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24 setembro, 2010

Dia de Beleza.



Desde quinta eu estou andando balançando a cabeça de um lado pro outro... não, não é pescoço flácido, não (ainda não, pelo menos): fomos à cabelereira, a Cacá e eu, e eu acho que ficamos DEMAIS.
Ela foi primeiro e como são sempre meus filhos que escolhem o corte de cabelo, deixei correr solto. Não é que ela voltou com o cabelo todo repicado, com franjinha e com as pontinhas viradas pra cima??? A-ME-I. Fiz igual (menos com a franja que eu odeio cabelo no olho). A cabelereira foi cortando, conversando, falando mal do marido, dos pedreiros, e foi cortando "... e aí, tá boa a franja assim, ou corta mais um pouquinho?" " Ah, tá bom assim... corta só mais um pouquinho..." Sabia que não se deve confiar em alguém que já deu um talho na orelha do Tiquinho. Tadinho... tão inocente... ela se empolgou com a mulherada enquanto cortava o cabelinho dele que eu só ouvi um Aiiiiiii... era ele, judiação! Foi pouquinho mas na segunda vez (e última) que ele voltou lá, pediu pra ela não cortar a orelha dele.
Ai, onde eu estava mesmo? Ah, sim... ela deu outro talho na minha vida: fiquei com a franja entrando no olho (ai, caramba!) e agora, enquanto vos escrevo, vou tirando o cabelo do olho. Todo mundo que me conhece (tô falando isso pra minha seguidora-anônima-valéria-rodrigues´, que até hoje não sei quem é... mas ela sumiu... ou será que ela sempre foi imaginação minha?... oh dúvida, credo!)... bom, todo mundo que me conhece sabe que eu tenho cabelo lambido de vaca, e a Cacá não é nada diferente disso, então quando a gente faz alguma coisa que outras pessoas (que não sabem que a gente foi no cabelereiro, tipo o Fábio que trabalha comigo) reparam, é pra comemorar, né? Mas não dá pra ficar elogiando muito essa raça de seres: homem e beleza são tópicos diferentes da vida cotidiana de uma mulher que tentam se equilibrar.
Tenho dois exemplos em casa de incompatibilidade...
Primeiro o Tiquinho, que gosta de tomar banho no meu banheiro. Eu não entendia porque a embalagem da minha tintura (xampuzinho) vivia de frente pra parede ou então enrolada pelo papel higiênico. Eu virava pra frente e, de noite, já estava de costas. Seria alguma alma penada do além? Que nada, era ele mesmo que achava a moça da fotografia com uma cara de tristeza com malvadeza (só porque ela está rindo e com os olhos brilhantes) e, então, acho que ele tinha medo dela (pelamordedeus, não conta pra ele antes dele fazer uns trinta anos, ou ele me mata).


O segundo caso, muito mais contundente de que homem tem boa vontade mas uma genética falha para o assunto, é o do meu Maridum... ele falou que demorou pra caramba pra escolher no supermercado um xampu legal para nós , mulheres da casa, mas olha só qual ele comprou no final:


Falar o quê, né? "Não, Maridum, tudo bem... o cheirinho é gostoso" :P
Mas nada se compara à verdadeira transformação que o meu Número 2 se propôs a fazer: ELE CORTOU AS LONGAS MADEIXAS.
Sexta foi a vez dos moleques irem no Alberto Roberto (codinome carinhosamente dado por mim mesma ao cabelereiro mais mal humorado da face da terra... os moleques ainda preferem ele àquela cortadora de pavilhões auditivos). O Bibi foi primeiro e, depois de levar a maior bronca porque não lavou o cabelo direito, o AR (Alberto Roberto) falou: "Bom, então você vai querer cortar curtinho mesmo?" Nesse mesmo instante, os olhos do Tiquinho, que fazia uma escultura com os encostos do sofá, e os meus se encontraram no maior grau de espanto. Nem acreditamos.
A Cacá não se manifestou porque ela estava jogando bolinhas no meu celular e estava chateada porque eu a arrastei pra lá... mas depois a gente ia tomar sorvete.
O AR cortava, cortava, cortava... pensei que ia cair algum fóssil cretácio junto com a cabeleira... que nada. FICOU INCRÍVEL.
O Número 3 ficou bonzinho pra cortar, mesmo porque se não ficasse, o AR enfiava a mãozona dele em cima do cucurucu e virava a cabeça pro lado que bem lhe conviesse. Isso me fez lembrar que quando os meus bichinhos eram pequenininhos (todos os 3) quem cortava o cabelinho deles era eu mesma. A empregada na época, a Leigela, segurava no colo enquanto eles dormiam e eu, com a minha master-super-plus-tesoura-de-cabelo ia cortando... não concordo que ficava corte tigelinha, não, como muitos insistiam em dizer... era surfista o meu estilo. Por quê? Acha que eu ia deixar uma troglóts qualquer (e armada sem qualquer pudor) botar as mãos nos meus fiinhos???? Mas nem morta... podia até não ficar muito profissional, mas nunca ninguém se machucou (só o meu ego, mas deixa pra lá).
Olha só a sequência do evento:

Eis a cabeleira do indivíduo
Eis o AR
... e as almofadas dele.
O resultado final: não ficou liiiindo?
Agora o N° 3
Olha o tantinho de cabelo também
Ele deve ter sido tatu na vida passada.
A comemoração
Notem os canudinhos do refrigerante do Tico: em um deles ele enfiou o pirulito, que eles sempre ganham do AR, porque não dava pra chupar sorvete, pirulito e latinha só com duas mãos, né? O Bibi já estava cansado de ser modelo fotográfico naquele dia... aliás, ele reclama muito que eu só fico dizendo o quanto ele ficou liiindo.

24 de Setembro de 2.010

2 comentários:

Larissa disse...

haaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahahaha...
vc eh mto engraçada!!!!
hahahah

bjim, saudades

eu mesminha... disse...

Ai, meu Jisuis... meus filhos estão aqui me desconjurando por causa das fotos... vou ter que parar agora. O Número 3 perguntou se eu não tenho nada melhor pra fazer.
Aff

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