Não vou mais enrolar... vou dizer de uma vez:
OLÁ A TODOS. MEU NOME É CARMINHA E EU TENHO PODERES PARANORMAIS!
O meu primeiro "contato imediato" foi em sonho (pesadelo, com certeza)... ou eu poderia dizer que ELA foi mais rápida que a luz, porque somente eu a vi. Aquele ser maligno me persegue desde quando eu era somente uma pequena menina indefesa. Tenho tido visões, sensações... e sinto a presença DELA... em casa, no escritório, na casa dos outros, em qualquer lugar. O mundo não está mais seguro... precisamos combater o mal.
Essa criatura é mais marrom que a Marrom-Alcione.
ELA é veloz, e gosta das trevas.
ELA rasteja, anda pelo teto, ELA pode voar... e está sempre indo em sua direção... mesmo quando você não a vê, ou a sente.
ELA tem um milhão de pernas, e antenas, e ninguém sabe quantas delas é preciso pra trocar uma lâmpada... sim... ELA é a barata. Eca!
Devo dizer que eu achava que ELA era até uma amiguinha, e cantava pra todo mundo a musiquinha que eu tanto gostava, veja abaixo:
(Só não sei o que esse japa está fazendo aí... meio estranho, né?)
Até que um dia, ELA me apareceu em sonhos: nós éramos pequenos, o Juca a eu, e meu pai trouxe pra casa um pedaço de cana de açúcar pra gente chupar... mas ele chegou tarde, e tivemos que deixar pro dia seguinte. E o medo dele acordar primeiro e chupar tudo sozinho? (Gulosa, eu??? Onde?). Quis dormir com aquela varetinha do lado da minha cama... mas foi só fechar os olhos e eu vi... ELA me apareceu em sonhos... e estava em cima da cana que eu tanto queria. Gritei. Meus pais vieram correndo. Fiz eles vasculharem o quarto todinho. Nada. Foi aí que eu percebi... aquilo era somente um sinal do além.
Eu pressinto desde então.
Uma vez eu ia tomar banho, e quando abri o box de acrílico fiquei apreensiva... senti algo. De repente... caiu uma coisa do alto... e passou raspando no meu nariz: uma barata. Eca!
Quando eu disse pra minha mãe... ela riu.
Mas numa outra vez, ela ficou brava: eu tinha que colocar os pratos na mesa, abri a porta do armário que parecia de vime (lembra, Mã, aquele que ia de fora a fora na parede onde hoje fica o fogão e a geladeira?) e, pressenti. Enfiei minha cabeça dentro do armário e olhei pra cima, em direção à porta. Lá estava ela: olhando pra mim. Minha mãe ficou brava porque teve que lavar todos os pratos. (Ainda bem que não fui eu... tinha um bucado)
De noite eu passava correndo pela porta da cozinha... o mal morava por ali. Um dia meu pai pediu água, ou café, sei lá, e lá fui eu... pé ante pé e tudo parecia calmo. Mas... entretanto, contudo, porém... uma bicha subiu pela minha perna, e o copo voou da minha mão. Sumi.
Pior foi o escândalo na padaria do Pepe. Estava eu lá toda felizinha, durante a tarde, pegando leite e esperando o pão que já ia sair, quando sinto algo na minha calça (Graças a Deus foi por fora... ou eu não sei dizer o que poderia ter acontecido)... era ELA novamente: a barata. Eca! Eu acho até que quem exagerou não fui eu, não. Foi o cara do caixa, com aquele mal humor característico de quem cuida de dinheiro (caixa de banco sofre do mesmo mal)... imagina se eu fui tão escandalosa assim... só falei, em soprano engasgado, algo como "SOCORRO... UMA BARATA. ECA!". Ela voou não sei pra onde... provavelmente pro mesmo lado dos leites.
Mas eu pude comprovar meus poderes na casa da Myrian, minha professora de faculdade, que eu ajudava numas pesquisas e por isso, toda semana, ia pra casa dela junto com a Érika (que tinha um Escort 3.0 novinho, era bonita, namorava o irmão da professora, e não gostava de mim. Eca!)
Tinha o banheiro social, que as visitas e o filho dela usava, ela disse que NUNCA aparecia nenhuma barata (Eca!) ali... mas era só EU chegar que as danadas resolviam dar o ar da graça. Eu já ia pro banheiro munida de todo o medo que eu tinha, e nunca tomei banho mais rápido do que lá. Vira e mexe, ela ficava lá, esperando a dita sair debaixo do trilho do box, enquanto eu trazia água quente pra espantá-la mais rápido do seu esconderijo quase que perfeito.
