Um boi... assado, frito, cru, qualquer coisa... minhoca no palito.
Se eu já estava ficando mal-humorada (as únicas coisas que me tiram do sério são: fome e sono... credo, fico muito chata quando estou com sono), imagino as grávidas. Por sorte, que elas não são nem burras, tinham uns salgadinhos, petiscos, lascas de pão... mas só elas comeram.
Chegamos em Esposende... ôh, terras distantes... imagino Cabral quando viu banana, maracujá e coco! [Tô mesmo com fome]
Aí, o Marcos, nosso motorista-mor (mor-todefome) ficou escolhendo um restaurante. Estava ficando tarde e o resto do povo, preocupado. Pegamos a via beira-mar e fomos até o fim, e depois voltamos de novo... os que não estavam fechados, estavam fechando. Era umas 11 da noite.
MARCOS, PELAMORDIDEUS PÁRA EM QUALQUER BURACO.
Foi praticamente o que eu falei quando eu vi um restaurante chamado ‘O Buraco’
No começo ele não parou, mas depois, por falta de opção, voltou lá.
“Vai lá, Carminha... vê se a cozinha ainda está aberta”
Lá fui eu.
Cheguei timidamente na porta e vi que as mesas ficavam um metro abaixo do nível da calçada... daí o nome. Mas, mais rápido do que eu cheguei, eu saí: as mesas estavam dispostas em formato redondo e só tinha homem sentado lá dentro... bebendo e falando alto.
Cheguei, parei, olhei, todo mundo se calou e olhou pra mim... os bêbados, os garçons... meu Deus, será que eu estou descabelada? Será que eles estão pensando que eu vim de Varginha? Tô meio verde? ... aí eu saí quase correndo, né? Foi tudo tão rápido que tudo aconteceu numa respirada e meia... tá certo que eu já nem respirava do sustão.
No carro eu ainda levei uma bronca porque não perguntei nada.
Foi, então, a vez do meu pai ir lá fazer a pergunta que não queria calar: “Tem comida? Temos duas grávidas famintas... “
Eita, gente sem coração... praticamente escurraçados. Fomos embora.
O coração agora ficou no desespero... ai, Jisuis, onde comer?
Vamos pro restaurante do hotel, nossa última opção.
Demos com a cara na porta: Fechado.
Desespero total... vamos ter que comer carne humana mesmo.
Lá perto do farol... Tem um snack-bar.
Lá fui eu de novo. Acho que eu tenho a cara de quem consegue resolver as coisas... sempre sou eleita pra isso. :P
Catei um garçon e já fui abraçando suas pernas, em prantos, com o desespero estampado em cada ruguinha do rosto (véia é a mãe! Eram somente rugas de preocupação.)
“Por favor,
Depois daquela explicação sucinta e desesperada, ele falou ainda sem muita vontade que a tropa podia entrar, mas nem todos os pratos da cozinha estariam à disposição.
Dá ainda pra escolher? Numcridito.
Vamos lá, macacada... vamos comer!!!
Comecei a balançar os braços no ar, a gesticular a boca, tipo "VEM LOGO ANTES QUE ELES VEJAM QUANTOS SOMOS" (não vou gritar que eu sou chique, apesar de tudo), dei o sinal de fumaça, soltei fogos de artifício... e o tanto de gente que começou a entrar pela porta deve ter deixado o garçon arrependido de ter dado ok pra nós: meu pai, minha mãe, dois irmãos, duas grávidas e eu que já esperava todo mundo. Pelas caras pareciam mesmo retirantes.
Sentamos, pedimos rapidinho, comemos, comemos, comemos.
Uma coisa que não tínhamos notado é que o farol soltava uns apitos... e eita apitaiada alta, credo... talvez não tenhamos notado porque não tínhamos ainda parado na cidade. O garçon-dos-céus disse que não era sempre que tocava, só quando o mar estava mais arredio ou o vento mais forte, ou sei lá, que eu estava muito ocupada comendo, mas as pessoas acabavam se acostumando e, depois de um tempo, nem percebiam mais.
Assim, terminava o nosso Dia D: com a barriguinhas (todas) cheinhas e felizes... e eu fui dormir achando que o dia D podia até ter sido de De-vertido...ai, tá bom... não deu muito certo, mas tudo bem, né? (Naquela altura do campeonato... estava tudo maravilhoso... o mais interessante é que a comida era bem boa... tá certo que a fome deve ter ajudado, mas gostei muito).
Pena que não lembro do nome do lugar.




2 comentários:
Hai Ca do ceu , eu pareço uma boba rindo socinha jajajajajajajajajajajjkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
agora quero ver se mando direito que uoutrro dia eu não consegui
Com o lema "Ria da Vida, antes que seja tarde", eu vou me divertindo aqui também... mas foi tudo verdade, eu juro, e a minha Mã pode confirmar! (Confirma aí, D. Mont, senão vão achar que sou exagerada).
:D
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