Era uma vez, numa terra muito-muito-distante, os Deuses e os Titãs! Estes últimos... uma racinha subjugada de seres mitológicos, imortais e cheinhos de dor de cotovelo daqueles instaurados em Brasília no Olimpo.
Os Deuses sem ter muito o que fazer, mas com muita vontade de continuar assim, outorgaram a Epimeteu, um Titã... e esse era somente o pobre nome dele... a tarefa de povoar a Terra. Assim, ele ia moldando, em barro, a forma dos animais (já ouvi essa história antes) e, para cada um, ele ia atribuindo alguma característica dominante como garras, asas, força, rapidez, astúcia, e por aí vai.
Quando chegou a vez de criar o homem, tadinho, já não tinha mais nenhum "plus" sobrando. Foi aí que meu tri-parada-dura-tio-avô Epi, então, pediu ajuda a seu irmão Prometeu, que teve uma idéia, ao mesmo tempo brilhante e desastrada, de roubar o fogo dos Deuses para dar aos pobres bípedes magrelos e pelados, recém-criados. Isto garantiria muita vantagem e domínio sobre todos os outros animais, assim como o poder de controlar as intempéries e desenvolver tecnologias... UAU!
[Que fique registrados nos autos que Epimeteu (cuja mãe não tinha muita imaginação, nem muito amor ao filho) significa 'aquele que pensa depois'; e Prometeu, 'aquele que pensa antes' (pensa, mas não cumpre).]
Zeus ficou louco de raiva, possesso de malignidade e resolveu sacanear todo mundo, exemplarmente, para que ninguém mais resolvesse engambelá-lo novamente. Zeus pensou, pensou e achou que Epimeteu já tinha o nome que merecia. Para Prometeu, o castigo foi ficar acorrentado ao monte Cáucaso com uma águia lhe comendo o fígado... BUT... por ele ser imortal, seu fígado sempre se regenerava e era novamente comido pela ave inclemente. E aqui, penso eu, que esse pobre plumoso também deve ter feito algo que desagradasse ao Zeus Todo-Poderoso... afinal não é todo mundo que gosta de fígado. Terá sido um duplo castigo, ao animal e ao meu mesosóicovô?
Como não se deu por satisfeito, Zeus (em toda a sua arrogância divina), enviou um daqueles deuzets puxa-saco do caramba pra falar com Prometeu, prometendo que seria libertado se este se desculpasse e se redimisse humilhantemente. Prometeu não se comprometeu com o enviado e respondeu que fosse aos diabos.
"Teimosia é firmeza de caráter adulterado pela estupidez",foi Nietzsche quem disse, mas ele disse muitas outras verdades e bobagens.
O lado útil da teimosia é que você sempre pode prever os passos do teimoso, porque na maioria das vezes, eles não vão de acordo com o que você quer; em suma... O teimoso é sempre do contra. (Não tem como negar, meu pai puxou pra ele).
E, para não fugir à regra, Zeus também prometeu e não cumpriu... mudando de idéia com relação a Epi. Juntou toda a deusaiada no Salão Oval e enviaram, do mundo dos astros para o mundo dos chatos, ela: a MULHER! Era a mais bonita de todas (talvez porque fosse a única, sei lá... mas isso não desmerece meus ares divinos) e Epimeteu passou a ser chamado de Episifud** , depois da aparição dela. Para variar tinha ele um jarro com um monte de quinquilharia, guardado em casa, que não servia pra nada mesmo... inveja, despeito, reumatismo, axé music. Pandora (esse era o nome dela), curiosa que só ela (quase nem sou também... ) foi só saber que ali não podia mexer, que _ pronto! _ ficou toda cheia de urticária (bom... às vezes eu também tenho dessa alergia...) até que deu uma espiadinha, de leve; mas foi só levantar a tampa que todos os males, como crianças que escutam o sinal do recreio, saíram correndo mundo afora.
A loira ainda tentou fechar o recipiente, mas a burrada já estava feita... ela somente evitou que a ESPERANÇA conseguisse fugir. Agora... O que uma coisa tão legal, como a esperança estaria fazendo junto com os CDs da Vanessa da Mata? Estou chegando à conclusão que Trivovô Epi teve mesmo o que mereceu... e também que a Esperança não é somente a última que morre, mas também a última que foge... !
Se ao invés de Prometeu, Epimeteu tivesse como irmão o Armindolinha... tudo seria da mesma forma mesmo... porque taí um cabra teimoso (teimoso pra chuchu) e descrente, que acha que teimosos são os outros que teimam com ele (oi?).