Teve o dia que éramos recém-casados e o Lemonito estava trabalhando do outro lado da cidade. Pois não é que apareceu uma na cozinha (diabos... a cozinha deve ser o portal). Que eu fiz? Chamar o Maridum no meio da noite, que estava trabalhando pra matar uma baratinha (ainda que gigante)? Que nada. Fechei a porta do corredor e estava colocando dez milhões de revistas embaixo da fresta da porta quando, na última, ELA aparece... quase sobe na minha mão.
Infelizmente, isso foi demais pra mim.
Ela me perseguia... porque numa cozinha com quatro portas (uma pra sala, uma por corredor_onde eu estava, uma pro corredor lateral da casa e a última pra uma areazinha de ventilação) e cerca de 18 m², como que ela ia parecer ALI ??? Não tive outra opção: peguei uma vassoura, liguei rapidinho pro Lemão e subi em cima da mesa do quarto que a gente fazia de escritório... aliás, quase em cima do computador. Ele veio, matou, me xingou e foi embora de novo trabalhar. Aquela noite, quando ele voltou, meus olhos estavam inchados de tanto chorar. Já sofri muita discriminação.
Tive uma empregada, a Lila, que era medrosa que nem eu. Ela era também paranormal: ela sentia o cheiro da bicha.
Um dia tivemos que sair correndo as duas.
Mas não a perdoei no dia em que saímos, o Lemão e eu, quase atropelando todo mundo porque ela ligou pra nós e, quando eu atendi, só escutei um grito da infame. Logo pensei o pior... ela estava em casa com os meus três filhos. No caminho, lembro que eu fui pedir, com um gesto de mão, passagem pra um carro para que pudéssemos dobrar logo à direita, e minha língua grudou no céu da boca, de tanto nervoso. Chegando lá... dei de cara com os três assistindo tv na sala. Corri pro quarto. Ela estava de pé, em cima da MINHA CAMA, dizendo que uma barata (Eca!) tinha passado em cima do pé dela. Aquele dia fiquei passada.
Realmente agora com a Iviana (Santa Ivi), minha fiel escudeira do lar, não tive mais problemas. Ela mata barata. Devo dizer que até de um jeito inusitado:
Hoje vieram buscar o sofá pra dar uma arrumadinha no dito cujo... e não é que, quando eles começaram a desmontá-lo apareceu UMA ??? Eu saí correndo, claro. Eles deviam ter medo também porque não se esforçaram muito em pisar nela... eu só escutava: "... ELA foi por aqui... não... mata ali... ai, que ela vai entrar no corredor..." Depois só um silêncio mortal. Mama mia, que aconteceu? Risos. (Risos?!) e lá vinha o corpo dela sendo chutado por um deles.
"Ela matou a barata (Eca!) com a mão!" (ECA!! ECA!! ECA!!!)
"Ai, Jisuis, Iviana... você matou a barata (Eca!) com a mão?"
"Ah, Carme, se ela entra pros quartos a gente não apanha ela nunca mais" (Verdade!) "... vou lavar a mão."
"... lava com álcool... e depois taca fogo" Ela riu... mas eu estava falando sério.
VIVA A IVI... (credo, que nojo... por que ela não usou o pé?)
24 de Agosto de 2.010



6 comentários:
Não adorei...as baratas.
... mas nem eu. Eca! Eu preferia canalisar meus poderes para os números da Sena, mas ainda não consegui. Ainda bem que existe o flitz, como diz meu pai (vulgo inseticida)... já pensou se tudo eu tivesse que resolver na base do chinelo. Credo.
Exagerada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!11
caramba vc tem MEDO de barata , mas faz uma novela sobre "ela"
bjs
Exagerada!!!??? É tudinho verdade...
Haaaaaaaaaaaaaaaaahhaa!
Carminha, somos do mesmo time...
Eu sinto a presença de barata tb...
Eu vou em vários lugares de boa, mas tem alguns q eu entro com um pressentimento que tem alguma presença indesejada ali... qdo vejo tá aquela barata Tiranossaura vindo atrás de mim. Num vo nem comentar das voadora.... Aff... Dou o maior bafo, passo o maior vexame, durmo na rua se precisar mas não durmo enquanto não acharem a barata e assassinarem essa vaca véia... Ainda bem que aq na Inglaterra nunca vi uma baratinha... e nem formiga tem aq!!! =D Deviamos morar no SUl... as vezes por causa do frio essas iscumungada não habitam por la!!
bjaooooooooooooooo
Ai, Larissa amiga.
É reconfortante saber que não estou só nessa jornada... e chamar as bichas de vaca véia até me deixou feliz. hihihi
Queria despachar essas credincruz pra bem longe daqui, mas tô vendo que sempre vai ter uma companheira de desespero em qualquer parte desse mundão (ainda que as européias ou outras quaisquer possam nem saber da existência delas... se conhecerem tenho certeza que vão dar bafão também).
Beijossssssss e bom frio por aí.
:)
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