RSS

18 novembro, 2009

Acho que não nasci pra isso.


Caros leitores, a história a seguir é completamente verdadeira e isso eu posso atestar... sei que ninguém perguntou, mas como vocês são tantos (?? ... bom, tenho minha mãe de seguidora e eu mesma ... mas sei que vocês são algumas dezenas... de tímidos... respeito!)... como ia dizendo, vocês são tantos que a incredulidade poderia apontar em alguém.

A formatura do meu irmão chique (Maurício) foi em Brasília, com tudo que era autoridade e até.. pasmem!... o Presidente Lula. Já estava tudo combinado: iríamos meus pais, o Maurício e eu no mesmo vôo, e o Marcos chegaria depois porque não conseguiu reserva. Sou chique, né? Pensaram até que eu nunca tinha andado de avião... hehehe... andei , sim... mas fazia tanto tempo que já parecia a primeira vez de novo. Sabe, tipo quando uma mãe com Rh negativo tem filho. Ela desenvolve anticorpos contra o bebê-de-rosemary mas, se depois de uns sete anos, ela tiver outro bebê, esses anticorpos não existem mais, e é como se fosse o primeiro filho. [Chega de explicações, quem entendeu, entendeu!]

Ah, mas eu já estava mesmo me sentindo a maioral, fiz o check-in online (e consegui ‘roubar’ umas milhas pra colocar no cartão do Lemão... eu não tinha o dito cujo meu) e fomos pra área de embarque. Isso me fez lembrar quando levamos meus pais e a Cacá pra embarcarem também pra Brasília, quando seguiam pro Equador... a Rose (já disse que ela é a tia de verdade dos meus rebentos, né? Meu irmão é coadjuvante.) só olhava... era um tal de entrar em fila errada sabe... algo como... ‘quase’ furar a fila por causa da terceiridade. Aí o meu pai coçava a careca (ele sempre faz isso quando fica nervoso), minha mãe saia andando na frente (porque ela sempre sabe onde acontecem as coisas), eu ia cacarejando atrás dos meus pintinhos e o resto do povo... sei lá... acho que vindo atrás.

Quando adentramos pelo portão, eu estava esperando um tapete vermelho com confetes e serpentinas e aeromoças sorridentes. O tapete era de borracha preta, o caminho... um túnel claustrofóbico branco, e as moças sorridentes agora se chamam Comissárias de Bordo. Fiquei quietinha, pensando que a Cacá foi mais corajosa que eu, com toda certeza...

O avião começou a taxiar e, do passeio gostosinho, virou uma besta desenfreada, baforando rumo ao infinito (... e além!) [parafraseando Buzz Lightyear] e tudo começou a trepidar (acho que os buraquinhos da pista viravam buracões... tipo carro sem amortecedor)...  que chacoalhação dos infernos... o frio na barriga já ia virando vontade de vomitar (??? ... ah, não! Olha o mico, caipira... engole a vontade, mas deixa ver onde tá o saquinho... só se precisar, né?) . Bom, novamente usei meus recursos de ioga, e o ponto “nab”, velho conhecido de guerra, mostrou pra que veio... respira... devagar... respira... respira... Pronto, já pode abrir os olhos (caláro que eu estava na janelinha) que bonitinho... (que vertigem...) talvez Deus visse a gente assim, tipo carrinho de brinquedo. Esses pensamentos me fizeram esquecer de “Apertem os cintos que o piloto sumiu” e “Vivos” (aquele que comiam carne humana nos Andes). Não muito tempo aconteceu de um avião cair na Floresta Amazônica... alguém lembra? Ai, quanto mato lá embaixo. Isso porque eu nem fazia idéia que um Super_Hiper_Mega_Blaster_Jumbo_da_Air France pudesse cair no mar com realeza brasileira e tudo!!! [Mas quem ia acreditar? Nenhum vidente sequer chegou a cogitar isso...]. O pior é que, quando eu já estava acostumando, chegamos em Brasília... agora tinha que estacionar pousar.

Vamos em direção ao chão, rumo ao chão, inclinados ao chão... bem inclinadinhos... de repente, o barulho do apocalipse que se anunciava em trombetas de sucção (mil vezes pior que o meu aspirador de pó e água)... Que coisa! Acho que o piloto não tem amor à vida... já pensou se ele é meio suicida? Mas com tantos vôos... por que logo esse, né? (lembrem-se que eu não sabia do Air France... graças a Deus). Acho que o fdp do piloto podia ser mais generoso conosco.

Como o ar de Brasília era fresco, as paisagens mais verdinhas, as pessoas mais gentis, e o chão bem durinho... era o paraíso. Adorei essa cidade... nem penso em voltar pra casa tão cedo.

18 de Novembro de 2.009

3 comentários:

Manu disse...

Aos tímidos: ela é LINDA e CHIQUÉRRIMA... mas, acima de tudo, é capaz de reconhecer as próprias fragilidades, o que a torna DIVINA!

eu mesminha... disse...

NOOOSSA, Manu... demorei pra responder porque fiquei sem graça :P mas agradeço imensamente suas palavras. Entretanto guarde essas palavras ameaçadoras (hehehe): ainda te derrubo do salto e fico mais linda, mais chiquérrima e mais divina que você (??? e dá?)[NÃO!]

Beijos, minha lindinha.

eu mesminha... disse...

Obrigadaaaaaa. Você está me seguindo! rs

Postar um comentário

Comente aqui... mas só pra dizer que adorou. :)