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21 novembro, 2009

Dia de Formatura





Já na saída do aeroporto Juscelino Kubitschek alugamos um carro... nem me lembro direito qual, sei que não era grande; e fomos logo para o apartamento do nosso amigo Marcos, outro Marcos, que chegou depois de nós (mas nos recebeu com seu carinho imenso, como de costume). Conheci sua namorada... loiraça... linda... e tão legal quanto ele; Manu, minha cunhada (PERDÃO... você participou do post anterior... você veio também naquela gazela do ar!) nos levou para visitar os edifícios-hospedeiros de nossos governantes. Sinceramente, achei tudo muito caidinho... o Palácio do Planalto, em obras (realmente imagino que precissasse, em vista dos demais prédios públicos dos Ministérios... tão decadente!) [entenda com segundas intenções quem quiser]. Vi a Catedral, com seus vidros quebrados, a Esplanada com um monte de índios, se não me engano, fazendo acampamento... pareciam ciganos (ou será que eram do MST?) [Acho que não, esses deviam estar invadindo alguma fazenda ou destruindo pesquisas de 30 anos em algum lugar] e o Palácio do Torto... com um caminho torto para chegar lá.

Ai, Manu... ela consegue ser super chique, tipo refinada mesmo, quanto moleca e atrapalhada... já nasceu com isso :) Lembrei de uma HH (História Hilária). Era numa roda de gentes importantes (roda mesmo, tipo todo mundo formando um círculo com suas cadeiras), tomando alguma decisão importante. E onde estava Manu? Lá. Sentadinha (sei lá se com tédio ou não) balançando o seu pezinho e, certamente, fazendo cara de compenetrada quando (não mais que por instante de distração_um ventinho no pé_tensão_isso só pode ser mentira)... o sapato cai bem no meio de todo mundo. Fez-se um silêncio gutural (tudo bem, o silêncio é mentira, foi só pra dar clima na narrativa.rs)... mas de qualquer forma, deve ter acontecido uma pequena pausa para que, quem defendia sua teoria, pudesse engolir a saliva (ou a risada). kkkkkkkkk. Ela? Acho que essa é a melhor parte (hihihi) não se levantou, não! Com toda a sua finesse foi abaixando na cadeira, quase se deitando, e esticando a perninha (Quarteto Fantástico, chama o Homem-Elástico aí um pouquinho) foi esticando, esticando... enquanto se segurava com as duas mãos na cadeira e ouvia os risinhos dos seguranças mais atrás (que ódio deve ter dado, em compensação, imagina a satisfação deles!!!)... esticando... até que conseguiu fisgar o fujão... aí foi só vir puxando, puxando... Tudo bem que a perna deve ter demorado alguns dias pra voltar ao tamanho normal, mas acho que ela disfarçou bem quando saiu de lá. kkkkkkkk . Essa é a Manu. Tem outra também... quando fazia uma avaliação oral de mestrado, lá no Equador, e ela (toda atrapalhadinha) disse, em seu portunhol, que "estoy me sentindo um poco embaraçada!"... todos riram, porque não se pode estar MEIO embaraçada. Ou se está, ou não. Embarazada, em espanhol, é grávida! Outra pérola foi a professora de francês que ela arrumou para que ambos, Manu e meu irmão, estudassem a língua: a filha de uma amiga (aliás, muito amiga da Cacá, quando ela esteve lá). Ela devia ter a idade da minha filha, uns 12 anos, na época, e ensinava-os com sua cartilha...  onde um castor falava e cantava (kkkkkkk). Meu irmão não suportou e, quando reclamou, ela disse para Manu (com todo seu ar de autoridade) que desse um jeito nele porque senão seria impossível! kkkkkkkk
[acho que me empolguei.. um beijo, viu?]

No dia seguinte... the day after... foi O DIA.