Até hoje não se sabe se Pandora foi realmente um trote divino ou um presente 'dusalém', mas segundo o povo grego (e dizem que a voz do povo é a voz de Zeus) é que todos os males do mundo foi por conta da mulher. [Eu, particularmente, contesto! Nem me pergunte... ou teria que desbravar o que nós, mulheres, encontramos dentro dos jarros dos homens. Blé.]
O que os historiadores, ainda, não encontraram foi o final da saga Crepúsculo, quero dizer, do Cáucaso.
Titio-trisavô Prometeu convenceu a águia a lhe deixar partir, prometendo-lhe mundos-e-fundos... a águia também não aguentava mais ficar escutando promessas e mais promessas... fingiu que acreditava. Ele partiu, não cumpriu nenhuma palavra de suas plataformas eleitorais e resolveu se instalar em Portugal... ninguém desconfiaria dele lá por aquelas bandas. E assim a vida passou. Ele se casou com uma gaija das pernas grossas (puxei pra ela) e tiveram muitos prometidos ao paraíso. Sua linhagem somente não se perdeu porque nasceu Olinda... minha avó.
Tal qual seu longíncuo antepassado, ela também viva aprontando as dela (puxei pra ela) e não levando desaforo pra casa (ah, tá bom... às vezes eu ainda levo).
Segundo minha tia, ela era muito festeira, praticamente pipocava em todas as quermesses da época; e foi numa dessas baladas que ela conheceu João, meu avô.
Diferentemente, dos antepassados, não foi um amor à primeira vista, arrebatador e letal, mas teve um empurrãozinho do destino e das línguas alheias; ainda que Santo Antonio deva ter dado uma piscadinha pro Cupido, foi a vizinha mesmo a grande merecedora de uma vela acesa: Não se sabe muito bem como nem porquê, mas o que se sabe é que Olinda escutou, ao pé de uma janela, o dito de uma falando para uma outra:
"A Olinda pode fazer o que ela quiser, mas o João vai ser meu de qualquer jeito!!!".
Consigo ver a sua face se empalidecer, suas ruguinhas se esticarem ao som de Ravel mais ao fundo, a respiração sumida ficando entrecortada, e os olhos... fininhos como uma lua minguante.
Ela poderia ter pulado em cima daquelas duas e feito justiça com as próprias mãos... mas achou que se casando com ele seria melhor.
E assim foi.
Nasceram Marinho, Armindolinha, Antonio, Joaquim e Arminda. Estes, cada qual teve seu quinhão de felicidade e infortúnios, mas não vou contar nada aqui porque não se fala mal de gente viva. Brincadeirinha... conto tudo numa outra postagem!!!
Os Deuses sem ter muito o que fazer, mas com muita vontade de continuar assim, outorgaram a Epimeteu, um Titã... e esse era somente o pobre nome dele... a tarefa de povoar a Terra. Assim, ele ia moldando, em barro, a forma dos animais (já ouvi essa história antes) e, para cada um, ele ia atribuindo alguma característica dominante como garras, asas, força, rapidez, astúcia, e por aí vai.
Quando chegou a vez de criar o homem, tadinho, já não tinha mais nenhum "plus" sobrando. Foi aí que meu tri-parada-dura-tio-avô Epi, então, pediu ajuda a seu irmão Prometeu, que teve uma idéia, ao mesmo tempo brilhante e desastrada, de roubar o fogo dos Deuses para dar aos pobres bípedes magrelos e pelados, recém-criados. Isto garantiria muita vantagem e domínio sobre todos os outros animais, assim como o poder de controlar as intempéries e desenvolver tecnologias... UAU!
[Que fique registrados nos autos que Epimeteu (cuja mãe não tinha muita imaginação, nem muito amor ao filho) significa 'aquele que pensa depois'; e Prometeu, 'aquele que pensa antes' (pensa, mas não cumpre).]
Zeus ficou louco de raiva, possesso de malignidade e resolveu sacanear todo mundo, exemplarmente, para que ninguém mais resolvesse engambelá-lo novamente. Zeus pensou, pensou e achou que Epimeteu já tinha o nome que merecia. Para Prometeu, o castigo foi ficar acorrentado ao monte Cáucaso com uma águia lhe comendo o fígado... BUT... por ele ser imortal, seu fígado sempre se regenerava e era novamente comido pela ave inclemente. E aqui, penso eu, que esse pobre plumoso também deve ter feito algo que desagradasse ao Zeus Todo-Poderoso... afinal não é todo mundo que gosta de fígado. Terá sido um duplo castigo, ao animal e ao meu mesosóicovô?
Como não se deu por satisfeito, Zeus (em toda a sua arrogância divina), enviou um daqueles deuzets puxa-saco do caramba pra falar com Prometeu, prometendo que seria libertado se este se desculpasse e se redimisse humilhantemente. Prometeu não se comprometeu com o enviado e respondeu que fosse aos diabos.
