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20 outubro, 2016

Dia de Milagres



Chegamos em Barcelona... uma viagem infinita.
O Tuim com fome. Mentira, mas como eu fiquei com dozinha da viagem e como ele queria aquela porcaria de balinha ou chiclete que tinha no Brasil (eita, menino patriótico), e a peste do meu primo não tinha chegado ainda, fui comprar numa lanchonete circular quase em frente ao desembarque. Nesse meio tempo, o Jordi chegou e não nos achou, porque estávamos no redondo oposto da visão de quem vai para a porta de desembarque e nós, que não sabíamos que ele já tinha chego, ficamos rodando na lanchonete. Imagina aquela coisa maravilhosa do desencontro. No fim, bem no fim, deu tudo certo e fomos direto pra casa da Pilar.
A cidade é linda a noite.
Depois de pouco falatório: cama. Ainda bem que ela é uma ótima anfitriã. E que bom que ela nos deu hospedagem, porque a grana ainda era curta e eu ainda estava um pouco insegura de sair assim pro mundão.
No dia seguinte, como eu, praticamente já sou uma expert em Barcelona (cof-cof), vou liberar minha anfitriã para mostrar a 'Sagrada Família' para o meu filho. Tá, tudo bem... de novo? Pois é. Não sei o que me deu, mas eu queria algo que ele pudesse identificar como marco da cidade e se lembrar da viagem toda vez que o visse. Então... vambora.
No caminho, fomos vendo as praças, as 'carnicerías' (açougues), peruquerías (cabelereiras) e ríamos de tudo. Caláro que ele não ia se contentar somente em ver as coisas, e queria um donut porque, possivelmente, lembrava o Hommer Simpson; "Chega de bobagens, animalzinho... andando", mas eu sou coração mole mesmo e acabei compensando os donuts por umas cartinhas do Pokemón (ai, desgraça): era um jogo de tabuleiro, com umas pecinhas pequenininhas e umas cartas.
Aí, deslumbramento para mim: a igreja de Gaudí. Enquanto dávamos a volta na dita cuja pra achar o fim da fila da entrada, ele deixou cair um botton do jogo dentro do tapume que protegia algumas obras internas, e eternas, da Sagrada Família. Caraca... nem compramos e já perdeu? Mas o desespero opera milagres, talvez pelo clima espiritual do lugar, afinal, as pessoas são meio rabujentas por lá, mas um operário que passava por ali  e que eu vi pelo vãozinho entre tapumes (algo impossível, por isso o milagre) nos ajudou (esta é a parte 2 do milagre) e nós, por conseguinte, desistimos de entrar (parte 3, porque só eu queria, o Tuim, não).
Ai, que ainda é o primeiro dia e eu já tô morrendo.
Do outro lado da rua, na lateral esquerda da entrada principal, tem uma pracinha aconchegante, com caminhos lindinhos, algumas barraquinhas arruinadas e um lago. Como estávamos com fome e a Pilar só ia nos encontrar no final do dia, o jeito era se arrumar por aqui mesmo. Imagina um lugar que não tem nem um salgadinho de saquinho digno, então, era lá. Compramos uma batatinha frita que nem o meu filho queria comer de tão ruim. Imagina, né?
Por sorte, tinham uns banquinhos de praça pra gente perder um tempo, porque as perninhas curtas do animalzinho faziam que ele se cansasse  a todo momento (tá bom... eram as minhas).
Caia mais batatinha no chão que na boca, e foi quando ele percebeu que tinha um camundonguinho roubando as migalhas. 
Pra quê? 
Foi um tal de alimentar esse mickey que um senhor, de lá mesmo, esperando pela morte (quem sabe hoje?), percebeu o que o Vítor fazia e ria, discretamente.
Por outro lado, o meu filho não se contentava somente em alimentar... tinha que tirar fotos: do ratinho, da ratinha, do amigo rato, dos outros parentes... sim, tinha um monte deles naqueles matinhos. Eu até comentei com aquele velhinho: "Vem gente do mundo todo pra tirar foto de lá (e apontei a Igreja), e ele tirando foto dos ratinhos". O homem se divertiu quando compramos mais comida pros bichinhos.
