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24 outubro, 2011

O melhor vinho de Portugal




Saimos da propriedade pela rua que deveríamos ter entrado, ou seja, saímos pela frente mas que, para nós, parecia ser os fundos e seguimos, uns tantos metros, para virar numa ruinha de terra batida... e não é que, no meio do caminho (ou mato), encontramos isso:


UMA PLACA SUPER BONITINHA NO MEIO DO NADA!
Deve ser bom ser carteiro lá.
Pegamos todo mundo de surpresa, ainda assim nos ofereceram o que tinham de melhor: pão e vinho.
Lembro da primeira e mais longíncua vez que fui a Portugal, e que eu comia uma broa de milho... não sei se acabei me acostumando, mas a lembrança que eu tinha era que era uma delícia. Não comi novamente daquela broa, mas a que nos foi oferecida foi ótima... além do vinho, produzido (orgulhosamente) pelo próprio dono do lugar. Não vou entrar em detalhes da sua produção... afinal, todo mundo deve saber como os vinhos são feitos artesanalmente. Nem vou falar nada.

[pausa]

Tá bom, ó inúmeros leitores que eu tenho, vou contar: são esmagados com os pés. Eca!
Prefiro acreditar que os mesmos sempre são limpos com água sanitária e bombril... mas também, nunca perguntei nada.
Não sei com quem eu conversava sobre a China e suas comidas exóticas, e sei que eu disse que o meu irmão rico, quando foi lá, contou que viu uma menininha... dessas bem novinhas, com uniforme de escola de saia e maria-chiquinha no cabelo, parar numa barraquinha tipo cachorro-quente de calçada. Quando ela se virou é que ele pode ver o que ela segurava: um espetinho de escorpião frito, e era daqueles enormes e pretos.
Aff, que se sou eu fazia ela largar aquilo na base do tapa e voltar pra casa direto da próxima vez.
Essa outra pessoa que não quer se identificar (mentira, não me lembro mesmo), disse que um amigo nunca passou fome lá, mas também nunca perguntava o que era.
[Ahhh, lembrei: era a minha dentista Lígia]
Então, é como o meu pai sempre fala: "Se o cozinheiro comer primeiro, eu como também".
Em suma, algumas vezes na vida, melhor ficar na ignorância mesmo.

[Do que é que eu falava mesmo? Ah, a esmagação do vinho]

Então... eu cheguei a pensar em qual a sensação de ficar esmagando as uvas com os pés, mas isso só quando eu era pequena, agora nem pensava mais, e eu acho que eu achei que era meio que pisar na lama bem mole... só que tinha o agravante de ser bolinhas... então devia ser como pisar em cocô mole de cabrito. Não que eu tenha já pisado em cocô de qualquer coisa que seja (bom, exclua-se daí o cocô de cachorro e de cavalo, que nem é tão pequeno assim, mas às vezes a gente anda distraída, né?). Mas devo dizer (e dar a mão à palmatória) de como era bom aquele vinho! Tão bom que minha própria mãe bebeu...tudo bem que eu não sei se foi a emoção do momento, ou o calor dos infernos, mas que ela tomou... ah, isso ela fez, e não foi um golinho só, não.


A Rosa, esposa do Antonio (já falei que eu tenho um tio chamado Antonio e que a professora do meu pai era Rosinha? Pois é...), ela parecia muito brava, mas com certeza não era porque nem parecia se importar em ceder sua sombra ao seu cãozinho: ia lá ela pra cá, e ele a seguia (por trás, danadinho) e parava na sombra dela... ia lá ela para o outro lado, e o espertinho de quatro patas ia lá se ajeitar de novo na sombra da boa mulher. Acha que eu ia perder a oportunidade? Tirei foto pra documentar.