"Teimosia é firmeza de caráter adulterado pela estupidez",foi Nietzsche quem disse, mas ele disse muitas outras verdades e bobagens.
O lado útil da teimosia é que você sempre pode prever os passos do teimoso, porque na maioria das vezes, eles não vão de acordo com o que você quer; em suma... O teimoso é sempre do contra. (Não tem como negar, meu pai puxou pra ele).
E, para não fugir à regra, Zeus também prometeu e não cumpriu... mudando de idéia com relação a Epi. Juntou toda a deusaiada no Salão Oval e enviaram, do mundo dos astros para o mundo dos chatos, ela: a MULHER! Era a mais bonita de todas (talvez porque fosse a única, sei lá... mas isso não desmerece meus ares divinos) e Epimeteu passou a ser chamado de Episifud** , depois da aparição dela. Para variar tinha ele um jarro com um monte de quinquilharia, guardado em casa, que não servia pra nada mesmo... inveja, despeito, reumatismo, axé music. Pandora (esse era o nome dela), curiosa que só ela (quase nem sou também... ) foi só saber que ali não podia mexer, que _ pronto! _ ficou toda cheia de urticária (bom... às vezes eu também tenho dessa alergia...) até que deu uma espiadinha, de leve; mas foi só levantar a tampa que todos os males, como crianças que escutam o sinal do recreio, saíram correndo mundo afora.
A loira ainda tentou fechar o recipiente, mas a burrada já estava feita... ela somente evitou que a ESPERANÇA conseguisse fugir. Agora... O que uma coisa tão legal, como a esperança estaria fazendo junto com os CDs da Vanessa da Mata? Estou chegando à conclusão que Trivovô Epi teve mesmo o que mereceu... e também que a Esperança não é somente a última que morre, mas também a última que foge... !
Se ao invés de Prometeu, Epimeteu tivesse como irmão o Armindolinha... tudo seria da mesma forma mesmo... porque taí um cabra teimoso (teimoso pra chuchu) e descrente, que acha que teimosos são os outros que teimam com ele (oi?).
Até hoje não se sabe se Pandora foi realmente um trote divino ou um presente 'dusalém', mas segundo o povo grego (e dizem que a voz do povo é a voz de Zeus) é que todos os males do mundo foi por conta da mulher. [Eu, particularmente, contesto! Nem me pergunte... ou teria que desbravar o que nós, mulheres, encontramos dentro dos jarros dos homens. Blé.]
O que os historiadores, ainda, não encontraram foi o final da saga Crepúsculo, quero dizer, do Cáucaso.
Titio-trisavô Prometeu convenceu a águia a lhe deixar partir, prometendo-lhe mundos-e-fundos... a águia também não aguentava mais ficar escutando promessas e mais promessas... fingiu que acreditava. Ele partiu, não cumpriu nenhuma palavra de suas plataformas eleitorais e resolveu se instalar em Portugal... ninguém desconfiaria dele lá por aquelas bandas. E assim a vida passou. Ele se casou com uma gaija das pernas grossas (puxei pra ela) e tiveram muitos prometidos ao paraíso. Sua linhagem somente não se perdeu porque nasceu Olinda... minha avó.
Tal qual seu longíncuo antepassado, ela também viva aprontando as dela (puxei pra ela) e não levando desaforo pra casa (ah, tá bom... às vezes eu ainda levo).
Segundo minha tia, ela era muito festeira, praticamente pipocava em todas as quermesses da época; e foi numa dessas baladas que ela conheceu João, meu avô.
Diferentemente, dos antepassados, não foi um amor à primeira vista, arrebatador e letal, mas teve um empurrãozinho do destino e das línguas alheias; ainda que Santo Antonio deva ter dado uma piscadinha pro Cupido, foi a vizinha mesmo a grande merecedora de uma vela acesa: Não se sabe muito bem como nem porquê, mas o que se sabe é que Olinda escutou, ao pé de uma janela, o dito de uma falando para uma outra:
"A Olinda pode fazer o que ela quiser, mas o João vai ser meu de qualquer jeito!!!".
Consigo ver a sua face se empalidecer, suas ruguinhas se esticarem ao som de Ravel mais ao fundo, a respiração sumida ficando entrecortada, e os olhos... fininhos como uma lua minguante.
Ela poderia ter pulado em cima daquelas duas e feito justiça com as próprias mãos... mas achou que se casando com ele seria melhor.
E assim foi.
Nasceram Marinho, Armindolinha, Antonio, Joaquim e Arminda. Estes, cada qual teve seu quinhão de felicidade e infortúnios, mas não vou contar nada aqui porque não se fala mal de gente viva. Brincadeirinha... conto tudo numa outra postagem!!!




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