deixar feliz, e você vai querer retribuir..." Nossa vida tem sido assim, né?

Não me canso de dizer que, se hoje temos nossa casa, nossa empresa produtiva e crescendo, é mais por sua causa que por minha (foi sempre você que deu a cara pra bater: não adianta ter competência... a parte comercial, muitas vezes, conta muito mais. Vide tanta gente boa no mercado que não vai pra frente!).

Por tudo isso e muito mais que eu quero dizer o quão importante você é na minha vida: já não consigo, e nem quero, ficar mais longe de você.

Eu te amo muitão de bastantão.

Beijo.

04 de Novembro de 2.009