Mas quem eu mais me identifiquei, entretanto, foi uma 'agregada' da família: a viúva de um filho. Agora não me lembro o nome dela... mas era totalmente doidinha. Era ela que subia e descia as escadas conforme as ordens da matriarca e era quem fazia as melhores poses pras fotos... nem ligava muito para a aparência... dava uma esticada nos cabelos e já punha as mãos na cintura, esticava uma perna, ou empinava o pescoço. E qualquer motivo era motivo para uma foto também: o boi dela, os filhos dele (do boi), a pastagem, a videira... fosse o que fosse. Uma figura!


A sensação que eu tive daquele lugar foram de pessoas simples, um pouco rude, mas com uma vontade enorme de agradar. Acho que fomos assunto deles por muito tempo. Gostaria de ter sentido melhor todo aquele lugar par tentar me reportar aos tempos que meu pai vivia lá. Era até mais perto da casa do 'paizinho' do que eu imaginava, e dava mesmo pra correr lá e se safar de uma boa surra... mas do jeito que meu pai falava, parecia que ele corria quilometros.
Meu pai conta que, quando era pequeno, não se lembra da mãe dele dando um beijo... tempos difíceis... ainda bem que a realidade mudou. E bastante.
:)

15 julho, 2011

O MEU Menino Maluquinho


Este meu filho Pedro Bola... que não saiu de mim, mas foi uma grande influência para o Tiquinho está fazendo aniversário. Acho que, quando estava grávida do Número 3, olhava demais pras artes dese rapazinho e achava tão engraçadinho... pois é... nasceu parecendo irmão gêmeo.
:)
Ele assistia televisão de cabeça pra baixo (as pernas ficavam encima do encosto e a cabeça, no assento)... uma coisa tão desconfortável, mas que dava vontade de imitar.
Lembro do meu cumpadi contando a vez que levou o malacabado no planetário. O bichinho estava tão empolgadão que ia ver os planetas e estrelas, tudo lindo e maravilhoso. Da tropa ele era o mais novo, mas tudo bem... a sua empolgação fazia tudo ficar mais espetacular: a 'palestrinha' antes sobre os atros, a explicação do microscópio gigante, e tudo mais. O microscópio ainda ficava maior pra ele. O monitor do lugar todo entusiasmado, afinal não era sempre que um ser tão pequeno, ingênuo e afetuoso demosntrava tamanha admiração pelo seu 'mastro' poderoso.
Sim, aquele serzinho transformava as visitas escolares entediosas em um grande evento.
A escada que levava para o olho do universo.
Ele subiu... suas perninhas tremiam... a voz embargava.
O monitor explicando que posicionou a lente para que ele visse Saturno... ai, que coisa mais maravihosa: logo aquele planeta tão bonito, com discos... talvez até com saturnianos em sua superfície dando tchauzinho. Quem sabe... imagino que fossem azuis (os verdes são de marte)... sim, porque ele (o babá do 'mastro'donte) explicou que a visualização aquele dia estava ótima...
Ele se posiciona.
O mundo pára.
O monitor esplica uma exclamação de glória.
O pai sorrindo para todos, orgulhoso de um filho tão intelectual.
Meu filho demora olhando... com certeza é a admiração... e, após raros minutos de deleite, ele exclama:
"Você não tem vergonha de enganar uma criança? Não dá pra ver nada!"
!!!
O pobre do rapaz foi da euforia para um mar de depressão... e olha que ele ainda tentou, em vão, explicar que focinho de porco nãoé tomada.
O meu cumpadi queria que um buraco se abrisse no chão, pra ele se jogar (ou talvez jogar o rebento, sei lá) para não escutar mais as risadas (escrachadas e gritantes) dos outros que esperavam na fila.[Explicando pra quem nunca viu o mundo sob o olhar de uma lente de dez milhões de dólares: Quase não se vê nada mesmo... é tudo pequenininho e minúsculo. Só os malucos que vagueiam sob a lua cheia, nos pastos de São Carlos é que conseguem, realmente, ver alguma coisa... e ainda se admiram com isso... tadinho do monitor!)

