Quando o dia clareou, nem me atrevi a me mexer, mas os filhos foram chegando... de olhos meio fechados, reclamando de dor pra tudo que é lado e dizendo que, do jeito que deitaram pra dormir, acordaram. Acredito... eu estava igualzinha :)
Bom vamos tomar café e fazer mais o quê? Andar de cavalo, claro. (Ui)
Pensa bem, Carminha: se até os cavalos já sairam nos dentes ontem... hoje não poderia piorar. Né? Ê, dúvida cruel... melhor não pensar nisso.
Toca a subir todo mundo naquelas máquinas de quebra-ossos-geral. Hoje fomos um grupo maior: um casal veio junto. As crianças, tentando serem agradáveis, contaram toda a nossa estadia lá: a recepção caliente dos cachorros, os passeios do dia anterior, a mamãe-gambá e o filhinho... assassinado por um carro branco quando 'alguém' estava chegando nos chalés depois do nosso. Nessa hora, a mulher ohou pro marido e quase chorou. Provavelmente pensando em como eles limpariam o que sobrou da cabeça do bichinho no penu do carro deles.
Quanto às surpresas... parece que a emoção maior ficou guardada para o último dia.
Logo na saída, na primeira curva um pouco antes da porteira, o cavalo do Bi (que estava na frente, oboviamente) se assustou e ameaçou correr pra trás, empurrando o cavalo do marido-motorista-do-carro-branco, que quis empurrar o meu... ou seja: quase se instaurou o verdadeiro caos. Eu pisei no freio do meu que não teve outra opção que barrar os outros dois. ERA UMA CASCAVEL!!!
Eu não acredito! Deixei meus fios ficarem andando quase de madrugada, lá pelas 6 horas da manhã, procurando vaca pra ordenhar (e eles não acharam nenhuma... como isso pode acontecer???) E TINHA UMA CASCAVEL-JARARACA SOLTA POR AÍ!!?
[Tapa na cara... não surta, não, muié... volta] Cataplaft_Olha a Maria da Penha aí, gente.
[Tudo bem... obrigada... já estou melhor... mas só por fora... por dentro fiquei tremendo mais que gelatina no pratinho da D. Giovanna - já falei da minha professora de piano, né?]
Lá foi o Gustavo matar a cobra morta.
Sim, ela estava morta, provavelmente atropelada por algum carro noturno (estou começando a desconfiar daquele marido dela). Ficamos pasmos enquanto ele atirava um pedaço de paralelepípedo na cabeça dela que, aliás, eu acho que ele não acertou (Acho que ele não é muito fã em ficar matando cobra por aí... tudo bem... nem eu), de tudo o que eu percebi é que o Bi não é nada bobinho, não. O bichinho agarrou a rédea de verdade... coisa que parecia um fiozinho supérfulo na mão dele, e o que muito me preocupava. Fiquei feliz e agoniada ao mesmo tempo.
Quando começamos de novo o passeio, o Escravo queria sair voando... acho que o movimento involuntário dos meus joelhos batendo na barriga dele fez ele achar que era o acelerador. Eita... mas você é cavalo ou burro? Estava só tirintando um pouquinho ainda.
Bom, andamos, andamos, tudo no verdadeiro caos de sempre: os cavalos querendo pastar, o Escravo querendo mostrar que quem mandava ali era ele e que hoje tudo seria diferente, a Cacá resmungando do vento e um moleque querendo passar a frente do outro e botando a culpa nos animais de 4 patas, e agora com um agravante: o marido-motorista também entrou na disputa pela liderança. Afff.
A paisagem é linda e, por causa do friozinhozão, não fomos na cachoeira. Eu continuava com a minha retórica de "Mais devagar", "Olha a árvore", etc, quando, não mais que de repente, escutei um barulhão: o cavalo da moça me deu um coice!!! Virei pro Gustavo e perguntei se os cavalos são rancorosos e guardam mágoas... tipo, ontem um mordeu o outro, hoje foi o coice... eu já podia vislumbrar que não chegaríamos inteiros. Podia até ver as manchetes: Rebelião dos Animais da Fazenda acaba com dois animais mordidos, uma pata infincada no pescoço do terceiro e outros dois equinos sairam numa disputa de braço mesmo.
Foi aí que deu um faniquito no marido-motorista: "Preciso parar, porque eu preciso parar... quero descer..."
Quando eu vi a mulher dele 'um pouco' apavorada (devo até dizer que eu também fiquei preocupada), disse: "Ah, não se preocupa... ele deve estar enjoado... daqui a pouco ele melhora, você vai ver"
Ela: "Amor, você está bem?"
Ele: "Estou... vou fazer xixi"
Eu: (?) Estou achando que esse cara está me irritando.
No final, eu só pensava no Gustavo, meu amigo massagista (que saudades dele... acho que amanhã nem levanto da cama de tão moída que eu vou ficar), e na minha cabelereira, porque a franjinha que ela fez entrava no olho o trajeto todo.
Quando chegamos, fui contar tudo pro Lemão... mas percebi que ele estava um pouquinho agitado. Quando perguntei o porquê, ele disse: "Eu estava sem fazer nada, então fui praticar yoga. Depois dos exercícios, deitei na grama pra relaxar um pouquinho. Aí eu estava escutando a natureza: os passarinhos, as vacas ao longe... de repente, o barulho da vaca foi aumentando, aumentando... ela tinha fugido do cercado e saiu correndo... passou praticamente do meu lado"
Pois, é, marido... melhor voltar logo pra casa, né?
Bi no canil, fazendo visitinha
Os amigos dos meus filhos
Nosso chalé e as ruínas de onde se moía o café
Vista do chalé para o terreiro de café (no alto)
Vista do terreiro pros chalés
Vista do terreiro pra capela e casa da sede
Vista da lateral da casa da sede
Vista da janela do meu banheiro :)
Foto do pão de queijo que o Bi a-mo-u (por ser grande, claro)

















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