Bom... era só pra gente dar um pulinho no centro pra buscar as madeiras que o Lemão precisava pra acabar com as mesas do escritório (meu Maridum Queridum sabe marcenariar), só que o dito cujo daquele homem, que-só-precisa-ficar-atrás-do-balcão-escrevendo-o-que-você-precisa, escreveu só metade do pedido. Ai... difícil, né?
"Não, Maridum, não tem problema... as mesas eram pra ficar prontas o fim de semana passado, mas levamos os rebentos pra yaya... e essa semana esse remelento-filho-duma-mãe (que eu falo quase nunca palavrão) não trouxe as madeiras (numa madereira tem o quê? mamadeira??? Ah... uma má-madeira. Infame, eu sei)... não tem problema, semana que vem a gente não acaba porque vai buscar os fiinhos (as férias terminam um dia, né?), mas aí fica pra outra... que vem visita de São Carlos (eeeeeba.... essa é a melhor notícia do blog hoje), e a gente põe as visitas pra lixar. Tudo bem, então".
Já que estamos "solteiros", sem hora pra almoçar, nem nada... vamos comprar uma cozinha de ferro nas Casas Bahia, lá pro escritório? Vamos, sim... mas eu sou muquirana... vamos pesquisar preço. Affff. Foi um tal de conhecer umas prateleiras no Magazine Luiza, uns porta-copos nas ditas Casas Bahia e um monte de puxador branco, cromado, fininho e grossão do Ricardo Eletro.
Pois é... no fim da história, os meus tamancos tipo havaianês já estavam me envergando pra frente, mas eu mantinha minha pose... o Lemão quase nem percebeu as bolhas nos pés... até eu mostrar.
Olha lá (mãozinha abanando que nem rabo de cachorro feliz)... vamos no teatro hoje à noite?... 'Terça Insana'... você conhece? Não? Nem eu... mas é comédia. Oba.
Nove horas. Teatro lotado. Gente nova, tipo um pouco mais velho que adolescente... que legal! Brindamos a crescente cultura nacional.
Escuridão. "Avisamos que é estritamente proibido tirar foto ou limar sem prévia autorização do corpo pessoaartistateatro??? (sei lá... eles falaram um nome comprido para designar a si próprios). Desliguem seus celulares e bom espetáculo!!!"
Entra uma "velha"... começa a tirar sarro da terceira-idade. Olhamos um para outro, tipo quando o espetáculo vai virar comédia?
Entra "a outra"... começa a se vangloriar de ser "a outra da outra". Bom... um casal da nossa idade se levanta e vai embora.
Entra depois uma "garota que acredita no amor" fazendo par com um "cara que só queria saber de trair a esposa"; e depois é um porteiro que reclama pra um cara que não consegue se livrar dele; e depois é "a Carlota Joaquina", da Corte de Portugal, que se junta a dois policiais americanos; e depois uma quarentona que não quer ficar velha... e por aí vai.
"Marido, se você quiser ir embora a gente vai, tá?" e eu perguntei isso bem antes do terceiro quadro (a ordem acima não reproduz a realidade... aliás, nem me lebro se listei todos). Ficamos...
Uma adolescente-tardia estava sentada ao meu lado e ria, ria, ria... do quê, meu Deus, alguém pode me dizer onde está tanta graça????, essa garota estava me irritando. Ela na verdade só parou de rir quando entraram os policiais americanos que falavam inglês, tipo fucker and sucker... mas antes disso... bem antes... tinha um cara com câmera monstruosa de grande (num daqueles camarotesinhos laterais que mal dá pra ver o palco, mas que se vê bem a platéia) e toca que tira foto daqui, tira foto dali; e ele viu a dita mariposa apaixonada do meu lado tirar foto do seu celular... mas não deu outra... em um ou duas frações de minutos, ele dizia... bem nítido e sem nenhum torpor... do corredor da platéia, virado para o meu lado (bem ao meu lado, diga-se de passagem) que "NÃO PODE TIRAR FOTO DO ESPETÁCULO". Ela: "hãããã???". Ele, de novo: "NÃO PODE TIRAR FOTO DO ESPETÁCULO". Como ele iria repetir até que ela entendesse, ela resolveu entender logo.
Acabou a 'comédia' (teve mesmo???). O quadro que eu mais gostei, o último, foi de um cara, o mais velho da trupe, que fazia mímica daquela musiquinha infantil da "Velha a Fiar".
Legal.
"Marido, vamos embora que senão a gente ainda vai ficar sem carro"... sim, porque o cara do estacionamento disse que ficariam abertos até 15 minutos depois que acabasse a peça.
Ah... tudo bem. Então vamos comer, né? Procuramos um restaurante japonês lá no Boulevard... um já estava fechando e o outro parecia que não era legal. Vamos no da Presidente? Vamos. Chegando lá... um garçon puxando o banquinho do guardador de carro pra dentro. "Moço... já fechou?" "Fecha à meia noite, mas pode entrar... faltam ainda uns 17 minutos" Olhamos um pra cara do outro e toca outro rumo na vida: barzinho... restaurante já não deve ter mais. Andamos, andamos... "Ahhhh... lembrei de um", o Lemão falou. "Ufa! Pensei que ia ser miojo em casa mesmo", pensei.
Vinho com lasanha. Ôh, delícia. Nessas horas a gente pensa em quem? Na família. Na impossibilidade de ligar pras crianças (em casa, pelo menos, eles dormem cedo), vamos ligar pra Rose e pro Marcos? Vamos. Nossa, sei que a gente ligou pra falar alguma coisa de bar... mas acho que eu já estava bêbada porque não consigo me lembrar. hihihi só acho que atrapalhamos um filme que eles assistiam. Ôh, Rose... foi mal, hein?
29 de Julho de 2.010














