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28 junho, 2011

Portugal... enfim!

Cheguei perto do meio dia. Então... o que fomos fazer? Comer, é claro!
Depois eu fui perceber que essa preocupação foi uma constante na viagem inteira... nem bem uma refeição tinha acabado, e a gente já estava pensando na próxima. Eita povo esfomeado... quem via achava que a gente fazia parte do Fome Zero do Lula-lá (meu amigo, por sinal)
A ideia era unir o útil ao agradável: vamos almoçar na Torre de Belém, mas como o Mosteiro de São Bento ficava no meio do caminho, vamos dar uma passadinha... e que coisa mais linda aquele lugar. Pena que estava fechado e não pudemos entrar.

Fiquei triste mas nem tanto porque lembrei da vez em que estive em Portugal: o nosso cicerone foi um padre, o Padre Victor, e era um tal de ver igreja, museus e mais igrejas que ninguém aguentava mais [que o diga o Cinho... ele era pequenininho e começou a fazer o que todo mundo tinha vontade: dar no pé. Era um tal de ver meu pai correndo atrás do malacabado... voltava um suando e o outro chorando.]
A Torre de Belém sempre fez parte do meu mundo imaginário das boas lembranças. Lembro que eles (o mundo) diziam que era daquele ponto que Pedro Álvares Cabral partiu com as três caravelas (como era mesmo os nomes?) para o descobrimento do Brasil... e aí eu ficava imaginando a Grande Saída: Um dia ensolarado (já que iam morrer mesmo, que fosse num dia bonito, pelo menos), os barcões partindo, os marinheiros louco por aventuras (ou como os loucos do Alienista, que são todos loucos mesmo sem ser... ai, deixa pra lá), as mulheres chorando, umas com lencinhos acenantes nas mãos e outras arrastando os filhos pela saia, maldizendo a partida do marido; uns barrigudos achando que o seu puto* era corajoso [*leia-se MUleke, na língua estranha e indecifrável deles: o português], e outros dando graças aos céus porque já foram tarde pra P*%#a que o partiu (que eu não falo palavrão). Por fim, em meio a trombetes, palavrões e bigodes... lá se foram os malucos marítimos. Os barcões virando apenas barcos ao mar, e depois barquinhos, e por fim... sumiram. Segundo as crenças da época, o mundo tinha o formato de uma pizza e, quem chegasse no final da Terra, cairia num grande Abismo Profundo... e o Oceano Atlântico era conhecido como "Mar Tenebroso", pois era povoado por monstros marinhos; se ainda você conseguisse vencê-los, e se aproximassem do sul, as suas águas seriam tão quentes quanto a de um caldeirão de couves com batatas.
Mas você já conheceu algum portuga que não fosse teimoso feito uma porta? Nem eu... e eles foram. Tudo bem que o 'abismo' era mais embaixo e que as coisas ferveram mesmo ao ver as índias em trajes de carnaval... mas tudo bem, isso é uma outra história.
E por tudo isso e muito mais eu digo: adorei ver a Torre de Belém... mas antes ela parecia muito maior.


[Pausa importante: Fui pesquisar no google da vida e descobri que o Pedrão Álvares Cabraile  viajou com naus, que eram muito maiores que as caravelas Nina, Pita e Santa Maria eram do Cristóvão Colombo. Afff... vivendo e aprendendo! Tudo explicado e nada entendido, né? Logo desconfiei... Despausa]
De lá demos uma esticadinha no Museu do Combatente... nem entramos, porque eles já estavam de saída [mentirinha... hihihi é que peguei os gaijos mudando de turno. A foto é que não saiu]. Lugar bu-nitim.


Os portugueses concentraram toda as suas forças num só lugar: mais adiante, uma homenagem à aviação. PAI, SEGURA AÍ QUE O AVIÃO VAI TOMBAR... KKKKKKKK
Olhem a plaquinha do Rotary de lá, e o bariigão da Rose, então? Essa meio de perfil só enfatizou a curvatura da bichinha, que estava virando atração turística à parte... era ela passar e o povo virava a cabeça, incrédulos.
Todo mundo sabe que Portugal está passando por uma grande crise mundial, mas olha o tamanho do abacaxi que encontramos por lá... fala sério... 


Chegamos, por fim, ao último Monumento da vez: o dos Descobrimentos.
Uma riqueza de detalhes, as figuras que realmente simbolizavam todas as classes sociais que participaram, de alguma forma, para o descobrimento... o escrivão, o marinheiro mais humilde e o capitão, a casta da Igreja, o artista, o burguês... e, afora, a beleza em si da obra, ainda parecia uma caravela (ou nau) de pedra pousada tranquilamente no Mar do Tejo. Lindo.


[Clique nas fotos que elas aumentam... inédito isso, não?]

Por fim, a visão do Tejo que eu levo... e se eu fosse um desses marinheiros alucinados loucos valentes, seria a que eu escolheria para resumir toda uma vida.


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