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18 maio, 2013

... e o vento queria levar... mas não levou.






Este é um autêntico possante inglês, o Lanchester do final do século XIX. 
Fico me perguntando a quantos km/h ele poderia andar.
Não sei se foi com um desses, mas o primeiro acidente automobilístico  brasileiro foi em 1897, com o escritor Olavo Bilac batendo numa árvore... Acho que naquela época as árvores corriam.
Carlos Drummond de Andrade foi expulso do colégio por 'insubordinação mental' ( ! ) pelo seu professor de português. Fico imaginando os argumentos de Carlos para se caracterizar uma insubordinação desse gênero.
Fernando Pessoa era meio doido... caláro, né... e só saia de casa depois de ler seu horóscopo. Uma vez, quando precisava sair num dia não afortunado, ele chegou bem atrasado a um encontro com José Régio, outro escritor portuga, desculpou-se, disse que Pessoa não poderia comparecer e apresentou-se como Álvaro de Campos, seu heterônimo... depois dizem que os portugueses são burros. Ora, pois!
Há muitos anos, um imortal da Academia Mineira de Letras reclamava do pagamento do Jeton, (o pobre pagamento regulamentado a eles, por sessões extraordinárias), e proclamava aos interessados, e não interessados também:
"Precisamos dar um jeito nisso! Duzentos cruzeiros é uma vergonha! Ou quinhentos cruzeiros, ou nada!"; entretanto, outro colega mais prudente, praticamente assentia: " Ou quinhentos... ou duzentos mesmo!"
E o que um livro tem a ver com São Jorge? 
Tem tudo: o Dia Mundial do Livro é em 23 de Abril, dia do santo, por iniciativa da UNESCO em homenagem a uma tradição catalã: 
Nesse dia, homens oferecem rosas vermelhas às mulheres; em retribuição, eles ganham um livro. 
Lindo, né?
E o que tudo isso tem a ver com a Bahia?
Bahia tem um Jorge famoso, o Amado; nem tão amado assim por mim, mas admirado. E tem vento... como venta no nordeste! Uma brisa intensa, contínua e por graças, porque o calor é tão grande que ele chega a ser abençoado.
Mas o danado do vento pegou no pé de D. G., ou melhor dizendo, pegou o chapéu dela.
Essa viagem me fez fazer muitas coisas, como andar de buggy nas areias de Tieta, no Mangue Seco. Ponto altíssimo de nossa viagem. Amei, idolatrei, salve, salve.
Vi até as duas palmeiras famosíssimas (que eu não conhecia, mas acho que era só eu que assisto pouca novela) que eram da abertura da novela.
A cada parada do buggy, uma foto... até S.N. já estava ficando aperreado de tirar tanta foto de areia (hihihi); mas além das lembranças, cada parada fazia o vento levar também o chapéu de D.G.; e, por três vezes, meu Marids foi, heroicamente, resgatá-lo.
Na primeira vez, ele desceu (e subiu) uma duna todinha e ainda foi quase atropelado por outro buggy com uns estrangeiros andinos; da segunda, ele correu um tantão (e depois voltou) atrás do danado; e, na terceira e derradeira vez, o chapéu caiu no meio de uma pirambeira de duna, ou duna pirambeira, sei lá. Dessa vez, fiquei preocupada: melhor perder o chapéu que o marido... mas ele foi, valentemente, e voltou, triunfante, com o chapéu. Juro que eu pensei que, pronto!, a duna ia engolir o Lemão. Sabe, tipo o filme dA Volta da Múmia? Mas, pelo menos o marido, voltou.

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