"Parapepelípedo", ele disse.
"É paralelepípedo! Desta vez eu vou te deixar entrar mas, da próxima você tem que dizer a senha certa, ou não vou poder te deixar passar, tá bom?", ele concordou e já saiu correndo pra dentro da minha casa. Eram os dois: Pinho e Maluquinho, os grandes amigos do Tiquinho.Na verdade essa é a senha de entrada do meu lar-doce-lar... todo mundo agora bate na porta assim: ♪ ♫ ♪ ♫ Pam-parampam-pam...pam-pam ♪ ♫ ♪ ♫ e, quando eu abro a janelinha, é a hora de falar a senha.
A primeira senha estipulada foi 'Oi', porque era só abrir a porta que os bichinhos passavam feito uns furacõezinhos numa rajada de vento. Imagina uma mãe feliz antes deles: avental de florzinha e cabelo todo arrumado; agora o depois: uma mulher envergada depois de rodar feito um bambolê com os cabelos esgrenhados e o avental tampando as costas. Pois é... essa fui eu. As pestes nem cumprimentavam a gente... depois da instituição da senha, tudo mudou. Ele (principalmente o Maluquinho) falava a senha e, como tinha aquela pausinha básica obrigatória, eu ainda conseguia dar nele um beijo no meio daqueles cabelinhos encaracolados (às vezes até um abraço roubado). Só que a senha ficou muito batida e eu resolvi incrementar: 'Paralelelípedo'... que ele sempre falava direitinho, menos quando estava com muita pressa.
Aqui mostra o niver dele... preparando-se para esfaquear o bolo, e com a gente no clube.





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