Acordamos tarde, malas arrumadas, fomos pra casa da sogra. Fazer o quê? Comemorar o Dia das Mães.... ai,ai.
O almoço desceu meio no solavanco, pelo menos o começo, depois peguei gosto e mandei ver. A molecada estava brincando, envolvidos nas brincadeiras com os primos. Parecia tudo bem.
Depois do almoço... hora de ir embora... Lemão e filhos me levaram na mini-rodoviária.
O ônibus chegou.
Falei tchau, tchauzinho, dei minhas recomendações (e ainda ficaram faltando algumas que não deu tempo de falar), falei tchau de novo, beijos de novo, abraços...
Entrei... sentei na janelinha.
Só nessa hora, os olhinhos dos meus bichinhos pareciam estranhos... tristinhos...
Não chorei... fiquei fazendo coração com as mãos, e fiquei mandando beijinhos e dizendo que eu ia sentira falta deles e que os amava muito.
Eles esperaram o ônibus sair... pra ir embora.
E ele saiu mesmo.
Foi bem embora... minha família já parecia longe demais.
Chorei... chorei... chorei... de saudades, de solidão, de vontade de não ir.
No caminho, peguei a foto da família e as coisinhas que cada um me deu pra que eu me lembrasse de cada um deles: A Cacá me deu uma pulseirinha com um olho grego e umas pimentinhas de vidro; O Bi, um agarradinho em formato de leão; e o Tico, um jacaré da coleção de lego.
Eles me fizeram companhia a viagem inteira (e paguei muito mico por causa deles depois... mas que seja... eram os meus filhinhos que eu carregava na bolsa.)





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