Passamos o dia andando e comendo bobagens, meus pés queriam um banho de imersão; voltamos nos arrastando pro apartamento dela. 
Ela não estava. Fui comprar um donut pro bunitinho.
Esperamos, esperamos, esperamos, e nada. Já não aguentávamos mais, comprei outro donut pro Vitor e ele sentou na calçada mesmo. Umas 3 hora depois do combinado, chega a Pilar pedindo perdão: a Lolin tinha parado no hospital. Pensei comigo que, se ela demorasse mais um pouco, seríamos nós que ela teria que procurar no hospital.
Reza a lenda, e a Pilar, que antes de morrer, o tio do Jordi, também Jordi (uma imaginação pra nomes), fez que ele jurasse de pé junto que não deixaria Lolin desamparada e que cuidaria dela. 
E a promessa se cumpriu, todo mundo foi cuidar dela, e ninguém de nós.
Maria Dolores era o nome verdadeira de Lolin que se casou com um catalão, mesmo sendo uma murciana. Deve ter sido um escândalo na família, como foi quando o rei Eduardo VIII; mas imagina um rei torto: era ele.
Gostava de mulheres mais velhas e casadas, e acabou abdicando da coroa por causa de uma 2X divorciada americana que, pelo que dizem as más línguas, era quem segurava o chicotinho da relação. Se não bastasse, ele era, supostamente, simpatizante com o nazismo e, por isso, foi designado governador das Bahamas. Mas ela, que não era boba nem nada, preferiu acabar seus dias na noite boêmia da França que catando coquinho no Caribe. Esse escolheu a dedo. hihihi
Então... 
O que lembro de Lolin era de uma mulher loira, parecendo a Farrah Fawcett espanhola, muito bonita; mas com voz grossa de homem. Aff Falava pelos cotovelos e também gesticulava muito. E, quando novinha, recém chegada de Múrcia, foi trabalhar na Canjorba. Imagina o antigo Mapping, ou o Corte Inglés, nos seus primórdios... acho que ela caixa lá. E foi conquistada pelo olhar apaixonado de Jordi: um mancebo, magrelo, narigudo e 10 anos mais novo. Pelo menos ela não era casada.
Dessa relação não surtiram filhos, mas pelo que meu vô Enric falava, eles tinham dinheiro. Jordi, o marido, morreu do coração, e Jordi, o sobrinho, tinha ganho de presente a herança e a mulher do tio: já meio senil e sem muita firmeza nas pernas. Por isso ela caiu... foi num descuidinho da enfermeira que ela caiu de nuca no chão. Outro milagre do dia: ela não ter morrido.
Pois é... entendemos tudo isso. Pilar se redimiu com o Vitor quando preparou um macarrão cheio de manteiga: coloque uma colher de manteiga no prato e jogue o macarrão escaldante por cima. Misture e fique em forma o resto da vida (forma de bola). A mim, ela me conquistou com uma taça de vinho e sem manteiga no meu macarrão.

03 outubro, 2016

Cabeçuda eu?


Como a gente sempre precisa de uma desculpa pra viajar, arrumamos uma: o batizado da Lilóvsky.
Como o Bibi e a Cacá já foram pro Equador com os meus pais, agora seria a vez do Tico viajar comigo. Eita, dureza que não vamos todos juntos... iremos um dia... (Na verdade, não tínhamos previsão para irmos ainda nessa época, mas como o post foi escrito ANOS depois, já tivemos nossa viagem familiar ao exterior, que foi maravilhosa. Atenção aos capítulos a seguir).
E assim, começa nossa nova aventura.

