Dia das Mães é todo dia... nenhuma mãe consegue deixar de ser, mesmo que o filho se esqueça ela.
Este 13 de Maio seria meio que especial: teríamos Manu (mãe fresca de uma), Rose (mãe fresca dois), eu (mãe véia de três)... e minha mãe que já é yaya (e yaya é mãe duas vezes), e Magda (que não é mãe de ninguém, mas já era considerada como uma tia-yaya de todos).
Seria... porque eu não estava lá.
Fiquei duas noites mal dormidas imaginando como seria legal ter todas juntas no almoço de domingo. Não deu... paciência, mas como era domingo ia dormir até mais tarde.
Durante a semana sou uma das primeiras a levantar da cama [cara de Madre Teresa de Calcutá aqui]... tá bom... eu confesso: é mentira: sou uma das últimas a sair da cama... mas eu ainda levanto de madrugada pra ver se os filhos estão cobertos. Esse assunto já se estendeu demais... o que importa é que é Dia das Mães e eu não ia acordar cedo.
Pois é... não ia. Acordei lá pelas 7 da manhã com a campainha... era o guardinha: as cachorras tinham escapado porque o portão ficou aberto a noite inteira. Afff
Depois disso o Tico veio pedir pro Marids preparar o meu café da manhã, enquanto ele me distraia (só pra eu não perceber nada). Todos acordaram com a campainha.
Ele tenta me colocar pra dormir... nada tão difícil.
Dali a pouco ele some e aparece cada um carregando uma coisa. Cacá, uma bandeja com pãezinhos; Bibi, um caderninho de presente; Marids, com a bandeja dos copos. Tico não trouxe nada porque ele tinha feito a parte dele.
Comemos todos na cama. O bom é que a gente ri bastante quando se junta e faz bagunça.
Resto do dia: Pintamos o calçamento do fundo da casa. Só Marids e eu... filhos ficaram jogando joguinhos.
Hora do almoço: Marids caprichou e fez um risoto de camarão, com lentilha, tomate... um monte de coisa, que parecia uma paellinha. Começa a comer e joga tudo no lixo... acho que os camarões estavam estragados. Ai, que dó!
Fomos pro restaurante. Fila. Comemos salmão com molho de kiwi, prefiro molho de maracujá, e pudim de leite condensado. Hummmm! Pagamos e saimos.
O resto da tarde não teve muita graça... ficamos pipocando de loja em loja pra comprar o resto da tinta que faltava... numa loja não tinha a cor, na outra não nos atendia, voltamos pra primeira e compramos lá mesmo... acabamos de pintar a calçada e fomos pra sogra.
Chegamos atrasados, mas tudo bem... tem dia que dá vontade de ficar é em casa mesmo, né? Ôh, tempinho de chuva!
Bom mesmo é ver os bichinhos crescerem... lembro do primeiro ventinho que bateu, de leve, na cabeça da Cacá e os cabelinhos dela esvoaçaram. Lembro das risadinhas como motorzinho do Bibi... ninguém conseguia não rir depois que ele começava. Lembro do Tiquinho assistindo Teletubs (ai, ninguém merece), mas como ele adorava! Lembro de todos pedindo colo, e cuidando de mim quando eu ficava doente. Lembro de cuidar deles quando eles nem ficavam doentes... hihihi.
Lembro de como eu chorava nas apresentações da escola (todas... independente do tema), de segurar a mão de cada um deles no dentista e de como doía em mim, a vacina que eles tomava. Lembro mais das alegrias que passamos juntos porque as coisas tristes procuro nem pensar... como a dorzinha que cada um já teve... inevitável!
Amo tanto, tanto, tanto vocês, meus bichinhos.
Já contei quando o Tico nem tinha nascido e eu estava numa fila de supermercado, com os outros dois dentro do carrinho junto com as compras? Pois é... eles eram pequenininhos e pareciam gêmeos (a diferença entre eles é pouca); aí, uma senhora, bem dona de casa mesmo, que estava atrás de mim na fila viu a Cacá e o Bibi e praticamente gritou (ela foi mesmo muito espontânea): "QUE MACAQUINHOS MAIS LINDINHOS!!!"
Eu levei um susto tão grande, mas comecei a rir! Percebi que ela devia chamar assim os filhos dela, quando eles eram pequenos, e aquilo era uma forma meio carinhosa (e torta) de falar dos meus bichinhos. Agora... eu fiquei imaginando se nós fôssemos da cor negra (ou raça, não sei como dizer... um grupo diz que somos todos da raça humana; logo, os negros não são de outra raça... mas dizem que não se pode dizer que eles são da 'cor' negra, afinal eles não são pintados... sei lá!). O fato é que a mulher podia ter se enrascado. O Lemão mesmo quase foi processado porque um dia num supermercado (durante muito tempo nossos passeios eram só lá... :P), o Tico (dentro do carrinho de novo também) disse assim: "Olha, papai... uma família de negros!" Não que era pejorativo ou qualquer coisa assim... é que ele nunca tinha reparado em uma avó, mãe e filho negros, ou juntos... como saber? Ele era pequeno e constatou uma cena. Pra quê? Foi um auê! Chamaram até a polícia, mas o delegado percebeu que não tinha nada a ver.
Acho que depois disso que eu comecei a dar apelidos mais constantemente a eles (e a outros, mas só dou apelidos pra quem eu gosto). A Cacá virou, caláro, "Macaquinha", "Escarola", Caquinha", "Shakira"... o Bi nunca aceitou muito, mas eu gostava de chamá-lo de "Fred" (Fred Flinstone, basta olhar o pé dele... e por tabela, a namorada dele (que ele está empenhado em arrumar) vai ser a "Vilma"... hahahaha. O Tico é "Tuim", por causa de "Vituim", "Tiquinho", "Tico-Tico".
Amo vocês três, seus porqueiras... mais que tudo nessa vida.
NADA é melhor que ser mãe! (Por sinal, gosto que me chamem de 'Mamãe')
Beijos, Fiinhos... e cuidem-se! Vocês sabem já cozinhar muitas coisas boas, mas vivem se esquecendo de colocar blusa quando eu estou com frio... :D



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