Oito horas da manhã eu já me aprontava, e toca tomar banho, lavar cabeça, colocar uma roupa (não, não ficou bem), outra, toca a por bóbis no cabelo (???) (e eu lá sou disso? Não! Mas nesse dia, tudo valia... ), e seca cabelo, e puxa, estica, passa laquê... onze horas todo mundo lá. (Lembrem-se: o carro já era pequenininho, e agora ainda tinha o Marcos, meu irmão... era todo mundo de terno e gravata, numa lata de sardinha).

Somente dois convidados de cada formando poderiam participar da 'colação' ao vivo, num salão do Itamaraty... o resto do povo, no subsolo, vendo por um telão. Os dois convidados: Manu (caláro) e meu pai (representando os pais, e filmando o evento). Nós, réles mortais, ficamos apreciando a fuzarca antes do início... pelo telão. Depois começou o cerimonial, vimos o Lula, e outras autoridades... pelo telão. Cada formando que era chamado se levantava e a gente só vendo... foram 100! Sei que, pelas tantas, vimos o meu pai e a Manu... rs... ele, dormindo e ela, quase. rsrsrs, e tudo pelo telão. Como nós, todos viram, mas acho que foi rápido... ninguém percebeu... só nós, né?

Depois foi o comes-e-bebes no último andar. Ai, a vista, sim, era liiinda. Todo mundo com medo de fazer feio, comendo devagarinho, bebendo pouquinho. Sei que, de repente, minha cunhada me puxa e fala que o Lula estava lá, tirando foto... fomos, né?

"Olha lá, teus irmãos estão tirando foto... vai lá, Carminha". Caláro que eu fui... quase barrada pelos seguranças do homi porque eu segurava um copo de vinho branco (tudo bem, não vou dividir com ele, não!), mas Manu, rapidamente, pegou o copo e lá fui eu.

Do lado dele estavam mesmo meus irmãos Mar-Maurício e Mauri-Marcos (meu pai sempre começa chamando por um e é o outro que ele quer... por isso chamo meus filhos por números... deve ser uma falhinha genética...). Bom, mas eu me plantei feito dois de paus e pedi, gentilmente "Ai, tira uma foto comigo?" "Claro, querida!" o Presidente do Brasil assim falou (ai, sou o máximo, pensei... tudo bem que eu já tinha tomado uns vinhinhos, né?). Ficamos nós três monopolizando o Lula enquanto esperávamos o meu pai (que fazia mais poses que nós todos) tirar o raio da foto. Sei que teve uma hora que o Supremo do Brasil ia se retirar... eu segurei o dito cujo pelo paletó (gentilmente) e falei "Espera um pouquinho" "Mas onde você está olhando?" (Nada de besteiras, seus besterentos. Ele queria saber em qual câmera.) "Naquela.", e apontei o meu pai. O olhar do Supremo pairou sobre o português e ele assim retrucou: "Que nada... olha praquela_ali que você só tem a ganhar", e ele apontou pro fotógrafo oficial da Presidência da República. Depois disso ele foi embora, e a gente perguntando: "Ô, pai... tirou ou não?". Tirou. Saímos todos olhando pra câmera e o Lula pro outro lado (pro oficial) e, na foto do 'oficial', saiu o Lula olhando pro lado certo, e nós todos olhando pro meu pai.

Parabéns, Cinhozite... depois desse momento mágico, comemos de montão, e tiramos tudo que era foto lá de cima. Depois de nós, só os que trabalharam no evento é que sobraram.

21 de Novembro de 2.009

4 comentários:

Manu disse...

Foi,realmente, uma viagem muito legal, né? Obrigada pela homenagem! Eu e meu sapatinho agradecemos... hehehehe

eu mesminha... disse...

Manuelita, essas suas pérolas merecem um blog... tenho certeza que você teria muito mais coisas a contar que eu. rsrsrs

Beijos :)

Palalávius disse...

Pode me botar na lista de leitores assíduos!

eu mesminha... disse...

rsrsrs... obrigada, meu amigão.

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