RSS

07 maio, 2012

Vai ver se eu tô na esquina... >:(


 
Voltei mais leve dessa viagem... de verdade... TIVE QUE LARGAR O DEMAQUILANTE DA IDA AGORA NA VOLTA... que revolta!


O que muito me chamou a atenção nesta viagem, em especial, era sempre a rodovia que ligava o norte do país à Lisboa: paredões de concreto divisava a rodovia dos quintais das casas; sim... quintais! Vez ou outra esses mourões eram entrecortados por vidros e se via lá dentro... ora casas, ora ruas, ora terrenos somente.
Bom... a viagem foi mais muda. Talvez porque ela fosse um ponto no calendário que nos avisava que nossa viagem chegara, praticamente, à metade; ou talvez porque o Cinho tivesse uma reunião de negócios que não poderia chegar atrasado na capital e aí, sim, como diria meu pai: "Cagarim cagou!" (expressão quase puritana para as necessidades fisiológicas de Cagarim... esse nome só perde para Epimeteu).
Foi o nosso maior momento 'tango-arrentino' [por favor, cortinas de veludo para um enforcamento magistral].
Chegamos a tempo de respirar... percebi que ninguém respirou desde nossa saída do hotel... e do almoço de negócios do Cinho. Ele chegou antes do seu convidado-mor... um funcionário mais graduado do Imperador.
Eles foram comer (e comeram bem, os danadinhos... foram meus pais, irmão, Manu e o outro casal)... e nós, mortais (Rose, Marcos, Rafa e eu)? Fomos fazer um passeio glamurosíssimo que eu queria demais: o Castelo de São Jorge [e olha que nem sou corintiana!].
Da primeira vez que estive lá eu era pequena mas foi deslumbrante... lembro de uma árvore com o tronco cortado (nem sei se de propósito, pelas mãos do homem, ou por força da natureza) mas meu pai cabia inteirinho escondido lá dentro. Lembro da vista geral da cidade, das muralhas, dos jardins entre terras arenosas, da ponte... só não me lembrava que o castelo mesmo era uma fortificação e não um palácio de verão... mal tem espaços fechados e não existem os 'cômodos' tradicionais. Ninguém podia dormir ali... mas quem quer dormir num lugar daquele, afinal?
Lindo, lindo, lindo. Castelinho de conto de fadas, com os muros altos e o acabamento em quadradinhos... tipo quando uma criança desenha castelo. Lindo.
Imaginei os templários (oi?) andando com seus cavalos árabes (não combina templários com árabes, mas o sonho é meu) e armaduras com lanças e escudos. Lindo.
Tentei 'pegar' a alma do lugar, mas não deu muito, não. Rose não estava animada... estava passando meio mal. Na descida até o bondinho, ela chamava mais atenção que as muralhas da China (se elas pudessem ser vistas dali... bem poderia.... elas podem ser vistas da lua, que é mais longe).
Bom... o segundo e fatídico passeio foi até o Aquário de Lisboa, o maior em alguma coisa que agora me esqueci, e pasmem: conheci o bacalhau. Devia ser português, não conversamos... na verdade, nos vimos de relance.
Falando em bacalhau, lembrei do Baka (Bakalhau), nosso amigo de São Carlos.
Ele era magro de doer (e, pensando agora, tinha também uma barbichinha... tal qual seu homônino marinho). Numa assembléia da faculdade, ou cerimônia de posse dos diretores do CAASO, nosso centro acadêmico, sei lá... que teve um pequeno 'incidente' com o, então, diretor da EESC-USP. Este foi uma das autoridades convidadas para o evento, e o malacabado do nosso amigo Baka, disse, ao anunciá-lo:
"... e agora para engrandecer nossa tribuna, o nosso diretor da escola, Prof. Marcius Cavalus...", a primeira reação de todo mundo foi se calar; afinal Cavalus era somente um pseudônimo dado ao diretor da escola por seus tratos com os estudantes.... :P .... até Marcius Cavalus se calou, e ficou olhando, pasmo, para a cara de pau dele.
"... não, Professor... veja bem...", tentou arrumar seu discurso, "Cavalus é somente um apelido carinhoso; veja bem... eu mesmo sou conhecido por Bakalhau porque sou magro..."
Não teve conversa... o restaurante veio abaixo. Ele era magro por isso se chamava Bakalhau; logo o outro era Cavalus porque seu comportamento era patada pra tudo que era lado. Os dois foram ficando vermelho, vermelho... todos esperavam que um deles explodisse; um de vergonha, pela gafe e o outro porque ficou (pela primeira vez na vida) sem reação.
Vimos tubarão, arraias, peixinhos, o bacalhau, e não vi tanta graça assim lá... foi legal, mas nada de Ohhhh. Por sorte, Rose melhorou... porque andamos para caramba!
Aeroporto.
Pra variar estávamos todos atrasados... enquanto um povo ia entregar os carros nas locadoras, o outro (Rose, Manu, Rafa e eu) nos perdíamos. Minha mãe sumiu... só podia ter ido com o outro grupo.

Veja a cena:
[Caclete 01]: Grupo dos Homens desembarcam Grupo das Loucas no portão de embarque e somem com os carros.
[Caclete 02]: Grupo das Loucas pensam (oi?) e chegam à conclusão que não seria aqui. Por que chegam a essa conclusão? No bilhete de embarque está escrito "Terminal 2", e estamos no Terminal 1.
[Caclete 03]: Grupo das Loucas pega malas, malinhas e barrigões e corre pro ônibus que dizia: Terminal 2. Sim... o terminal 2 era longe pra ca#&#! Espera, espera... cadê o desgramado do motorista? Não dá pra ver que tem pessoas no desespero aqui? Bom... estávamos com folga de uma meia hora.
[Caclete 04]: Ônibus anda... loucas desaflitas.
[Caclete 05]: Ônibus pára... loucas enlouquecidas: O TERMINAL 2 ERA DOMÉSTICO!!!
[Caclete 06]: Loucas sobem malas, malinhas e barrigões... tudo pra dentro do ônibus de novo!
[Caclete 07]: Ônibus anda... loucas aflitas.
[Caclete 08]: Ônibus pára... loucas saem correndo com malas, malinhas e barrigões. ALGUÉM PODE ME DIZER ONDE É A PO%%A DO TERMINAL 1?
[Caclete 09]: Ali... e apontam com o dedo; bem atrás de onde começamos tudo.

Enfim... e nem me lembro mesmo muito o como e nem mais o porquê, mas chegamos. Grupo dos Homens estavam ficando nervosinhos... mas depois que viram o que era ficar "nervosas de verdade", baixaram a guarda.
A questão toda foi tão traumatizante que sumiu de minha mente. Onde estou?
Última notícia do nosso vôo: Estava atrasado.

0 comentários:

Postar um comentário

Comente aqui... mas só pra dizer que adorou. :)