[Recado pro meu pai: Paiê, fica olhando pra figurinha ai em cima que ele vai abrir o maior berreiro.
Depois do visto o berreiro: Legal, né?]
Nem bem a gente resolveu seguir o meu pai, na sua aventura de encontrar a casa em que ele nasceu, e pronto... já o tínhamos perdido novamente. Eita, que quando o bichinho quer, aquelas pernas funcionam mesmo. Afff.
De repente, ele chegou com um senhor... que tinha uma cara tão boa! Sei lá... de gente honesta, modesta e confiável... e o melhor: ELE era o dono das terras que minha vÓlinda possuia, ou seja... ELE era o dono do pedaço de terra que meu pai pisou pela primeira vez nesse mundão.
Aí, nem perdemos tempo... seguimos os portugas.
A propriedade era bem menor que eu imaginava.
Ficar imaginando que era por aquelas paragens que meu pai brincava de aviãozinho de madeira, que (sei lá por ali) o meu tio Toni ficava cuidando dos melões... como alguém podia ficar tomando conta dos melões??? Será que os da terrinha saiam correndo? Era ali que o Bãrinho plantou as cravinas e se ferrou por isso. Era dali que o meu pai saia rumo à escola da Professora Rosinha. Todas as professoras deviam se chamar Rosinha.
Meu pai sempre falava do vinho... e do porre que ele tomou um dia... ai, caramba... será que eu já contei essa história? Bom, a primeira vez que deram vinho pro meu pai (depois da fase de dar vinho na chupeta), ele era um rapazote e ficou bêbado. Aí, diz ele, que mirou bem a porta do quarto e pensou assim (mesmo de porre, ele ainda pensa como um português): "Bom, é só ir reto, e rápido pra não desviaire a rota, que eu caiu na cama, ó pá!" . E lá foi ele... deu tudo certo: ele acordou mesmo só no dia seguinte, mas com a testa cortada no meio... as paredes de Portugaile andam!
[Mas onde eu estava mesmo? Ahhhh... o vinho]
O cara que morava atualmente lá era um desocupado: em pleno dia de semana, ele olhava pro cachorro que nem latia pra gente... estava mesmo sem fazer nada, e já ganhou toda a ingratidão do meu pai: eles tinham arrancado toda a parreira de uvas que meu avô tinha plantado... nossa, meu pai ficou irritado, já dizendo que o cara tirou mesmo tudo aquilo porque não queria trabalhar (isso ele resmungou só pra gente escutar)... só ficar lá, olhando pras nuvens (e era o que ele estava mesmo fazendo), mas esse era o filho do portuga legal, que abriu as portas da casinha onde meu pai veio ao mundo.
[1] Meu pai simplesmente inavdindo a terra alheia
[2] A casinha. Era somente essa parte que aparece na foto que existia na época... TODO o resto foi ampliação dos novos proprietários.
[3] Acho que aí ficava a cozinha. A porta do primeiro e minúsculo quarto, à esquerda, foi onde meu pai nasceu.
[4] Esse cômodo era coberto... era o quartão.
[5] Ainda o quartão, por outro ângulo: a parede dos fundos.
[6] Eis o quarto onde o meu pai nasceu.
[7] A lateral da casa... a janelinha foi fechada, nem sei porquê... ela dá pro meio do mato!
[8] O campo exterminado das videiras, bem em frente à casa.
[9] Um restinho de nada de parreira, que meu pai já nem tinha certeza de serem as originais.
... e outras fotinhas do entorno.
Engraçado que eu não tinha certeza se meu pai estava feliz ou não. Acho que estava triste de lembrar a vida desgraçada que eles e todos os meus antepassados deviam ter tido... ele nasceu na época da guerra... mas acho que estava satisfeito de mostrar aquilo pra gente.
Sei que várias lembranças surgiram, mas como ele era muito arteiro, acho que resolveu guardar tudo pra ele mesmo.
"Ó, caraito (faz parte do dialete deles)... mas vamos lá em casa tomar vinho que eu mesmo produzi", convidou o mais velho já praticamente amigo íntimo do meu pai.
E fomos de bom grado.




2 comentários:
jajajajajajajajakkkkkkkkkkkkkkkkkk!
já estava sentindo falta deste diario, quando estou assim ...assim
eu leio e tenho que rirrrrrrrrrrrr
Cá vc é, um barato!!!!!!!!!
em ferraz vai cair um pé deagua que já vou desligando
chao besitos
Mamy
Aqui, em compensação, temos pé-de-vento... e hoje, dia das bruxas, é capaz de aparecer algum saci pererê.
Beijos, Dona Mãe.
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