Ainda tô pra descobrir porque é que eu quero ficar mais bela (mais??? Num tem espelho, não?) Oras, bolas... não me irrita, não, que eu tô com o dente lascado.
Quer dizer, não é bem o meu dente... é um remendo-sem-necessidade que minha dentista colocou porque eu achava ele feinho. Já nem sei se eu contei essa história ou não, mas quando eu era pequena, lá em Barbacena do Norte (e viva o pai da Glória Pires), eu usava aparelho nos dentes... fiquei só uns milhões de anos com ele. Quem aguentava menos? Eu, com aquela cara de robocop-japa-miniatura (japa por causa dos meus cabelos lisinhos que nem vento desarrumava), ou a minha mãe que tinha que pagar pelo IGPM e a cada mês ela levava o dim-dim numa sacola de gangster maior ainda? Pois então... no último aparelho (juro que eu acho que já contei isso) que era só pra segurar os dentes no lugar (os malacabados não iam ficar quietos por conta própria), eu quebrei o dito cujo dos infernos. Como na última quebra de aparelho minha mãe disse assim: "Se você quebrar DE NOVO o aparelho, eu quebro a sua cabeça!" (Tá bom, mãe, é mentira... só exagerei pra dar dramaticidade ao fato). Pois é, aí eu fiquei bem muda e calada... só tinha quebrado um pouquinho... bem em UM DOS DENTES DA FRENTE!!! Ia falar pra quê, né?
Mês seguinte pra receber alta, minha mãe e eu, levamos o maior tapa na cara do tipo: pra arrumar agora, vai ter que fazer outro aparelho e usar mais um tempo.
(Tá louca???)
Fingimos que nem escutamos... fomos embora rapidinho.
Isso não me abalou até eu precisar ficar mais linda e maravilhosa. O resumo da ópera é que, embora saudáveis, um ficou pra frente, uns dois milímetros, do outro. Pouquinho, né? Mas põe massa lá que você vai ver só.
Aí eu fui comer um simples e ingênuo pessego e não é que eu tasquei o dente no caroço? E amanhã é a formatura da Maria Quitéria... (minha filha, pra quem não sabe).
O recado que me chega da dentista é Beijomeliga. Blé. Tá certo que não é a primeira vez que eu lasco o danado (a primeira vez foi com uma costelinha de porco ma-ra-vi-lho-sa... aí ela me disse: "Bom, vamos ver quanto tempo dura". Não foi muito).
Se isso não bastasse, ainda perdi minha carteira cheia de
Marido: "Vai comprar um bolo que é aniversário da Keila."
Eu: "Ai, não vou não... tô com prigui..."
Marido: "Se você não for, não compro a passagem de volta de São Luiz... você nunca mais vai ver teus fios"
(Verdade, gente... por causa das milhas que tinha, só deu pra comprar a ida pra nós dois... a volta tinha que disponibilizar mais.)
Eu: "Tá bom... já volto, então".
Fui numa padaria, não tinha nenhum bolo (isso já te ocorreu?), fui na outra... gastei uma fortuna em pão de queijo (porque o Quindim, meu Fio Número 2, veio comigo) e tive que comprar um bolo de cenoura pra cantar parabéns porque não tinha outro.
Cheguei bufando porque ela tinha horário pra ir e, como todo ano, ela só estava esperando a festinha surpresa... não podia atrasar. Surpresa foi a minha que não teve nem Parabéns. Ela cortou, comeu e foi embora. (Cara de tacho!), e ainda perdi a carteira na padaria.
Toca fazer boletim de ocorrência pela internet (adoro a tecnologia), mas vou ter que ir no banco pra sustar as parcas folhas de cheque que meu marido vai soltando em conta-gotas pra mim (eita, homi muquirana).
Acho melhor ir dormir logo. Amanhã deve ser outro dia... melhor!



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