Depois de algumas horas no avião, você parece um panda preguiçoso lambido por uma vaca... e não adianta ficar horas na cabelereira antes de ir pro aeroporto, porque o glamour dos cachos vai durar somente até a hora do jantar do desgosto dentro da aeronave. A pele vai ficando esbranquiçada, e logo aparecem as olheiras, o seu corpo vai ficando lento, o tempo ganha outra cadência e a sensação é de que só se come e não se gasta energia nenhuma... e nada disso é pior do que acontece com o cabelo: ele vai descendo, vai se transformando numa grande pasta e vai escorrendo até que, quando você menos espera, ele já está todo grudado na testa. Pra quem não vive sem chapinha deve ser uma maravilha, mas no caso das cabelereiras-pirulitos-de-vaca (eu, minha filha, minha mãe, minha yaya... ou seja, uma família inteira femininamente de cabelo escorrido) é catastrófico. Quantas vezes não coloquei uma roupa elegante e desconfortável, comprada somente para o momento da chegada no outro país, e acabo parecendo uma louca imigrante com cara de traficante? Bom... não foram taaaantas vezes assim, afinal... mas também não importa. 
Chegamos por fim em Schiphol, o aeroporto de Amsterdã. 
O meu filho Vitor e eu, a caminho do batizado da Lilóvsky, em Roma, e depois Suiça e Espanha.
Mas que gente chique que eu sou, né?
Em 2007, esse aeroporto foi eleito o melhor da Europa ... era melhor mesmo que fosse muito bom: iríamos ficar ali por 8 horas! O rapazinho que me 'ajudou' a comprar as passagens só não tinha me dito esse pequeno detalhe...
Como a gente não tinha pressa fomos correndo pegar as malas na esteira (eu sou um pouco preocupada de que alguém resolva roubar minhas malas vermelhas da Le Postiche,  recém-compradas em 10X no cartão). Uma certeza eu tinha: se elas não tivessem sumido  na Holanda, no Brasil, ou no caminho entre os dois, pelo menos eu não teria surpresas desagradáveis de que alguém tivesse mexido nas minhas coisas... afinal meu Marids embalou as maravilhosas com aquele plástico etiquetado verde limão super chique e que disseram que vem com chip de localização.
Passou uma, outra, mais um milhão de malas e... por fim... elas! As maravilhosas vermelhas revestidas de plástico verde.
Veio a grande primeiro. Pego como quem não sente o peso das lembrancinhas.
E não é que os fiosdumaégua dos carregadores quebraram a alça metálica retrátil? P@##$%
Vamos esperar a outra... já nem tava tão feliz assim, mas a pequena veio inteira.
Imagine a cena: eu com uma mochila muito mais vermelha que as duas maravilhosas nas costas, as duas maravilhosas sendo arrastadas (porque eram daquelas que tem 3 rodinhas e não precisa tombar pra andar), um menininho bunitinho do meu lado com uma mochila preta nas costas e o Bart Simpson no colo... com um detalhe importantíssimo: eu estava com um sapatinho de salto, que não perco a pose por nada!
Que faremos? Que farofa? Banheiro, é claro.
Dilema na porta do banheiro: mas eu não vou deixar o meu bichinho entrar sozinho no banheiro dos homens e ser abduzido por nenhum chupa-cabra-maníaco-assintomático-europeu. "Não, senhor... você vai comigo no das mulheres."
Ele quis a morte, mas ele também tinha medo da Loira do Banheiro (e loiras aqui são muito comum, sabe?). Entramos.
Fui na frente e vi que não existia vivalma.
"Rápido, Vitor... pro último banheiro" Por sorte a cela pipictórica era bem grande e, enquanto eu fazia xixi, ele olhava pro outro lado. Vice-versa, of course.
Saí pra dar aquela arrumadinha no visual. Tô lá me maquiando, escovando as madeixas e, só dá gente entrando... espio que, lá da última cela, uns olhinhos espiam também tudo com pesar... acho que ele se perguntava em como sair dali sem chamar atenção.