FELIZ ANIVERSÁRIO E MUITOS ANOS DE VIDA SENDO ASSIM: O MEU MENINO MALUQUINHO
(tá bom, eu divido você com a tua mãe, tá?)
Este é o meu filhão querido... mas que deve ter dado uma vontade de estrangular... ah, isso deve mesmo ter dado.

05 junho, 2011

Paris jamais se recuperou...


Parabéns, amigo... você acabou de ganhar a vontade de voltar aqui. Sim, resolvi pegar uma foto à altura (embora aqui você se encontre meio pequenininho) do carinho que temos por você. Por isso, a comemoração do seu aniversário só poderia ter terminado em Regina...


... e paella.


Foi um dia maravilhoso... comemos, bebemos vinho pra caramba, rimos até envergar e curtimos o que se tem de melhor nessa vida: a amizade e o amor de gente que a gente escolhe pra virar família.

PARABÉNS, PHALALÁVIUS

21 março, 2011

Um desestranho no ninho.



"Parapepelípedo", ele disse.
paralelepípedo! Desta vez eu vou te deixar entrar mas, da próxima você tem que dizer a senha certa, ou não vou poder te deixar passar, tá bom?", ele concordou e já saiu correndo pra dentro da minha casa. Eram os dois: Pinho e Maluquinho, os grandes amigos do Tiquinho.
Na verdade essa é a senha de entrada do meu lar-doce-lar... todo mundo agora bate na porta assim: ♪ ♫ ♪ ♫ Pam-parampam-pam...pam-pam ♪ ♫ ♪ ♫ e, quando eu abro a janelinha, é a hora de falar a senha.
A primeira senha estipulada foi 'Oi', porque era só abrir a porta que os bichinhos passavam feito uns furacõezinhos numa rajada de vento. Imagina uma mãe feliz antes deles: avental de florzinha e cabelo todo arrumado; agora o depois: uma mulher envergada depois de rodar feito um bambolê com os cabelos esgrenhados e o avental tampando as costas. Pois é... essa fui eu. As pestes nem cumprimentavam a gente... depois da instituição da senha, tudo mudou. Ele (principalmente o Maluquinho) falava a senha e, como tinha aquela pausinha básica obrigatória, eu ainda conseguia dar nele um beijo no meio daqueles cabelinhos encaracolados (às vezes até um abraço roubado). Só que a senha ficou muito batida e eu resolvi incrementar: 'Paralelelípedo'... que ele sempre falava direitinho, menos quando estava com muita pressa.
Aqui mostra o niver dele... preparando-se para esfaquear o bolo, e com a gente no clube.


É tão engraçado conviver com esses pequenos seres malacabados... o Maluquinho mesmo: já aconteceu de chegar em casa e, apesar de não ter filho nenhum, lá está ele assistindo televisão sozinho. hihihi O Pinho, então... ele não gosta de verduras ou legumes, mas quem aguenta assim alguém tão chata capacitada como eu falando na orelha o tempo todo? Aqui em casa uso todas as minhas técnicas de persuasão e o bichinho come de tudo um pouco (pouquíssimo, mas pelo menos, come). Ele chega a pedir pra eu esconder o chuchu embaixo de feijão. kkkkkk E tenho provas (foi o Lemão que quis registrar... espero que ele só veja isso quando tiver uns 50 anos).

12 março, 2011

Camarada Elisa



Essa minha amiga já é da família... tá certo que ela veio de brinde quando adotei o marido dela, o Phalalávius, como meu irmão do coração... mas ela é todinha especial.
Uma dessas pessoas que a gente pode contar a toda hora... um ombro amigo que já vem falando tudo que a gente precisa ouvir (mesmo quando a gente não quer), mas nada é impositivo: ela me faz pensar nas coisas de um jeito diferente. E isso é que é legal.
Ela não é certinha (desculpe, amiga... tenho que contar); na verdade pra casar com meu amiguirmão não se poderia esperar que fosse completamente normal, né? Mas já rimos muito juntas, já demos vexame em supermercado, já derrubamos árvore... e algumas vezes acho que ela finge que não me escuta só porque fico resmungando de algumas pessoas.
Essa minha amiga é daquelas que a gente pode contar até pra pagar mico hihihi.

