A Madrinha Maria.
Velha... bem velhinha.
Antes de irmos pro buraco (captou? hahahah), fomos visitar o Severino. Foi na casa dele que ficamos da última vez que fomos a Portugal, e ele continuava o mesmo: solteiro, bonzinho e só isso... não conversamos praticamente nada. Ele me chamava de Fátima, e eu respondia (até que alguém o corrigia dizendo que eu era a Carminha... Fátima era a filha do Bãrinho)... mas a casinha... que diferença!
Uma nova se amoldara ao lado da antiga, completamente destruída e com suas ruínas preservadas para a nossa comtemplação saudosista. Vimos o antigo fogão onde, eu me lembro, as mulheres tiravam comidas deliciosas para irmos saborear numa mesa comprida, regada a pão e vinho.
A casa nova (a velha é esse telhadinho que sai na lateral)
A casa velha. Se não me falha a memória, as duas portas entravam na cozinha cheirosa.
A escada da casa nova.
Olha no cantinho, o fogão!
O Severino
A velha casa da Madrinha Maria.
O Marcos se lembrava de um tanque de água (tiramos até foto) que era onde, eu acho, ele devia ter dado muito trabalho tentando se afogar enquanto os adultos conversavam ou corriam atrás do Cinhozite... duas pestes... afff.
Eis o tanque que meu irmãozinho tomava banho e fazia arte.
O caminho, na lateral da casa velha, que ia para a lavoura e para o tanque do Marcos.
As videiras (não sei quem plantou estas)
Minha mãe, outro dia, ficou surpresa ao saber de um sobrinho (o Marcelo, eu acho) que a fama dela, quando todos éramos pequenos, era de uma pessoa brava. O tempo é sábio... ela foi descobrir isso quando eu já tive tempo de descobrir, também, que ela tinha motivos para ser assim: trabalhando em casa, somente aturando os rebentos e xexelentos dos filhos dela (e dos outros, porque só andávamos em bando)... é compreensível.
Ah... soma-se a isso uma inflação cavalar naquela época em que o preço de alguma coisa de manhã, já era outro de tarde.
Pensa que eu esqueci, né, Dona Mãe? Mas eu vou contar: Ela já foi muambeira... hihihi.; mas durou pouco, isso é verdade.
Meus irmãos pequenos e meus pais ficaam na casa do Severino. Eu e o João ficamos em outra casa... um sobrado. E no quarto que dormimos, tinha uns anjinhos de porcelana no criado-mudo (que eu quebrei um). Lembro do medo de ir praquela casa, com gente que eu não conhecia e longe dos meus pais. Confiamos.
Mas eu estava dizendo da Madrinha Maria, que fez questão de nos fazer conhecer a casa dela (que, hoje, já não é mais, eu acho... mas é de algum parente, com certeza, pois entramos sem dificuldade e com a intimidade de um morador). Ela mostrou o quarto, e a vista da cozinha... pra um monte de casinhas, que não pudemos distinguir a que ela nos mostrava como sendo a que minha avó tinha morado... mas dissemos que vimos.
De volta ao quarto, sentada pra descansar um pouco, ela começou a nos contar sobre a vida dela e da irmã quando crianças e como só vieram a conhecer os irmãos quando eles já eram quase homens feitos. Sim, porque separaram os irmãos quando os pais morreram.
Saímos de lá com a certeza que uma parte da história da família tinha nos sido revelada.
Esta é a última imagem que tenho dela: despedindo-se de nós, na certeza que seria esta a última vez que todos nos veríamos.













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