Na hora de ir embora, chamo o bichinho... nada... vou até lá... ele se recusa a sair com tanta mulher (umas duas) por ali. Ficamos uns minutinhos dialogando, quando saí, vi uma mulher desconfiada me olhar... dali a pouco sai ele, com um pano cobrindo os olhos e me segurando pra saber por onde andar. Nem morto que ele ia ficar olhando mulheres num banheiro de mulher. Até a mulher riu.
Bom, que faremos agora de novo? Taí uma pergunta que não me abandonou por um tempão. Comer, é claro.
Dentre tantas opções, o tanqueirinha-mor queria o quê? Um McDonald's. Tentei explicar que o gosto era igual no mundo inteiro porque se tratava de uma comida em pasta modeladacom formato de hamburguer, mas que nada! Ele queria ter certeza e tirar a prova dos nove. Vamos, né? Afinal eu já estava com dozinha dele por tudo que ele já tinha passado e ainda passaria... culpa minha, não dele de ficarmos ainda tanto tempo ali. Aliás, culpa do operador da agência de viagem, mas deixa pra lá.
O piso do aeroporto todo era um piso frio... mas, não sei por que cargas d'água, BEM NA FRENTE DO MCDONALD'S existia um pedaço de piso de madeira... pra dar um charme, né?... mas foi bem ali que eu fui pro chão, espatifei, fiquei feito um ovo estalado, esparramado, com os cascos pra cima e toda a dignidade pra baixo. Fez um barulho do cão e isso muito me preocupou, afinal, primeiro mundo devia ter medo de atentado e nada mais discreto do que um ser como eu, acima de qualquer suspeita, para ser uma mulher-bomba... atenção, inhorantes: mulher-bomba; nunca mulher-canhão!
Só não fiquei com mais vergonha do que a vergonha que eu fiz o Tiquinho passar; mas ele manteve a pose e me acudiu, e ainda olhou o meu joelho e cuidou de mim.
Depois daquele incidente, quem levava as malas era ele, e quem dizia por onde ir também......... :P
O esquema da comida era um pouco diferente porque a gente pedia primeiro e ia com a comida no check-out (caixa) pagar. Como aqui a gente paga primeiro e depois pega a comida, deixei a comida lá, fui pagar, vi as pessoas com a comida pagando, voltei pra pegar o lanche e paguei. E atenção: Isso tudo sem mancar depois do tombo na frente de todos eles. Pois é... ninguém me acudiu, mas devem ter me achado um pouco estranha. 
Estranhos são eles, povo branco e de cabelo amarelinho (ainda que nem todos fossem assim).
Bom... depois de comer, fomos andar. 
Nós dois e as malas andamos muito. Por sorte,por sorte o aeroporto era grande e tinha muita coisa pra fazer.
Lojas, bares, banheiros, chaveirinhos de tamancos. Gente comendo, conversando, gente bonita no geral... e nós andando. As lojas eram pequenas e sem muito atrativo para nós, porque eram roupas, artigos de luxo, jóias, relógios. Que a gente ia querer?
Depois de andar muito e mapear todo o lugar (estava me sentindo naquele filme: "O Terminal", com Tom Hanks), já sabíamos onde comer, onde ficavam os guardinhas e que tinha uma funcionária da limpeza que era mal-humorada, como no filme.
Ela não nos deixou ficar numas cadeiras porque ela ia limpar. Claro, demos razão a ela, saímos... mas depois vimos que a grande limpeza dela não passava de um paninho muito do mal passado e enxaguado numa água suja pra burro. Começamos a rir porque, pra fazer uma porquice daquelas a gente podia ter ficado onde estava mesmo; ela percebeu, falou algo que a gente não entendeu com um outro lá, mas nos vingamos falando mal dela em uma língua que ela também não entendia: a nossa! E rimos de novo.
Passamos por uns restaurantes chiques e achei que tinha visto um mafioso. Melhor sair dali.
Fomos num espaço tipo galeria de arte aberta com pessoas sentadas em bancos psicodélicos. Eram umas pessoas estranhas com jeito esquisito, saímos de lá também.