Obrigada por ser assim, desse seu jeito mesmo... e gostar de mim... você faz muita diferença na minha vida.

Que esse ano seja ainda mais especial e cheio de alegrias.

PARABÉNS, AMIGAAAAA !!!!

PS_ Se for mentira que é o seu aniversário, tem dois indivíduos que vão se ver comigo... ah, se vão.

16 dezembro, 2010

Chiqueza pouca é bobagem....


Nada como ser tratada como rainha... ainda mais estando no Reino Unido. (Fala sério, pelo cara dela... sei lá)
Então... em homenagem à minha amiga Larissa, que está lá naquele mundo gelado e de gente estranha, aqui vão algumas preciosidades (que eu não sei se são verdades ou não), pra não dizer que é pegação no pé...

5 Coisas Sobre a Inglaterra que Você não Sabia... ou não deveria saber, porque não faz o menor sentido:

1- Os povos das montanhas da Inglaterra comemoram a páscoa subindo no alto da montanha para ver o Sol e, no dia seguinte, fazem deslizar ovos coloridos que rodam alegremente pelas ladeiras e se perdem na mata.

Será que eles ficam o dia inteiro vendo o Sol e esperam que o outro dia comece pra jogar os ovos montanha abaixo??? Não faz sentido... acho que, se eles forem um pouquinho espertos, devem subir pra ver a Lua.

2-  Nas escadas rolantes, você deve permanecer sempre na direita, para quem estiver com pressa passar correndo pela esquerda.

Ah, tá... essa foi engraçadinha até.

3- Nos banheiros não existem interruptores de luz. Os ingleses acham que eletricidade + água não combinam. Por isso, a luz deve ser ligada através de uma corda ou do lado de fora do banheiro.

... Barbaridade, tchê... falam como se fosse coisa de outro mundo. Tem até um construtor aqui que queria inovar: pra se chegar ao sanitário, ele queria que se passasse pelo box do chuveiro... afinal, o vaso devia ficar bem escondidinho. kkkkkkk. E isso é verídico!

4- Inglês janta por volta das 19h e é a única refeição do dia. O resto é lanche.

Eu já tive essa fase também... que saudades.

5- Você não sabe dizer "Peter Piper picked a peck of pickled peppers. Did Peter Piper pick a peck of pickled peppers? If Peter Piper picked a peck of pickled peppers, where's the peck of pickled peppers Peter Piper picked?"

Exatamente... nem eu!

16 de Dezembro de 2.010

20 julho, 2010

Tô véinha, mas tô feliz.


Eu não ia contar nada, não... mas foi meu aniversário dia 08 de Julho.
Só que aconteceram tantas coisas que não teve como deixar passar em branco.
A primeira de todas, caláro, é o peso nas lombar, a cintura que parece aqueles troncos de sibipiruna velha e as coxas que já foram pro brejo... junto com o resto. (mais? pra quê, né?)... manja? Nem peão assobia mais. Afffff. Mas o que importa mesmo é a saúde (Maridum, se você caguetar do massagista, vai ter morte!)... e já tô casada mesmo... (vai nessa, lambisgóia).
Então, viva eu !!! Parabéns atrasado pra mim mesma.

Bom, melhor começar tudo de novo... as novidades:

Primeiro: Mudamos de novo... dessa vez o escritório!

O local que estávamos já não era nosso (tá bom...nem esse) mas aqui eu posso gritar, esperniar, colocar música alto que a vizinhança não vai reclamar (só Maridum, né... e o resto tudo que trabalha aqui também. Não interna, não).

