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11 novembro, 2016

Quem matou Odete Roitman?






Só quando chegamos de novo no Maledetotel é que ficamos sabendo o que tinha acontecido para que Rafa e Rodrigo não participassem do batizado e o porquê toda a demora do resto do povo de Aracaju: O sem-vergonha-filho-duma-italiana-mal-falada-mãe-do-recepcionista-do-hotel acusou o Rodrigo de roubar o quarto de um casal de hóspedes e levar o dinheiro. Pensa bem: "quem poderia roubar senão os brasileiros? ", pensou o recepcionista.

Depoimento 1: No dia anterior ao batizado, a tropa aracajuzense foi passear e gastar dim-dim porque ninguém é de ferro; mas Rafa passou mal e quis voltar para o hotel. Rodrigo a acompanhou e, como a chave do quarto ficara com S. Nilo, pediram uma sobressalente ao sem-vergonha-filho-duma-italiana-mal-falada-mãe-do-recepcionista-do-hotel que, de muita má vontade disse que usasse e trouxesse rapidamente pois era uma chave mestra reserva.
Naquela agonia de acabar com a cólica que arrancava a alma, Rafa tomou remédio, tomou banho, tomou passe, tomou conta da cama e foi deitar... só aí, uns tantinhos de tempos depois, é que Rodrigo levou a dita cuja pro sem-vergonha-filho-duma-italiana-mal-falada-mãe-do-recepcionista-do-hotel.
Acabou aqui o relato do acusado.

Depoimento 2: No dia seguinte de ter batido na quina do armário, ainda meio mancando, o sem-vergonha-filho-duma-italiana-mal-falada-mãe-do-recepcionista-do-hotel foi para seu trabalho sempre desafiador, conversando com hóspedes de todo o mundo (naquele dia mesmo, à noite, teria uma mulher do Equador que conversara com ele, poliglotamente, e ficaria uns dias em Roma). Um brasileiro chegou e veio com uma historinha de que precisava sacudir, quero dizer, acudir a namorada que passava mal. Ele achou estranho; entretanto, pela insistência e convencimento das quase lágrimas derrubadas pelo rapaz, ele forneceu a chave mestra reserva... não antes de passar todo um rosário de preocupações, como as mães fazem.
Certamente tudo fora muito bem arquitetado pois, saindo dali, engambelaram o circuito interno de TV e correram para o quarto das vítimas, que não estavam lá, por sorte... do contrário poderíamos não estar desvendando um roubo, mas um assassinato duplamente qualificado.
Os miliantes (Rodrigo e Rafa) furtaram o dinheiro do cofre (por sorte os passaportes não estavam ali) e, num prazo recorde: ela foi para o quarto, sem acordar o sistema interno de TV, que dormia profundamente nessa hora, e o líder do grupo voltou com a chave e a maior cara de pau para a recepção.
Acabou aqui o relato do sem-vergonha-filho-duma-italiana-mal-falada-mãe-do-recepcionista-do-hotel

Desvendando o caso: Era um dia como outro qualquer, o sem-vergonha-filho-duma-italiana-mal-falada-mãe-do-recepcionista-do-hotel subia no autobus e reclamava das dores causada pela surra que levara no dia anterior da saracusa italiana, a Máfia. Ele até era um bom rapaz: trabalhador, gentil, mas perdia a cabeça no seu 'acetosa' perna-de-pau (alazão, em italiano, óh, ignorantes). Se ele pudesse, pelo menos, recuperar o dinheiro investido... eles deram o recado: ele não passaria daquele dia se não levasse o dinheiro na bibóca das ruínas do czar romano José Gesoino. O que faria? O que farofa? 
Ele viu aquele casal de velhos turistas saindo do hotel... e nem largaram a chave com ele. Isso vai contra as regras do hotel. Em seguida, chegaram os brasileiros com jeito de quem não brigam com ninguém e pediram a chave. 
Um turbilhão de ideias passaram pela sua cabeça agitada de apostas frustradas: sim, ele entraria no quarto dos velhos, pegaria o dinheiro e jóias do cofre (os velhos perguntaram como colocar uma senha... então deve ter coisa de valor lá), e colocaria a culpa no casalzinho. Perfeito! Mas eles não podem demorar em devolver a chave mestra reserva, senão os velhinhos poderiam chegar e seu plano, e sua vida, estariam comprometidos.
Ele acompanhou o trajeto do casalzinho... [espera]... porca miseria, eles estão demorando com essa chave... [espera mais um pouco]... 'fancullo' (tradução: Vá tomar no ...)... que demora!... 
Finalmente a chave.
Ele esperou, então, o rapaz adentrar em seu quarto, saiu correndo, passou pela entrada do edifício, deu uma olhadinha lá fora pra ver se o casal vinha... se ele corresse bastante, mesmo que o casal chegasse, eles eram lentos. Daria tempo... abriu a porta com a chave mestra reserva, foi direto ao cofre que estava aberto (é... eles não conseguiram mesmo entender), não tinha jóias, mas tinha dinheiro. Pegou tudo, saiu correndo de volta para a recepção e ficou lá, com cara de paisagem.
Como as vítimas levaram a chave, totalmente contra as normas da empresa, não poderiam dizer que foi ele.
De noite o nervosismo ainda era tamanho, que ele teve que pedir ajuda a uma linda outra mulher brasileira, morena, alta, simpática, e ainda falava inglês e espanhol........ euzinha aqui!.............. Esse fora um dia de sorte para ele.
Ele voltou para sua casa, e pagou diretamente para o Zé Dirceu, na sua pizzaria sem levantar qualquer surpresa.
Acabou aqui o relato dos agentes Salsicha e Scooby-Doo que, além de desvendar o caso, tiraram o rosto falso do sem-vergonha-filho-duma-italiana-mal-falada-mãe-do-recepcionista-do-hotel, e todos puderam ver: Berlusconi em pessoa, que saiu esbravejando e rogando praga. Pediu somente que o colocassem numa prisão feminina.
Por sorte e muita conversa de bastidores internacionais, não houve qualquer resquício de carceragem ao nosso jovem mancebo e sua amada, mas eles perderam a cerimônia de batizado de Lilóvsky. Por sorte, esta não estava nem aí com ninguém.  

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