De tanto que andamos, ficamos cansados, e a dor de garganta de quando saímos do avião começou a querer ficar pra sempre, e se manifestar. Caramba... melhor comprar um remédio.
E agora? Como comprar anti-inflamatório sem falar nem o meu inglês macarrônico? Cadê uma farmácia? Bom... existia uma drogaria lá do outro lado de onde a gente acabara de vir. Toca voltar. Chegamos feito retirantes: cansados, com sede, arrastando os pés e, tenho certeza, se a gente levantasse a palma da mão, davam uns trocadinhos.
Entramos, mas era uma perfumaria... tinha de tudo: cosmético, fragrâncias, desodorantes, protetor solar... cadê os remédios? O Tico me mostrou, mas eu não consegui escolher qual. Vamos procurar mais. 
Dali a pouco, o bichinho sumiu. Dali outro pouco, chega ele e uma moça com um remédio na mão: ele já tinha explicado que eu, a mãe dele, estava com dor de garganta e ela havia pego o remédio, no mesmo monte que ele tinha me mostrado antes.
Ele cuidou de mim. Que gracinha.




Olha a farmácia aí ------------>




Quando saímos de lá, paramos numa loja de brinquedos. Comprei um lego que se transformava num barco-anfíbio, num helicóptero ou num avião super-sônico.
Descobrimos, depois de somente umas 3 horas, que tinham poucos lugares pra gente ficar.
Fomos pro mais quietinho, na parte de cima. Era legal porque eram cadeiras de dormir, colocadas em duplas, viradas para o vão do pé direito duplo do hall principal.
Tinha gente dormindo, com as malas largadas perto das pernas, mas não tinha um par de cadeiras juntas sobrando... esse povo não tinha medo de ser roubado. Ficamos numas mesas ali perto, pelo menos o Tico montou e desmanchou o lego várias vezes.
Cansei de descansar, vamos andar. 
Nós e as malas andamos muito de novo. Por azar, o aeroporto não era tão grande assim e não tinha mesmo muita coisa pra fazer.
A internet gratuita não funcionava, então compramos, num bar, acesso por meia hora... queria dizer que ainda estávamos vivos e bem. Até o barman ficou com dozinha do Vitor, do jeito como ele me tratava e me ajudava, e deu um agrado a ele: um desses brindes gratuitos da cerveja Heineken. Era um radinho AM FM em formato de bola de futebol, com uma fita pra colocar em volta do pescoço e  fones de ouvido. O homem foi tão gentil que não tivemos coragem de dizer que o radinho não funcionava... quando chegasse no Brasil ia ver se eram as pilhas, mas não vi até hoje.
Num outro lugar, aquele que a internet grátis não pegava, estávamos comendo alguma coisa quando vimos, na mesa do lado, uma mãe e duas filhas comendo também. A menina mais nova estava de pijama cor-de-rosa... hihihi... sim, pijama. Eita, povo esquisito.
Quando conseguimos sentar numa daquelas cadeiras de descanso, vi um árabe dormindo. Ele tinha muito jeito e cor do deserto, e usava turbante. Tinha uma mala de couro bem bonita, mas não parecia que tinha muito dinheiro, não.
Quando dei por mim, já estava na hora ... ALELUIA ... vamos pro embarque de novo.
Chegamos, por fim, ao nosso gate, quase correndo, que eu só não posso perder esse avião e ficar mais meia hora sequer nesse aeroporto de novo.
Ainda bem que tinha bastante tempo porque andamos pra dedeu. Descemos umas escadas e pronto! Agora era esperar o avião abrir as portas.
Que vontade de ir no banheiro.
Toca subir tudo de novo (e com as malas na mão, porque não tinha escada rolante) pra voltar de novo lá pra baixo pra pegar o avião.
Quando deu tudo certo, abriram os portões... e fomos a pé pro avião, andando pela pista, no meio dos carrinhos de malas e outras aeronaves.
A última vez que eu andei na pista pra pegar um avião, quase morri... mas isso é outra história.