Segundo: Meu amiguirmão Phalalávius veio junto!!

Nem creio. A gente sempre quis ele perto, mas antes não dava.
Afff... esse é super famoso, chique e já chegou dando o sangue-suor-e-cerveja (bom, cerveja não que ele gosta mesmo é de coca-cola zero), mas contribuiu junto com o nosso mais fiel escudeiro Fábio (Fala sério... é um tal de chamar o Flávio de Fábio, e vice-versa, que eu já falei pros dois que, qualquer um que eu chame de Sofia é pra responder... caramba... já coloquei número em filho pra não me perder... e agora juntou os dois com, praticamente, o mesmo nome.)



Fábio, prometi que ia colocar... aqui vai a que você tirou de nós três embaixo da mesa (e olha que isso vai contra o meu princípio de madame), mas me vinguei e coloquei a outra sua também... ângulo de debaixo da mesa. rsrsrsrs


PelamordeDeus não olha meu cofrinho... dá divórcio !




Terceiro (e mais importante): Meu aniversário foi a primeira festinha no escritório novo!!!

Pra comprovar tudo isso... olha aqui ó, a foto do povo:



 Quem inventou o bolinho foi a minha irmã Elisa... Brigadão, cumadi.
A-DO-RE-I-I-I-I




Que saudades de vocês !!!!!
20 de Julho de 2.010

26 fevereiro, 2010

Tô quase desistindo, né?



Noite de festa... cumpadis na área. Palalávius que se preze, quer cozinhar! (ele cozinha moooooito bem, modéstia à parte, por ele ser meu cumpadi. rsrsrs... praticamente meu irmão... É, sim... ele é o meu irmão escolhido). E por que não culinária japonesa? Hoje em dia, com o advento da internet, das lojas de importados e da eterna vontade de inovar, até um italiano, com primazia em massas, pode se tornar um quase autêntico japonês... somente lhe faltam os olhos puxadinhos. Bom... eles vão trazer as coisas do yakisoba, então vamos providenciar os ingredientes para dar vida aos saborosos sushis, sashimis, niguiris, e etcs crus: arroz japonês, alga verde, vinagre de arroz (encontrei um treco que parece vinagre branco, mas já é quase um preparado pra fazer arroz japonês), saquê dourado (importantíssimo... ele dá um sabor diferente na comida das cobaias, nosso caso... todo mundo fica bêbado e acaba achando o rango muito bom. kkkkk), manga (muito verde... não vou levar, não) e... sabe que eu tô esquecendo alguma coisa... só não sei o quê.
Já quase anoitecendo, chegam os convidados: Palalávius, Elisa, Mamá, Pedro-Bola e um monte de comida: acelga, cebola, cenoura, brócolis, pimentão, carne de vaca, camarão (é pouco!), salmão (... esse também). Aonde estão os hashis??? EU NÃO CREIO, MEU DEUS... ESQUECI OS HASHIS... quem pode comer yakisoba e sushi com garfo??? IMPERDOÁVEL. Vamos lá, Elisa:  pro supermercado. Tchau, maridos... voltamos logo, tá?
No hipermercado... cadê os raio dessa porcaria de palitinhos? E toca que procura no mercado inteiro (tá bom, a Elisa não vai me deixar mentir... foi só numa parte, mas a gente já tinha rodado a outra parte enchendo o carrinho com mais carne, mais camarão e um monte de conversa fiada).
Nas prateleiras, potinhos brancos, verdes, pretos, alongados, fundos, quadrados, redondos... mas nada de cumbuquinha japonesa (ai, que isso tá ficando difícil). Olha preço daqui, dali, e toda hora vai até a maquininha do infarte (aquela que mostra quanto custa a mercadoria passando somente o infame código de barras). Elisa, toca procurar outra vasilhinha que essa tá cara... olha, essa é bonitinha... infarte... outra, Elisa... e depois outra, e outra... Muitos infartes depois, ficamos com uma cumbuquinha quase japonesa: fundo quadrado, boca redonda e cor verde-limão... E os palitinhos? Carácoles... tem essa ainda... já estamos tanto tempo aqui que as carnes vão apodrecer antes da gente chegar em casa. Anda, anda, procura, olha que  relógio de parede legal, anda mais um pouco... já tô ficando com dor nas pernas... Elisa, quer saber? Vamos levar esses aqui (e apontei um monte deles pendurados num saquinho): eram palitinhos de churrasco. Os olhos da minha querida amiga quase pularam das órbitas e seu sorriso fez par com o da Monalisa: indecifrável... ela ia me xingar, ou rir? Graças a Deus, ela começou a rir... tanto, mas tanto (acho que ela imaginava a cara do meu amigo incrédulo olhando praquilo), que éramos alvo de olhares furtivos (calma, maridum, ninguém queria paquerar as loucas)... acho que eram os seguranças da loja, disfarçados. Mas, eis que não mais que de repente, uma voz conhecida: era uma cliente minha, muito chique e bonitona que também nos olhava: “Mas que vocês estão aprontando aí?” Susto! “Oi, como vai? Nossa, você está cada vez mais bonita”, e não era puxação de saco, não... a mulher está cada vez mais enxutona. “Ai, nem te conto... é o amor. Você acredita que o meu ex não larga do meu pé? Fica chorando pra eu voltar pra ele. Eu? Que nada... tô super bem assim. Minhas filhas não sabem dele, do meu namorado... bom, só a mais nova e a mais velha que quer casar em novembro. O pai dela não quer, não...ah, claro... vai ser bom pra ela, ter o cantinho dela... Ah, mas vocês não podem levar esses palitos de jeito nenhum... não, tem sim... é só procurar. Quer ver? Olha aqui. Meu namorado adora comida japonesa, e agora eu já entendo tudo disso... Olha... esse kit já vem com a bandejinha e hashis, e lugar pra colocar o shoyo... e você escolhe a cor: hashi azul, vermelho, preto...” Tira aquelas coisinhas horrorosas verdes e coloca 9 kits-super-fashion-preto-com-hashis-coloridos. Escolhemos uma cor pra cada integrante do nosso evento, tipo personalizamos os hashis... super chique... uma beleza. “Carminha..." [ainda em devaneios] "cadê o preço?" [acorda pra realidade]. Depois de mais um infarte (último, né?), tira os 9 kits-super-fashion-preto-com-hashis-coloridos e volta as cumbuquinhas de pobre pro carrinho... rápido, Elisa, antes que ela veja.
Em casa, enfim. Não acredito! Por causa da bonitona, esqueci de pegar os hashis palitos de churrasco... vamos ter que comer yakisoba em pote com fundo quadrado verde-limão e com garfo. Que fim de carreira!
Estavávamos nós entrando meio cabisbaixas por causa do completo fracasso nipônico quando dou de cara com o meu secador ligado e duas caras de maridos que estão aprontando alguma. [Fiquei com cara de 'Ai, meu Deus do Céu... parece coisa de boiola']. "Não é nada disso, não, sua bobagenta... a gente só tá secando o arroz"... ahhhh, bom... então tá.


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Maridum e Palálavius... não pulem o próximo parágrafo.

[Cá entre nós... olha a cara deles... não tá assim... sei lá... meio estranhos ??!]


Isso, pra japonês, deve ser tão blasfêmico (?) quanto cortar o espaghetti com faca, pros italianos.rs
Em suma... tomamos missoshiro com tofu (delícia!), comemos o yakissoba (divino!!) e tomamos muito saquê também (kkkkk oh, maldade!!!). Não deu tempo pra preparar os sushis, mas o Fábio falou que entrou na fila das cobaias também... vamos marcar outro dia de novo? Dessa vez, compro os hashis... prometo (você vai comigo, né, Elisa?)!

 26 de Fevereiro de 2.010